Por isso é encontrar a pessoa certa tão difícil

Por várias razões, acreditamos que não conseguiremos encontrar a pessoa certa, que já somos velhos demais e que devemos nos conformar com o que temos agora. Tudo isso está errado. Você deve aprender a deixar ir todas as pessoas que não são as corretas, que não lhe dão nada e que geram infelicidade. Você está solteiro (a) e procura por amor? Acha difícil encontrar a pessoa certa? Os muitos mitos que existem por aí sobre namoro e relacionamentos podem te desanimar. Essas dicas podem te ajudar a encontrar o caminho para um relacionamento amoroso e significativo. Então, como encontrar a pessoa certa? Em conclusão, apenas saber como encontrar a pessoa certa, procurar um parceiro não é tão complicado assim; inclusive, para algumas mulheres encontrar alguém é até uma tarefa bem fácil. No entanto, permanecer ao lado da pessoa certa requer uma boa dose extra de perseverança, não é mesmo?! E é nesse caminho que muitos corações são destruídos, traumas são gerados e a insatisfação cresce em meio a tantos relacionamentos. Mas por que é tão difícil encontrar a pessoa certa? É sobre isso que eu vou te ajudar a refletir hoje.. As dificuldades de se relacionar Isso não é mais a pessoa certa e você gostaria de mudar tudo o que não gosta, na esperança de ainda encontrar a felicidade. Você percebe que a simpatia , a beleza e muitas das coisas que você gostou antes, hoje, não servem para fazer você viver o amor que você deseja. A história de Rebeca e Isaac, assim como a de Sara e Tobias, é um grande exemplo para aqueles que estão esperando em Deus pelo encontro da pessoa certa, daquela que é escolhida por Deus e que quererá viver o matrimônio como Sacramento que é, e não algo meramente carnal.

Tendências Suicidas

2020.09.19 00:43 altovaliriano Tendências Suicidas

Texto original: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/suicidal-tendencies/
Autor: Cantuse
Partes traduzidas: 1) A Estrada Para Vila Acidentada, 2) Uma Aliança de Gigantes e Reis, 3) Despindo o Homem Encapuzado, 4) Confronto nas Criptas
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MANIFESTO: VOLUME II, CAPÍTULO V

Embora Stannis possa ser vitorioso em sua batalha na Vila dos Arrendatários, ele ainda enfrentará uma tarefa impossível: tirar Winterfell dos Boltons.
Parece ridículo pensar que Stannis, um veterano de vários cercos, marcharia de bom grado, com um menor número de homens, assolado por tempestades e sem provisões, em direção a um castelo. Sugerir que ele fez isso apenas com base na é inverossímil.
Stannis tem uma crença muito estrita a respeito do uso do acaso ou do destino para orientar estratégias:
– Se é uma palavra para tolos.
(ADWD, Jon IV)
Mesmo com Mance causando estragos dentro das paredes de Winterfell, Stannis precisa especificamente de uma maneira de tornar a tomada de Winterfell plausível - uma maneira que não envolva destruir seu próprio exército no processo.
Lembre-se de que Stannis também deseja que o norte se una à sua causa. Isso significa que ele também deseja derrotar os Boltons de uma maneira que não prejudique sua capacidade de negociar com os vassalos do norte. Ele não quer matar os nortenhos se isso puder ser evitado.
Agora, antes de continuar e revelar os planos de Stannis, devo parar e perceber uma falsa premissa que muitos leitores assumiram:
Isso é uma falsidade .
Para tomar o castelo, Stannis só precisa que não haja resistência em Winterfell. Na verdade, a remoção dessa resistência pode ser realizada com combate (coreente com a falsa suposição). Mas existem outras maneiras: astúcia, manobras estratégicas e assim por diante.
Há evidências sutis, mas convincentes, de que Stannis está realmente envolvido em tais truques inteligentes. Em particular:
A teoria da Lamparina da Noite mostra que Stannis desenvolveu uma tática brilhante para lidar com os Freys que se aproximam. Mesmo se for verdade e Stannis aniquilar completamente os Frey, ficamos com um dilema.
O que acontece depois?
Como Stannis planeja realmente tomar a inexpugnável Winterfell?
Tomar Winterfell é um esforço multifatorial. O que precisamos saber agora é qual papel Stannis deverá desempenhar após sua vitória [sobre os Frey].
Felizmente, temos evidências e implicações suficientes nos livros para identificar seus planos, com grande certeza. Especificamente, parece que Stannis planeja fazer o seguinte:

UM DESEJO DE MORRER

Por que Stannis iria querer fingir sua própria morte?
Que evidência há de seu desejo de fazer isso?
Para responder a essas perguntas, precisamos discutir a aparente insanidade de Stannis em A Dança dos Dragões e, em particular, o desejo de morte que ele parece ter. Ele parece obcecado em pegar Winterfell (ou Forte do Pavor), a ponto de parecer um tolo.

Morte certa

Ao longo de A Dança dos Dragões , Stannis declara que 'morrerá tentando' tomar Winterfell ou derrotar os Boltons:
Jon percebeu que suas palavras tinham sido desperdiçadas. Stannis tomaria o Forte do Pavor. Ou morreria tentando.
(ADWD, Jon IV)
...
– Mas nós marcharemos e libertaremos Winterfell ... ou morreremos na tentativa."
(ADWD, O prêmio do rei)
...
– Pode ser que percamos esta batalha, – disse o rei sombriamente. – Em Braavos você pode ouvir que morri. Pode até ser verdade. Não obstante, você deve encontrar meus mercenários.
(TWOW, Theon – tradução de Gelo & Fogo .com)
A terceira passagem em particular sugere que Stannis poderia muito bem terminar em uma posição em que ele aparentasse estar morto, mas na verdade não está.
Por que Stannis diria que 'pode até ser verdade' senão para indicar que pode muito bem ser falso?
O subtexto aqui implica ainda que qualquer boato de sua morte é, de fato, mais provável de ser falso.

Benefícios por morte

Qual é o benefício de fingir sua morte?
Existe um motivo importante para fingir sua própria morte. A aritmética simples mostra que Stannis não tem nenhuma maldita chance de derrotar as forças de Bolton enquanto eles ocupam Winterfell.
O que Stannis precisa é de uma maneira de tornar Winterfell "madura para ser tomada". E dada sua insuficiência militar, Stannis tem apenas um recurso:
Um dos benefícios mais óbvios de parecer estar morto é que os Boltons baixarão a guarda. Eles não serão necessariamente tolos, mas no mínimo isso reduz suas preocupações com uma ameaça iminente e permite que os Boltons e seus aliados se concentrem em outras demandas.
Agora, se você se lembra, o casamento de Ramsay com Arya ocorreu algum tempo antes dos eventos dos dois últimos capítulos de Theon em A Dança dos Dragões (Um fantasma em Winterfell e Theon). Esta foi a principal razão pela qual os senhores do norte foram convocados para Winterfell.
Existem duas razões principais que mantiveram a maioria dos lordes em Winterfell:
Esses mesmos senhores, de lealdade variada, também têm seus próprios problemas: em particular, cuidar de suas propriedades e pessoas agora que o inverno chegou. Com Stannis fora do caminho, os vassalos ficam muito mais empoderados. Alguns podem pedir licença para voltar para casa.
Claro, existem vários fatores desconhecidos que podem afetar este resultado, a nevasca e / ou fatores políticos imprevistos podem manter alguns lordes em Winterfell.
No entanto, podemos ver um benefício claro para Stannis se ele fingir sua morte:
Ao convencer o mundo de que ele está morto, podemos ver a possibilidade emergente:
Se Stannis fingir sua morte, ele poderá conseguir *obrigar os aliados de Bolton a deixarem Winterfell.
Esta é uma observação interessante. Obrigar os Boltons ou seus aliados a deixar Winterfell certamente reduziria o contingente do castelo e o tornaria mais fácil de tomar. Está ainda de acordo com minha observação de que tomar o castelo não requer necessariamente a derrota de Roose Bolton.
Mas como Stannis obrigaria os Boltons e / ou seus aliados a partir de Winterfell?
A resposta é simples:
Simplificando, ele precisa enviar homens para atacar ou capturar alvos de grande valor para os Boltons e seus aliados.
Se Stannis estivesse vivo, qualquer truque que ele fizesse para atrair aliados de Winterfell iria falhar: Bolton é muito esperto para cair neles (exceto quando mandou embora os briguentos Freys e Manderlys). No mínimo, Bolton não sacrificaria sua posição vantajosa em prol do que ele sabe que são prováveis fintas.
Mas se Stannis estiver morto, o jogo mudou. Essas tentativas de atrair aliados de Winterfell não podem mais ser percebidas como fintas, porque Stannis não existe mais. Assim, se os Boltons não conseguirem lidar com esses atentados, eles minarão sua própria autoridade porque isso será visto como uma negligência das preocupações de seus vassalos.
Qualquer sussurro sobre uma reminiscente tropa de Stannis arruinaria o efeito.
* * *
Como você pode ver, fingir-se de morto permite que Stannis bagunce completamente os Boltons. Ao enviar 'tropas substitutas' para atrair aliados de Winterfell, ele lucra diretamente reduzindo o contingente no castelo.
Além disso, fingindo-se de morto, Stannis é capaz de marchar sob a cobertura da nevasca para uma posição virtualmente à sombra das grandes muralhas de Winterfell.
Ele está perfeitamente posicionado para tomar o castelo no momento oportuno.

FIGINDO-SE DE MORTO

Então, como Stannis realmente implementa o fingimento de sua morte?
É difícil avaliar como a farsa de Stannis seria realizada, mas é certo sua falsa morte é de fato prenunciada.
Dito isso, acredito que haja uma hipótese que emerge como sendo a mais técnica e tematicamente apropriada do que qualquer alternativa.

Notificação

Como “Ramsay” fica sabendo de sua aparente vitória na Vila?
Esse é um bom começo.
A resposta mais simplista seria que alguém informou Ramsay pessoalmente.
No entanto, não gosto dessa possibilidade, pelos seguintes motivos:
Os Karstarks estavam secretamente a serviço de Roose Bolton e enviando-lhe mensagens sobre a situação de Stannis. Os Karstarks também tinham dois corvos restantes para contatar Winterfell. Se Stannis fosse realmente derrotado, os Karstarks quase certamente enviariam um desses corvos a Winterfell anunciando uma vitória gloriosa. Pelo menos essa parece uma expectativa bastante razoável.
Assim, se Roose Bolton não recebesse tal carta, isso poderia deixá-lo desconfiado. Ele poderia suspeitar que a traição de Karstark foi revelada, e que ele também não pode confiar nos corvos de Karstark.
Se houvesse alguma implicação de que o plano dos Karstark foi revelado, isso prejudicaria a confiança de Bolton em qualquer coisa que supostamente viesse dos Karstark.
Portanto:
Talvez seja esta a razão pela qual ele não sentenciou o meistre dos Karstark à morte, mas sim a uma 'cela' para aguardar o julgamento de Stannis. Compare isso com a maneira com a qual ele lidou com os Karstarks, onde imediatamente os sentenciou à morte.
– Vocês são homens mortos, entendam isso,– o rei prosseguiu. – Apenas a maneira de sua execução ainda está para ser determinada. Eu os aconselharia a não desperdiçar meu tempo com negativas. Confessem, e terão o mesmo fim rápido que o Jovem Lobo deu a Lorde Rickard. Mintam, e queimarão. Escolham.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)
Observe que Stannis também mantém os corvos com ele .
O rei se inclinou para trás na cadeira.
– Tirem-no daqui, – ordenou. – Deixem os corvos. – Uma veia latejava em seu pescoço. – Confinem esse desgraçado cinza em uma das cabanas até que eu decida o que deve ser feito com ele.
(TWOW, Theon – Tradução de Gelo & Fogo .com)

Retorno a Winterfell

Se Stannis simular sua morte, quem retornará a Winterfell?
Supondo que Stannis tenha fingido sua morte e pretenda selar a ilusão, os aliados de Bolton devem retornar a Winterfell, vivos e bem.
Agora, se você presumir, como eu, que faz mais sentido se Stannis enviar uma carta se passando por Karstarks, há uma resposta óbvia:
Os Karstarks tem que estar entre aqueles que retornam.
Mas se todos os nobres dos Karstark (Arnolf e seus parentes) são traidores e Stannis os condenou à morte, como isso aconteceria?
Só existe uma possibilidade, me parece:
NOTA: Explicar este argumento é uma tarefa bastante substancial. Não é que seja complexo, ou que eu ache muito forçado para ser verdade. Na verdade, é que a evidência sugerindo o envolvimento de Arthor Karstark é substancial e representa um desvio do verdadeiro ponto deste ensaio.
Você encontrará os argumentos e evidências que sugerem o envolvimento de Arthor no ensaio O Sol Nascente do Inverno, localizado nos apêndices.
Eu acredito que Arthor e os Karstarks são a única peça verdadeiramente crucial, o único aliado de Bolton que deve retornar para que a ilusão funcione. A composição do resto das forças é altamente variável e imprevisível.
Algumas observações devem ser feitas neste ponto:
Para recapitular esta seção, apenas os Karstarks são realmente necessários em Winterfell:

Prova da morte

Supondo que homens retornassem a Winterfell alegando que Stannis estava morto, eles quase certamente precisariam demonstrar uma prova disso.
Luminífera seria um grande sinal para os Boltons e seus aliados de que Stannis estava morto. Parece razoável acreditar que Stannis nunca cederia voluntariamente a lâmina, apenas com sua morte ela seria tirada de suas mãos.
Assim como argumentei que a persona pública de Stannis mascara um engano, o mesmo acontece com a espada: o “poder” que as pessoas projetam em uma suposta espada mágica os cega para a falsidade que ela esconde.
Isso também corroboraria a Carta Rosa, uma vez que “Ramsay” declarou que tinha Luminífera.

De todo modo

Deixando de lado as especulações, há um tema comum, um resultado final unificador que parece inteiramente provável:
Stannis teria escrito a Winterfell para informá-los de sua “morte” e da gloriosa vitória dos Karstarks, Freys e Manderlys.
Enquanto isso, Stannis terá avançado com a maioria de suas forças para Winterfell, fingindo estar morto. Alguma parte do exército de Stannis entrará em Winterfell para atestar sua derrota, fornecendo as evidências necessárias.

JOGO JUSTO

Como mencionei acima, se Stannis fingir sua própria morte, ele será capaz de manipular os assuntos no norte. Ao atacar as propriedades de vários senhores, ele pode tirar aliados Bolton de Winterfell e, assim, enfraquecer o castelo.

Seleção de Alvo

Mas precisamos lembrar, Stannis não quer destruir os contingentes militares dos senhores do norte. Muito pelo contrário, ele deseja recrutar essas capacidades militares para sua própria campanha. Ele deseja sua lealdade e força, não desconfiança e fraqueza.
Afinal, de que adianta a lealdade deles se não podem ajudá-lo a garantir sua coroa? De que adianta a força deles se eles são desconfiados?
Isso nos leva a uma grande questão:
Se Stannis pretende ameaçar as propriedades dos vassalos (para tirá-los de Winterfell), em que vassalos ele vai mirar?
Stannis precisa ser cuidadoso na escolha de alvos, para não arriscar sua habilidade de forjar alianças depois de derrotar os Boltons.
Isso significa que ele deve ter cuidado ao escolher quais senhores do norte ele almeja para uma ação militar. Com isso, quero dizer que Stannis deve restringir suas metas àqueles que atendam a um dos seguintes requisitos:
Também deve ser notado que Stannis gostaria de minimizar os danos aos soldados comuns e aos plebeus, para torná-los menos propensos a odiar seu governo.
Isso obviamente nos leva a uma outra questão, e ao ponto principal desta seção:
Qual dos senhores do norte Stannis pode “atacar” com relativa impunidade?
NOTA: Por “ataque” quero dizer ameaçar (para incluir uma ação militar contra seus exércitos) e invadir suas terras e castelos.
Responder a essa pergunta é surpreendentemente fácil quando você pensa a respeito.

Lealdades irrevogáveis e recuperáveis

Stannis sabe que todos os senhores do Norte têm motivos para odiar Bolton secretamente, exceto dois: Dustin e Ryswell.
– Os Ryswell e os Dustin são ligados à Casa Bolton pelo casamento – Jon informou. – Os
outros perderam seus senhores em batalha.
(ADWD, Jon IV)
Se algum dos senhores do Norte fosse impossível de dominar, seria Dustin e Ryswell: vinculado aos Boltons por sangue. Isso é relevante porque dá a Stannis um aliado Bolton que ele pode atacar com relativa impunidade.
Além disso, os Frey também jogaram sua sorte com os Boltons.
Isso significa que Stannis tem várias casas que ele pode atacar sem se importar muito:
NOTA: Este é um ponto não relacionado, mas observe que todos os assassinatos de Winterfell em A Dança dos Dragões envolvem vítimas de cada uma dessas casas.
* * \*
Como vê, Stannis tem uma boa lista de alvos, pontos fracos que pode explorar para atrair pessoas de Winterfell.
A única coisa que precisamos fazer agora é provar que ele tem os meios e a oportunidade de explorar esses vassalos, um assunto explorado ao longo do restante do Manifesto.

CONCLUSÕES

Não vou insistir no assunto. Os pontos principais deste ensaio:
Eu gostaria de dar um passo para trás e trazer novamente à tona Nicolau Maquiavel, sobre quem discuti em Gênio Maquiavélico. Se você se lembra, estabeleci a noção de que Stannis e o famoso pensador italiano compartilham muitos dos mesmos princípios políticos e militares.
O que eu acho incrivelmente incrível sobre essa conexão anterior é o seguinte:
Maquiavel é apocrifamente famoso por propor a ideia de falsificar a própria morte para fins políticos.
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2020.09.18 14:34 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 0: Introdução]

Post anterior: https://www.reddit.com/portugal/comments/itrx1l/estou_a_pensar_escrever_uma_s%C3%A9rie_de_textos_sobre/
Olá amigos.
Perguntei-vos se estariam interessados numa série de posts acerca da minha experiência enquanto emigrante no UK. A resposta pareceu positiva, por isso vou começar a publicar o que vou escrevendo. Este primeiro post serve de introdução para ditar o mote dos restantes; aproveito para deixar aqui uma série de notas que depois escuso de repetir nos seguintes.

Que merda é esta?

Há-de ser um relato mais ou menos organizado da minha vivência como emigrante, escritos de forma predominantemente episódica. Cada capítulo pretenderá abordar um tema diferente que, na minha opinião, poderá afectar outras pessoas na mesma situação que eu. Basicamente, cada capítulo relatará grosso modo uma situação que me fez pensar "puta que pariu, porque é que não me disseram isto antes?"
Mais concretamente, quero:
Antes de começarmos, algumas coisas importantes de referir:

O que é que vem a seguir?

Este post é uma introdução muito básica ao "projecto" que estou a começar. Neste momento tenho esta introdução escrita, e mais alguns capítulos pensados e alinhavados. Para já, tenho alguns temas principais acerca dos quais gostaria de (ou comecei a) escrever:
Não os vou escrever por ordem, garantidamente. Sintam-se à vontade para sugerir tópicos, já acrescentei um ou outro de comments no outro post. Vou tentar manter os posts ligados uns com os outros com um índice ali no topo.

Quem és tu, e porque é que hei-de querer saber disto?

Por razão nenhuma. Lê este; se gostares, provavelmente vais gostar do resto. Se achaste que é só um gajo a dissertar sobre temas da vida, então acertaste na mouche. Se não gostas de gajos a dissertar sobre temas da vida, talvez não gostes disto.
Eu sou um gajo qualquer, suspeito que parecido com muitos vós: casa dos 30, carreira em tecnologia, mania que é esperto, emigrado recente. Acho que a minha experiência enquanto emigrante é deprimentemente mediana, e é aí que vejo o valor deste esforço. Entre decidir que queria vir e o dia de hoje, passei por uma série de situações que suspeito que muitos outros também atravessaram, e para as quais gostaria de ter tido aviso. Alguns exemplos de que me lembro de repente:
Eu também não sabia de nenhuma destas (e outras coisas), e às vezes saiu-me do bolso não saber disso.
A minha experiência provavelmente foge da média em alguns aspectos cruciais: não vivo nem trabalho numa cidade, vim já com um contrato de trabalho permanente assinado, e por aí fora. Escrever sobre alguns desses aspectos talvez passe a ser mais um exercício de memória pessoal que outra coisa, ou talvez as minhas peripécias pessoas ressoem com alguém, logo vemos.

Motivação

Um bocadinho do que está por trás das razões que me trouxeram para aqui:

Porquê NÃO emigrar?

Quando fui entrevistado para a posição em que estou agora, o entrevistador final (depois de umas 5 entrevistas para a mesma posição) perguntou-me: "estás nessa empresa há coisa de um ano, porque é que te queres mudar?". A minha resposta foi simples: não quero.
Em Portugal a vida tem uma leveza que não consigo encontrar em mais lado nenhum. Ganha-se pouco, é certo, e as oportunidades são muito limitadas, mas:
e por aí fora. A minha vida em Portugal era de uma tranquilidade incrível. O trabalho era especializado e pouco exigente, trabalhava com amigos de longa data na minha área de formação (que adoro). A minha rotina estava extremamente solidificada, vivia numa cidade que adoro (ah Coimbra!), conseguia-me facilmente sustentar, vivia numa casa boa numa zona boa. Visto de fora, tudo estava OK. A opção fácil teria sido deixar-me ficar; tinha facilmente emprego para a vida e poucas chatices.
Ainda assim...

Porquê emigrar?

Há uma certa insatisfação que vem com o saber que chegaste ao topo muito cedo, e que o topo não é tão alto como querias. Eu sou extremamente ambicioso, não do ponto de vista materialista e egoísta, mas mais numa eterna ânsia de ser melhor no que faço. Eu tive a espectacular sorte de escolher uma profissão pela qual me apaixonei, e de ter conseguido sempre trabalhar nela estes anos todos. O meu trabalho foi aparentemente tendo qualidade, e fui indo por aí acima. Um mestrado vira doutoramento, que vira bolsas, que vira escrita de projectos, que vira posições em empresas, que vira posições séniores.
No entanto, há um tecto máximo para o que se pode fazer em Portugal na minha área: o mercado é dominado por empresas muito pequeninas, altamente subsidiodependentes, e nas quais honestamente não vejo futuro. Eu não quero passar o resto da minha vida profissional a trabalhar num "one-man army", eternamente a desenvolver soluções que nunca vão vingar porque, convenhamos, há limites para o que uma equipa pequena consegue fazer. É extremamente descolhoante ver o nosso trabalho, que toda a gente diz que é muito bom, ficar perpetuamente atrás por falta de recursos, ou manpower, ou investimento, ou o que lhe quisermos chamar. Dei por mim a tornar-me uma pessoa frustrada, daquelas que vêm as notícias e dizem mal de tudo, mesmo do bom; pequenino e sempre zangado. Decidi procurar outras coisas.
Mudei-me para o UK com contrato assinado para uma multinacional gigantesca, bom salário, boa zona do país e, acima de tudo, projectos incríveis desenvolvidos por pessoas com as quais tenho aprendido muito. Estou novamente no caminho certo.
Eu não me mudei pelo clássico "ganhar mais". Obviamente que triplicar o salário de um dia para o outro é fixe, obviamente que é fixe comprar carros a pronto (mais sobre isso mais tarde), obviamente que ir às compras e nem olhar para a conta é bom; mas há mais que mova um gajo. O salário é um factor, mas é um factor.
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
Edit: desculpem a formatação manhosa no início, esqueci-me do modo markdown.
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2020.09.10 00:07 cutiemango_lover Tenho 20 anos, ainda sou virgem, tenho medo de "perder", sou muito tímida e levei um fora que acabou comigo

Ta, n sei por onde começar, então só vou contar a história que fez minha confiança ir de 0 pra - 1.
Eu sempre tive a convicção que iria perder a virgindade com alguém q significasse algo pra mim, porque eu n quero que seja uma péssima experiência e pq acredito que, pra que seja boa, a pessoa tem q pelo menos se importar comigo. Sempre fui muito tímida, totalmente travada e, mesmo tendo plena convicção q sou hétero, só consigo me relacionar "bem" com homens se estiver bêbada. Com "bem" quero dizer simplesmente ter uma conversa normal, flertar normalmente, entende? Olhando nos olhos, conversando, trocando ideia naturalmente, essas coisas...Geralmente, fico muito insegura e receosa quando estou conhecendo alguém. Teve um dia, na faculdade, que um cara aleatório ficou me encarando. O campus é enorme e n conhecia essa pessoa, mas o achei bonito. Tentei segurar a vontade de rir, mas n deu, aí óbvio que ele entendeu isso como correspondência (e era mesmo). Dps de um tempo, coincidentemente nos encontramos de novo e começamos a ficar.
Ele era muito sem filtro (o total oposto de mim) e, por algum motivo, pouquíssimo tempo depois de nos conhecermos eu me sentia bem confortável com ele. Acho q era porque ela falava muita besteira. Eu só ria e ignorava, mas foi isso q fez com que eu 'destravasse' um pouco. O problema é que n parecia q ele me via com nenhum romance. Como posso explicar? Pra ele, eu era só uma gostosa, entendeu? Inclusive, sempre que ele ia me elogiar eram coisas do tipo "Nossa, fulana, você é muito gostosa" "Nossa, seu corpo é maravilhoso", etc. Teve um dia que eu me irritei e falei "Pq vc é assim? Eu n sou só gostosa! Tbm sou inteligente, engraçada e várias outras coisas. Vc toda vez só fala isso. " Isso me magoava pq eu queria q ele me visse da mesma forma q eu estava começando a ve-lo e não ficar falando daquele jeito idiota.
Quando ficávamos, ele sempre queria ir além e além e além. Muitas vezes eu deixava pq n queria q ele me achasse uma chata e tbm n sou nenhuma santa, mas geralmente era meio demais. A primeira vez q saímos fora da faculdade era pra ser pelo menos um pouco romântica, imagino; mas só q no meio da rua ele ficou querendo botar a mão por baixo da minha roupa. Tava de noite e o lugar era deserto, mas mesmo assim! Eu fiquei falando que não, que não queria e ele usava tudo q pudesse pra me convencer. Ficou lá falando maior tempão, me manipulando, fazendo mil promessas...Ele sempre fazia isso.
Teve um dia que estávamos juntos e realmente quase chegamos lá, até hj, foi o contato mais íntimo que já tive com alguém. O clima esquentou e de repente, já estávamos um em cima do outro, mas na hora, me deu medo dele me largar assim que eu fizesse o que ele queria e eu já gostava dele. Eu nunca me senti bem com nenhum outro cara, como me senti com ele. Sempre que algum garoto me tocava, a tendência era eu me esquivar, mas com ele tudo parecia muito certo. Só q nesse dia, por causa desse meu medo, mesmo estando lá, eu desisti bem na hora e disse q não queria passar do que já tínhamos feito até o momento (eu entendo que isso pode ser muito frustrante, até um vacilo da minha parte e me senti muito mal dps por ter negado tão em cima da hora assim, mas pelo desfecho da história, atualmente n me arrependo) Óbvio que ele tentou de tudo pra me convencer, até pq, já estávamos la ne. Mas eu disse q n queria, que n estava me sentindo confiante e que não adiantava insistir, eu n ia deixar. Depois de muita conversa, ele aceitou e, pelo menos pra mim, foi bom esse dia. Eu tentei viver o momento, pq de certa forma, lá no fundo eu já percebi q dps dessa ele n ia mais querer saber de mim. E foi isso mesmo. Ele n me procurou mais, começou a me evitar e ser um grosso, então, mesmo triste, parei de procurar tbm.
Aí do nada, ele me chamou pra sair de novo. Eu, q sou uma burra, aceitei (até pq, a essa altura já gostava dele) Saímos e, enquanto estávamos comendo e conversando, ele simplesmente começou a falar de outra menina!!! Eu fiquei perplexa enquanto ele falava que n estava mais falando com um amigo dele pq ele tentou ficar com a menina q ele ficava. Quando penso sobre esse dia, n consigo entender pq n levantei e fui embora ali mesmo, mas, por algum motivo, eu fiquei lá. Depois disso uma menina postou fotos marcando ele. Eu perguntei se ele estava namorando pq no dia anterior me implorou por nudes, fez tudo que era promessa, disse q gostava de mim e etc.. Ele disse q não e eu n acreditei e parei de falar com ele.
Vários meses depois, ele me mandou mensagem de novo. Fiquei toda animada, mas estava no estágio, então esperei até o final do expediente pra olhar. Sabe quando vc quer guardar algo bom pra depois, pra poder saborear melhor? Foi tipo isso. Fiz tudo q tinha que fazer e deixei pra olhar só na hora de sair. Pensei q ele iria me chamar pra nos vermos ou simplesmente querer saber de mim, já que há um bom tempo n nos víamos. Quando fui ver a mensagem, estava na rua e ele escreveu, assim, diretamente: "Ainda não comecei a namorar (com a outra garota*). Quer fazer uma loucura comigo antes?".
Eu vi aquilo e nem acreditei, comecei a chorar no meio da rua mesmo. Me senti um lixo, uma coisa. Um objeto completamente inútil. Eu nem sei descrever o sentimento, foi horrível. Tbm me senti muito tonta e humilhada por ter ficado feliz antes. Nem ia responder, mas respondi e disse pra ele nunca mais me procurar. Dps bloqueei. Só q no Facebook, vi q ele faz com a menina tudo q nunca fez comigo.
Tudo que eu praticamente implorava pra ele fazer (e ele nunca fez), com ela, ele faz de forma aparentemente espontânea. Fala coisas bonitas e é super carinhoso. Como eu, ela tbm é artista. Na conta de artes dela, ele elogia todos os trabalhos, cita mil qualidades e é um fofo. Eu sei que parece uma coisa super boba pra me desestabilizar tanto assim, mas a verdade é q isso acabou comigo. Me destruiu. Minha inseguranças aumentou e me senti incapaz de ser vista de maneira romântica. Agora, meu medo de me relacionar aumentou ainda mais, pq as chances de acontecer a mesma coisa são grandes. Eu me sinto indigna de um relacionamento e de alguém que goste de mim e acho q nunca mais vou encontrar alguém q me deixe confortável como essa pessoa me deixava e que nunca vou experimentar um sentimentos plenamente correspondido. Foi isso, desculpa o textão e desabafo, mas tava meio engasgado. Às vezes eu esqueço, mas quando me sinto mal comigo mesma, essa é uma das primeiras coisas q lembro e fico gastando minhas noites chorando por algo q n vai mudar... Parece q é só comigo, tipo um castigo, mas sei q n. Só q às vezes é difícil de enxergar...
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2020.09.05 04:27 frdnt Despindo o Homem Encapuzado

A teoria abaixo é parte de uma serie de textos escritos por Cantuse em seu blog. Link: https://cantuse.wordpress.com/2014/09/30/the-hooded-man-uncloaked/
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O MANIFESTO : VOLUME II, CAPÍTULO III

Provavelmente, um dos maiores mistérios de A Dança dos Dragões é a identidade do homem encapuzado. Muitas pessoas foram propostas, de Robett Glover a Harwin e ao próprio Theon em algum estado dissociativo.
No entanto, acredito que posso fazer uma conclusão mais convincente de que o homem encapuzado não é nenhuma dessas opções mais conhecidas. Este ensaio explica minha teoria sobre o homem encapuzado e seu propósito em Winterfell.
Colocando minhas cartas na mesa, aqui estão as principais afirmações que faço:
NOTA: Este ensaio pode ser controverso em sua construção e conclusões. Deve-se notar que a identidade do homem encapuzado não é verdadeiramente crítica para que o restante do Manifesto valha a pena. Este ensaio é bastante independente, não afetando mais nada no Manifesto.
Em outras palavras, se você não gosta deste ensaio, pode simplesmente ignorá-lo e continuar.
[...]

PRIMEIROS SINAIS DO GIGANTE

Eu gostaria de um breve momento para destacar algo importante.
– Para lutar com Lorde Stannis, temos que encontrá-lo primeiro – Roose Ryswell observou. – Nossos batedores saíram pelo Portão do Caçador, mas até agora nenhum deles retornou.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Batedores estão desaparecendo do lado de fora do Portão do Caçador. Este é o mesmo portão onde Mors Crowfood parece chegar um ou dois dias depois:
O rufar parecia estar vindo da Matadelobos, além do Portão do Caçador. Estão do lado de fora das muralhas.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
O desaparecimento dos batedores parece algo pelo qual Mors seria responsável. É consistente com o que encontramos no capítulo liberado de Theon de Os Ventos do Inverno: construir obstáculos e impedir ou matar aqueles que saem dos portões. No mínimo, Mors não quer que nenhum batedor encontre seu bando de garotos e informe a Roose Bolton.
Mais importante, os batedores ausentes indicam que Mors estava realmente fora de Winterfell há pelo menos um dia (talvez mais) antes de tocar seus berrantes de guerra.
Mas por que ele ficaria lá aguardando em segredo?
Para responder a essa pergunta, temos que mergulhar no mistério do homem encapuzado.

O IDIOTA DOS RYSWELL

É difícil imaginar o tipo de mente obtusa que é necessária para ser Roger Ryswell. Há algo de suspeito sobre a magnitude e a natureza de sua idiotice.
O Idiota dos Ryswell
Eu gostaria de um momento para mostrar algumas passagens:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
– Esses mortos eram todos homens fortes – disse Roger Ryswell –, e nenhum deles foi apunhalado. O Vira-Casaca não é nosso assassino.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Roger Ryswell grunhiu.
– Se não é ele, quem é? Stannis tem algum homem dentro do castelo, isso está claro.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
:::
Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Vejam, pode ser apenas eu, mas não parece que ele está quase deliberadamente negando qualquer explicação possível para os assassinatos?
Da perspectiva de um leitor, não é também uma estranha coincidência que Roger faz afirmações que contradizem vários truques que nós realmente vimos em A Dança dos Dragões:
Roger nega que as três diferentes conspirações que descobrimos sejam verdadeiras ou se tornarão verdadeiras posteriormente no livro e rapidamente descarta o restante.
Como uma pessoa consegue ser tão boa em acidentalmente impedir uma investigação de assassinato?
Falta de contato visual
Quando você pensa no Homem Encapuzado e na descrição que temos dele, existem apenas dois detalhes que vêm à mente: sua capa e seus olhos.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Assim, vemos que Theon dá uma rápida olhada na capa do homem. Vemos também que Theon evita contato visual com o homem.
Essa falta de contato visual pode ser importante para determinar a identidade do homem encapuzado. Não há dúvida de que Theon evita o contato visual em geral, podemos supor que isso aconteça de vez em quando.
No entanto, gostaria de apontar outro exemplo muito interessante que mostra Theon evitando deliberadamente o contato visual ou olhar para o rosto de uma pessoa:
Pernas de Aço o levou pelo Grande Salão, até o solar que certa vez fora de Eddard Stark. Lorde Bolton não estava sozinho. A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
– Me contaram que você anda vagando pelo castelo – Lorde Bolton começou. – Homens reportaram terem visto você nos estábulos, nas cozinhas, nos barracões, nas ameias. Foi observado perto das ruínas das torres caídas, do lado de fora do velho septo da Senhora Catelyn, indo e vindo do bosque sagrado. Nega isso?
– Não, ‘nhor. – Theon fez questão de falar mal a palavra. Sabia que aquilo agradava Lorde Bolton. – Não consigo dormir, ‘nhor. Eu caminho. – Manteve a cabeça baixa, olhos fixos nas velhas tábuas corridas no chão. Não seria sábio olhar sua senhoria no rosto.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Você notou o rosto que Theon não conseguiu explicar?
A Senhora Dustin estava sentada com ele, o rosto pálido e severo; um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell; Aenys Frey estava em pé perto do fogo, as bochechas vermelhas com o frio.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Por que obtemos descrições dos rostos de Barbrey Dustin e Aenys Frey, mas apenas a capa e o broche de Roger Ryswell? Ora, mesmo que Theon não olhe para Roose Bolton, ele pelo menos explica a razão para não fazer isso.
Tenha em mente que este interrogatório acontece logo após o encontro de Theon com o homem encapuzado, então o contato visual furtivo pode ser um indicativo de um comportamento continuado daquele encontro anterior.
Além disso, um detalhe extremamente pequeno é que Theon se detém na capa de Roger, o único outro detalhe que temos sobre o homem encapuzado.
Existem outros elementos interessantes do interrogatório de Theon:
Dedos perdidos
Quando a Senhora Dustin exige que Theon remova suas luvas: Roger Ryswell não mostra nenhum interesse nos dedos perdidos de Theon. Os outros participantes (Barbrey Dustin e Aenys Frey) comentam especificamente sobre suas mãos. Ryswell não o faz, em vez disso, descarta imediatamente Theon como um suspeito, não com base nos dedos, mas na falta de força de Theon. Ele também o chama de vira-casaca aqui. Talvez sua falta de interesse nas mãos de Theon seja porque ele acabou de vê-los.
Vassalos rivais
A outra coisa interessante sobre Ryswell aqui é sua aversão particular por Wyman Manderly. Embora insultar o personagem de Manderly seja muito comum, Manderly e Ryswell não têm grandes motivos para animosidade e, portanto, as observações de Ryswell sobre Wyman parecem bastante enfáticas:
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Este é um insulto particularmente venenoso.
Há um homem no norte que fez comentários grosseiros deste tipo sobre Wyman. Mors Papa-Corvos Umber:
– Manderly? – Mors Umber fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? Seu próprio povo caçoa dele, chamando-o de Lorde Lampreia, segundo ouvi dizer. O homem quase não consegue andar. Se espetasse uma espada na sua barriga, dez mil enguias torceriam-se para fora.
(ACOK, Bran II)
Os Umbers e Manderlys são conhecidos por entrarem em conflito por várias questões, como a herança das propriedades da Senhora Hornwood. Independentemente de qualquer trégua atual que possam ter, Mors continua sendo uma pessoa improvável de conter tais comentários depreciativos.
Agora você pode ver que estou começando a afirmar os dois pontos a seguir:
Devo admitir que, até agora, apresentei evidências interessantes, porém circunstanciais.
Não tenho dúvidas de que esses pontos parecem apenas parcialmente sólidos até agora. Mas tenha fé. O resto virá em alguns instantes.

O GRILHÃO DE RUBI

Então, onde está o “grilhão de rubi” - a braçadeira que Melisandre colocou em Mance Rayder em A Dança dos Dragões?
Sabemos que esse grilhão parecia criar e sustentar um glamour (ou ilusão), que Mance Rayder era na verdade Camisa de Chocalho.
Esta parece ser uma ferramenta incrivelmente valiosa, especialmente quando se fala sobre os tipos de atividade furtiva em que Mance e Mors estão envolvidos.
Então onde está? O que pode ser feito com isso?
Mance Revelado
Em primeiro lugar, sabemos que Mance não está usando a braçadeira de rubi, ou que ela pelo menos está desativada. Sua aparência como Abel é muito parecida com sua aparência original em A Tormenta de Espadas:
Uma mulher grávida estava em pé junto a um braseiro, cozinhando algumas galinhas, enquanto um homem grisalho com um esfarrapado manto preto e vermelho estava sentado numa almofada, de pernas cruzadas, tocando uma alaúde e cantando.
(ASOS, Jon I)
O Rei-para-lá-da-Muralha não se parecia em nada com um rei, e tampouco se parecia com um selvagem. Era de média estatura, magro, com feições bem definidas, astutos olhos castanhos e longos cabelos castanhos já quase totalmente grisalhos.
(ASOS, Jon I)
Os dedos de Abel dançavam pelas cordas de seu alaúde. A barba do cantor era castanha, embora seu longo cabelo já estivesse em grande parte cinza.
(ADWD, Theon)
Então, como ele removeu o grilhão de rubi?
O texto deixa claro que o grilhão de rubi não interfere de forma alguma com o livre arbítrio de Mance, conforme implícito no conforto de Melisandre de que suas visões diriam se Mance era uma ameaça para ela, e em ela sentir que ter o filho de Mance é o que obriga a sua lealdade.
Com isso em mente, não há razão para deixar a algema em Mance.
Um fator adicional é o fato de que a Camisa de Chocalho é absolutamente horrível. Ninguém acreditaria que ele é um cantor e artista, e mesmo que acreditasse, sua aparência mereceria mais escárnio do que qualquer outra coisa.
Além disso, Melisandre tem interesse em ver Mance bem-sucedido. Se o grilhão de rubi pode ajudar nessa tarefa, parece não haver razão para que ela interfira. Afinal, a missão de Mance é vital para a campanha de Stannis, quão importantes são os segredos dela em comparação a isso?
As regras do jogo
Melisandre revela alguns dos mecanismos internos de seus glamours:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Isso é interessante porque é incoerente com as preferências de Martin sobre a implementação de magia em romances de fantasia:
Eu simpatizo mais com a maneira como Tolkien lidou com a magia. Eu acho que se você vai fazer magia, ela perde suas qualidades mágicas caso se torne nada mais do que um outro tipo de ciência. É mais eficaz se for algo profundamente desconhecido e maravilhoso, e algo que pode tirar o fôlego.
(George RR Martin sobre magia vs ciência: Weird Tales)
Isso sinalizar imediatamente para os leitores de que algo importante está acontecendo aqui: Martin decidiu que revelar o mecanismo interno dos feitiços era mais importante para a história do que preservar o encanto da magia.
Embora isso não seja evidência de nada em particular, certamente deixa aberta a possibilidade de que Martin não apresentou desordenadamente os mecanismos subjacentes do glamour sem um bom motivo. O trecho sobre glamours é notável precisamente porque não é característico de sua representação da magia em As crônicas de gelo e fogo .
Deixando de lado as opiniões de Martin sobre magia na ficção, também é notável que Melisandre forneça essas explicações naquele momento. Afinal, supostamente nunca mais veremos o glamour ou o grilhão de rubi novamente. Por que se preocupar em explicar tudo, se é irrelevante para Mance ou Jon Snow?
Juntas, essas ideias soam como se Martin pensava que os glamours eram importantes o suficiente para explicar aos leitores, sugerindo importância futura.
Quem está com o grilhão?
Se Mance não está usando a algema, onde está?
A melhor maneira de lidar com essa questão é considerar a origem primeira... quem terá autoridade final sobre quem fica com o grilhão?
Melisandre.
Agora reflita:
Faz todo sentido do mundo que ela o deixe usá-lo. Não há absolutamente nenhuma evidência de que Jon o tivesse, e é altamente duvidoso que ela o daria a outra pessoa ou privaria Mance de sua utilidade.
Isso significa que Melisandre deu o grilhão a Mance, colocando-o em posição de dá-la a qualquer pessoa que encontrar. Portanto, a ideia de que Mors Papa-Corvos estava com o grilhão é, no mínimo, plausível.
A ideia de que Mors está com o grilhão faz muito sentido: fornece a ele uma maneira de acessar Winterfell e garantir que tudo esteja pronto para a missão de resgate. Afinal, Mors deve ter considerado a possibilidade de que Mance falhou em sua missão, Mors não poderia simplesmente tocar sua bateria e soprar suas buzinas indefinidamente.
No entanto, fazer 'muito sentido' e ser a resposta definitiva são duas coisas muito diferentes. Será necessário investigarmos mais para tornar esta afirmação convincente.
* * *
Não, não expliquei nem articulei que Mance sabe usar a braçadeira. Mas acredito que o convencimento de que o grilhão será usado pode ser feito sem que este fato seja revelado.

MORTE DE UM RYSWELL

Se eu acredito que Ryswell é um antagonista secreto?
Não. Roger Ryswell está morto .
Deixe-me explicar.
Um broche de cabeça de cavalo
Roger Ryswell usa um broche ímpar para prender sua capa:
um broche de ferro com o formato de uma cabeça de cavalo prendia a capa de Roger Ryswell
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Lembre-se do que Melisandre disse:
– Os ossos ajudam – disse Melisandre. – Os ossos se lembram. As seduções mais fortes são construídas com tais coisas. Uma bota de um homem morto, um tufo de cabelo, um saco de dedos da mão. Com palavras suspiradas e orações, a sombra de um homem pode ser tirada de um e vestida em outro como um manto. A essência de quem veste não muda, apenas sua aparência.
(ADWD, Melisandre)
Parece ser uma observação justa que o broche (e talvez a capa) seria uma fonte ideal para um glamour.
A confusão de Theon
Havia uma passagem no início de A Dança dos Dragões que sempre me intrigara:
Uma coluna de cavaleiros veio logo atrás, liderada por um fidalgote com uma cabeça de cavalo em seu escudo. Um dos filhos de Lorde Ryswell, Fedor soube. Roger, ou talvez Rickard. Ele não sabia quem era quem quando estavam separados.
– Estes são todos? – o cavaleiro perguntou, do alto de um garanhão castanho.
(ADWD, Theon)
Portanto, vemos que Theon tem problemas para diferenciar Roger de Rickard. É possível então que ele pudesse confundir os dois, dentro de determinadas circunstâncias.
Tenho certeza de que a confusão não está presente em situações de grupo, em que seria capaz deduzir qual deles era com base nas ações dos demais. Essa confusão seria mais proeminente em situações em que ele não tivesse outras pessoas para ajudar: em situações silenciosas e solitárias.
A utilização mais proeminente dessa dificuldade ocorre na noite anterior ao início dos assassinatos:
Sob a Torre Queimada, passou por Rickard Ryswell com o nariz enfiado no pescoço de outra das lavadeiras de Abel, a gordinha com bochechas de maçã e nariz achatado. A garota estava descalça na neve, embrulhada em um manto de pele. Ele imaginou que estivesse nua por baixo. Quando ela o viu, disse algo para Ryswell que o fez gargalhar.
(ADWD, O vira-casaca)
É interessante considerar que este aí pode ter sido Roger Ryswell.
A oportunidade
Com base na descrição, a esposa de lança nesta cena é Frenya, uma mulher corpulenta que é bastante habilidosa no combate: na tentativa de fuga, ela conseguiu lutar com uma lança de um dos guardas de Bolton e ferí-lo.
Quando você reflete sobre Frenya estar realmente se atirando sobre Roger (e não Rickard), as hipóteses de repente ganham vida!
Roger está sozinho em uma área isolada de Winterfell, com a esposa de lanças Frenya. A oportunidade de matar Roger para pegar seu broche e sua capa surgiu.
Lembre-se de que os assassinatos começam a acontecer na manhã seguinte a Theon ver Ryswell com Frenya.
A teoria
Usando as ideias que apresentei até agora, gostaria de montar uma teoria sobre Roger Ryswell.
  1. Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo da muralha interna de Winterfell. Ela pegou a capa dele e então o empurrou para a morte.
  2. Esta capa foi então atirada ou enviada para Mors Papa-Corvos.
  3. Mors, em posse do grilhão de rubi, usou a capa para parecer Roger e entrar em Winterfell.
  4. Ele então fica por perto, talvez debatendo coisas ou reunindo conhecimentos. Ele participa das investigações dos assassinato, sabotando-as.
  5. Ele encontra Theon na famosa cena do “Homem Encapuzado” e novamente no interrogatório.
  6. Sua presença no interrogatório é o que dá a Mors a confiança de que a missão pode começar.
    Essa teoria faz sentido por alguns motivos:
Vernáculo compartilhado
Sempre houve uma notável semelhança entre duas afirmações, uma feita por Mors Umber e a outra pelo encapuzado:
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
:::
Em vez disso, ele choramingou através de dentes quebrados e disse:
– Sou...
– ... um vira-casaca e assassino de parentes, – Papa-corvos completou. – Segurará essa língua mentirosa ou a perderá.
(TWOW, Theon – tradução minha)
É notável que pouquíssimas pessoas se refiram a Theon como um assassino de parentes: Mors, Rowan e o Homem Encapuzado.
Mas isso nada se compara ao fato de que o homem encapuzado e Mors chamam Theon de vira-casaca, assassino de parentes e mentiroso / falso ... exatamente na mesma ordem.
Por algum tempo, isso sugeria a possibilidade de Mors ser o homem encapuzado, mas seu olho a menos [de Mors] me impedia de explicar essa possibilidade.
No entanto, a braçadeira de rubi subverte esse problema perfeitamente.
Ocultando o corpo
Vamos revisitar o primeiro assassinato, usando essa teoria como um guia.
Para refrescar sua memória:
Com esta teoria como guia, de repente fica claro: a primeira vítima de assassinato, o corpo enterrado na neve, era na verdade Roger Ryswell.
Em primeiro lugar, há algo muito singular neste assassinato em comparação com todos os outros: o corpo estava escondido.
Os outros assassinatos estavam todos à vista e tiveram um claro componente psicológico. Este corpo não era para ser descoberto:
Se as cadelas de Ramsay não o tivessem desenterrado, ele poderia ter ficado lá até a primavera. Quando Ben Ossos o puxou, Jeyne Cinza havia comido tanto do rosto do morto que meio dia se passou antes que soubessem com certeza quem era: um homem em armas de quatro e quarenta anos que marchara para o Norte com Roger Ryswell.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Além disso, é interessante que o rosto tenha sido comido porque tornou a identificação impossível. Caberia quase inteiramente a “Roger Ryswell” apurar a identidade do homem. Talvez seja por isso que Roger foi tão rápido em descartar o corpo como sendo apenas um bêbado.
Mais uma coisa a notar é que “Roger” declara que a vítima provavelmente estava mijando à beira da muralha:
– Um bêbado – Ryswell declarou. – Mijando da muralha, aposto. Escorregou e caiu. – Ninguém discordou. Mas Theon Greyjoy se perguntou por que um homem subiria por degraus escorregadios de neve até as ameias, na escuridão da noite, apenas para mijar.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Isso poderia de alguma forma implicar que as calças do homem morto estavam abertas ou abaixadas?
Fosse esse o caso, não poderia ser mais provável que o homem estivesse envolvido em um ato sexual quando caiu e morreu? No mínimo, certamente parece mais plausível que um homem procurasse um canto recluso para fazer sexo no alto das muralhas do que que ele tenha escalado uma muralha para mijar.
Resumidamente, se o morto estivesse no meio de algo que envolvesse seu pênis ficar fora das calças enquanto estava em cima das muralhas, provavelmente seria para sexo e não para urinar.
Se for esse o caso, temos que reconhecer que no dia anterior à descoberta do corpo, Theon viu um Ryswell com Frenya. Naquele momento, Theon observa que Frenya provavelmente “estivesse nua por baixo” da capa de pele de urso. Isso parece implicar que eles estavam fazendo (ou iam) fazer sexo. Minha opinião pessoal é que Frenya atraiu Roger Ryswell para o topo das muralhas, prometendo sexo oral. Durante o ato, ela agiu e o matou.

Preparado o palco

Voltando aos pontos iniciais deste ensaio, há questões que precisam de respostas:
  1. Dado que Mors e Mance colaboraram na missão de resgate, como Mors saberia que Mance estava pronto para levar a missão a cabo?
  2. Como Mance saberia que Mors estava fora de Winterfell, pronto para receber Arya?
  3. Por que Mors permaneceria em segredo fora de Winterfell por um dia ou mais antes de tocar seus berrantes?
Mors poderia facilmente indicar a Mance que ele estava no a postos: os berrantes de guerra fazem isso muito bem.
O verdadeiro problema é informar Mors de que a missão de resgate está pronta para acontecer. Para isso, os selvagens precisam ter algum tipo de sinal ou outra forma de se comunicar com Mors. Também pode haver detalhes específicos que modificam quaisquer planos que Mors e Mance possam ter inicialmente traçado.
Em última análise, Mance e Mors iria precisar de alguma forma de se comunicar. Eu acredito que foi por isso que Mors permanece por vários dias fora Winterfell antes de anunciar sua presença com os berrantes de guerra. Ele usa sua presença icógnita para acessar Winterfell e verificar se tudo está pronto para a tentativa de resgate. Talvez seja por isso que os batedores tenham desaparecido, para garantir o disfarce ou algo semelhante.

IMPLICAÇÕES

Existem algumas idéias (e questões) interessantes que surgem a partir deste ensaio:
O que aconteceu com o grilhão de rubi?
Eu acredito que é entregue a Mance antes da partida final de Papa-Corvos do castelo. Isso ocorre porque há evidências de que isso é fundamental para a “estratégia de saída” de Mance.
Senhora Dustin ou o outro Ryswell não notariam?
Os Ryswells se odeiam abertamente. Eles não prestam muita atenção às nuances do comportamento de seus irmãos.
Os Ryswells eventualmente não perceberiam que Roger estava desaparecido (depois que Mors saiu)?
Eventualmente. Não acho que Mors ou Mance realmente se importariam, e ninguém teria ideia do que realmente aconteceu.
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2020.09.01 19:36 hmmild Meu feedback sobre New World

I – INTRODUÇÃO

1.Olá, primeiramente, queria dizer que eu sou apenas um cara que gosta de jogar e ajudar as pessoas e, que as vezes algumas ideias surgem à mente, e assim aconteceu durante esse primeiro contato com o jogo e, por oportuno, explicar que aqui são apenas algumas ideias iniciais, que precisam ser trabalhadas, veja bem, ideias, um ponto de vista pessoal, ou seja, apenas uma opinião pessoal como jogador.

2.Eu começo dizendo ainda: difícil não é você conseguir players para um novo jogo, mas sim mantê-los.

3.Aqui estão apenas algumas idéias e análises pessoais de um jogador comum. Muitas coisas que estarão aqui são ideias iniciais e esboços prematuros. Antes de começar, queria deixar uma visão rápida sobre o que eu penso da realidade dos MMORPGs ao longo do tempo:

  1. O mundo já não é mais como era há 10, 20 anos atrás. As tecnologias e as informações estão cada vez mais intensas e aceleradas. Dito isso, na minha análise como jogador há mais de 20 anos, eu percebo que muitas "empresas tradicionais" não acompanharam essa revolução tecno-científica no mesmo ritmo em que elas aconteceram, tanto é que muitas delas, precursoras de alguns gêneros, somam mais prejuízos do que lucro.

  1. Na primeira década do século, podíamos contar nos dedos de uma das mãos os grandes e pioneiros jogos de MMORPG, dentre outros gêneros semelhantes.

  1. Muitos de nós, hoje com seus trinta e poucos anos, ou quase lá, de existência, estávamos na adolescência e começando a engajar nesse universo dos MMORPG, passando horas e horas do nosso tempo imersos em determinado game da espécie.

  1. Pois bem, o tempo passou, e aquela galera que crescia junto com os primeiros MMORPGs foram se ocupando com seus empregos, estudos, família, enfim, já não tinham mais tanto tempo livre para despender aos MMORPG da época, que exigiam e recompensavam os jogadores mais imersivos e dedicados exclusivamente ao jogo.

  1. Nesse contexto, juntamente com o avanço acelerado da globalização, algumas empresas foram rápidas e perspicazes ao perceberem a tempo essas mudanças no mercado. Eis então que surgem e se popularizam gêneros como por exemplo: os mobas, battle royale, os hack and slash, os action rpgs entre outros.

  1. Aqui não vou me alongar muito sobre o tema, apenas dizer que esses gêneros conseguiram contemplar uma gama muito maior de jogadores, como, por exemplo, aqueles que não tem muito tempo para dispor ao game e, também obtiveram uma fatia maior ainda de mercado. Consequentemente, por obterem êxito com essa façanha, muitos jogos explodiram e se popularizam virando fenômenos, trazendo cada dia mais e mais adeptos ao seu nicho.

  1. Agora, no cenário atual, o jogador que joga 12 horas por dia e o jogador que joga apenas duas horas, estão num cenário de igualdade. Uma vez que o mundo e o mercado mudou, o foco dos games mudou, as pessoas mudaram, as tecnologias mudaram. Porém, muitas empresas, que desprezaram até a própria comunidade, não conseguiriam enxergar isso e foram à falência, já dizia Cássia Eller: “Mudaram as estações e nada mudou...♫”

  1. É possível perceber, que esses novos jogos buscam manter sempre um cenário justo, equilibrado, alinhado a diversão, interação e o constante progresso, valorizando outros aspectos em detrimento ao tempo gasto com o jogo e execuções de ações massivas, repetitivas e cansativas. Agora há um equilíbrio natural, o principio fim é, por exemplo, a habilidade individual e o raciocínio de cada jogador, e não mais nos itens e nas vantagens dos leveis que o jogador adquiriu jogando 25 horas por dia. Agora, para você conseguir progredir no game e estar entre os melhores, não é preciso ser um “crackudo” e totalmente aquém da realidade.

  1. Dito isso, deixo algumas questões? Qual caminho New World quer seguir? O que New World quer contemplar? Qual o público alvo do New World?

  1. Eu acredito que assim como algumas novas empresas estão fazendo e, conseguindo sucesso com isso, a Amazon, com o New World, pode focar o máximo possível na igualdade e num sistema justo de progressão, encaminhar as dificuldade e os desafios dentro do jogo para o ponto certo, e não mais ficar na mesmice falida de sempre.

  1. Se a Amazon conseguir isso, New World tem um potencial enorme de crescimento e de dar um passo importante para uma nova era dos gêneros de MMORPGs . Mas para isso, na minha singela opinião, é preciso deixar de lado alguns preceitos ultrapassados que já não se enquadram mais no mercado atual.

  1. Dessa forma, é necessário reinventar e criar novos paradigmas e, antes de mais nada, é fundamental ter muita coragem e não ter medo de errar, para que no fim, não seja apenas mais um no meio de tantos jogos horríveis que já existem, e que ainda insistem na mesmice ultrapassada de outrora.


II – OBSERVAÇÕES INICIAIS SOBRE NEW WORLD


  1. Acredito que New World precisa ter um proposito inicial mais conciso, seja para atrair novos jogadores, seja para mantê-los. É preciso haver uma ideia central que faça com que o game não se torne algo repetitivo, enjoativo e com um fim precoce.

  1. Como fazer isso? Primeiro de tudo, o game deve ter um sistema justo e igualitário para todos. Como assim? Deve recompensar dentro das proporções todos os jogadores de maneira igual, seja o que joga sozinho, seja o que joga em grupo, seja o que joga 20 horas por dia, seja o que joga duas horas, ponto.

  1. O quesito, por exemplo, da "sorte aleatória", pode ser bem melhor trabalhado para esse aspecto. Abordo esse tema melhor no item VIII do tópico. Isso possibilita que os jogadores tenham em mente que em New World a qualquer momento a sua sorte pode mudar, e que mesmo você jogando pouco tempo, você pode ter a chance de ser agraciado de alguma forma com a sorte.

  1. Outra fundamental observação é que devem existir temporadas sazonais, sempre com atualizações e novidades, em busca de a cada nova temporada aprimorar o conteúdo que já existe.

  1. Eu não acredito que o jogo deveria ter uma transição engessada, por exemplo: começa aqui, vai pra ali, e depois terminar lá, mas também não deve ser algo desorganizado e sem sentido, é preciso limitar algumas progressões precoce demais, criar um sistema de penalidades de ganho de experiência, assim tudo terá seu devido tempo para acontecer. O que eu mais tenho observado são players leveis baixos correndo e atravessando para áreas que tecnicamente deveria ser mais perigosa ou restritas para eles no momento. Acredito que as busca pelo level máximo não deva ser algo com grande impacto dentro do jogo, mas também não deve ser desprezado tão facilmente, o foco do jogo não deve ser farmar, farmar, farmar, farmar, farmar, tal área, ou tal monstro. O foco não deve ser o level máximo e suas vantagens extrapoladas. Sinceramente, existem infinitos e melhores aspectos a serem exploradas do que isso.

  1. Dá pra perceber que o jogo mistura um pouco a história da alta e baixa idade média juntamente com o início da formação dos primeiros burgos. O território se divide numa espécie de suserania e vassalagem e mistura a ideia de um feudo/burgo.

  1. Um grande problema que deu pra perceber nesse primeiro teste, é justamente a questão territorial, aparentemente os players tendem a se agrupar na facção que possui mais domínio de terras e mais faccionados afim de buscar mais facilidade dentro do jogo. Isso é preciso ser corrigido, criando algum sistema de equilíbrio natural, fazendo com que esta questão não tenha tanto impacto no jogo.

  1. Acredito que toda facção devia ter pelo menos 1 território permanente e estável sob seu domínio. E que essa questão territorial não influencie significativamente na progressão individual dos jogadores e nas conquistas de desempenho.


III – FLANDERS

  1. Eu acho que seria genial, desde logo, mostrar ao jogador de New World, que o mundo, ao qual ele pertence, é um universo de constante e incansáveis guerras, paralelo a luta pela sobrevivência e a oportunidade de ter seu nome na história, de ser reconhecido no universo a qual ele pertence, seja pelos seus feitos, maestrias, conquistas, habilidade, enfim.

  1. Antes de falar sobre o que acho sobre o sistema de guerra de New World, quero começar pelo sistema de “zona de Flanders”. Para quem não conhece, Flanders (atual Bélgica) foi uma região de intensa batalha entre França e a Inglaterra pelo controle do Canal da Mancha, um local de comercio lucrativo e ponto estratégico para quem o dominasse, e que deu contornos a “Guerra dos 100 anos”.

  1. New world poderia trazer áreas de intensas batalhas e diversas disputas, essas áreas seriam zonas neutras de pvp obrigatório, monstros e bosses de extrema dificuldade e difíceis de matar, porém o foco dessas áreas jamais poderia ser a experiência de leveling ou loot, mas sim a sobrevivência e o combate frenético. As facções estariam em intensas disputa, estariam preocupados em matar os super Bosses, matar as facções rivais e sobreviver. Não podem por exemplo ser aceito formação de grupo nessas áreas (precisa ser estudado). No final, conseguem as recompensas pela morte do Boss, se conseguirem mata-lo, apenas os membros da facção que causou mais dano à ele. Deve ser uma área com desafios difíceis pela sobrevivência. Para essas áreas podem haver por exemplo 3 divisões, até o lvl 20, do lvl 21 ao 40, e do level 41 ao 60, restringindo o acesso de cada area pelo level e títulos (vou falar sobre eles abaixo) dos jogadores. Novamente, o equilíbrio é tudo. Acho que pra uma ideia inicial nesse sentindo é isso.


IV – RANK E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PVP

  1. Um sistema de rank das mais variadas categorias deve haver em new world, é mais um objetivo a ser almejado pelos jogadores. Desde da divisão por quantidade de abate, até a divisão de level de colheita e ouro.

  1. Por exemplo, um divisão para o rank de abates e mortes, com algumas peculiaridades. Uma ideia inicial nesse sentindo seria: para cada abate que você conseguir no mundo aberto você soma 2 pontos no rank, para cada morte você diminui -1 ponto. Abater jogadores 10 leveis menores que o seu, você não pontua, morrer para jogadores 10 leveis menores que você, você perde -5 pontos. Matar jogadores com 10+ leveis maiores que o seu você soma 5 pontos. Deve haver também um sistema que pontue a assistência nos abates, para contemplar todos, principalmente aqueles que querem focar seus personagens em cura e proteção por exemplo.

  1. É preciso estudar também, como funcionaria o abate e a morte do jogador estando em um grupo.

  1. Durante a guerra os abates não contabilizam, há tão somente uma nota geral pela vitória ou pela derrota.

  1. O pvp em mundo aberto: deve acontecer num cenário mais justo possível, se o jogador for abatido por um grupo, o jogador que morreu não deve ter tantos prejuízos, isso se eles estiver solo, e o grupo que o matou não deve ter tantos benefícios, no fim o jogo deve contemplar sempre um ambiente justo e equilibrado. Consegue êxito por exemplo, aquele que tem uma melhor habilidade de combate, independente apenas dos itens que carrega, que montou uma emboscada bem sucedida, que atacou na hora certa, que conhece os limites do seu personagem, que sabe usar um contra-ataque, que combinou melhor seus pontos de habilidade, enfim. E na guerra vai vencer o que tem uma melhor estratégia, uma melhor tática, que sabe a hora de atacar, recuar. É preciso criar um sistema justo, durante o tópico vou deixar algumas outras ideias de como poderia ser isso.

  1. Basicamente é deixar claro que você ter um item lendário, não deve lhe tornar uma lenda.

  1. O jogo deve primar sempre pelo justo e o equilíbrio.

  1. Ayrton Sena e eu, cada um com uma Ferrari igual, mas no final a gente sabe o resultado, o melhor sempre ganha é claro, que nesse caso seria eu, obviamente, :rofl:. Mas deixando a brincadeira de lado, o que eu quero dizer com isso é que a vitória deve acontecer não porque o carro desse ou daquele é melhor, e sim porque naquele momento, naquela disputa, quem estava no volante foi melhor. Mantendo a analogia, na realidade atual, quem ganha é quem tem o melhor carro. Agora eu pergunto, atualmente, quem assiste, se entretém e se empolga com a Formula 1? É apenas uma analogia exemplificativa.


V – SISTEMA DE CONDUTA

  1. ​​Minha ideia principal neste item é o sistema de conduta junto com o faccionado renegado.

  1. Para entender minha ideia, primeiro quero que você entenda um pouco como ela é desenhada em minha mente. Eu dividi a conduta dos jogadores em duas, vou chamá-las de conduta azul e vermelha.

  1. Faço parte de uma facção, mas não gostei e quero mudar, posso? Depende, você está disposto a pagar o preço? Você será caçado por sua traição, seu nome estará nos murais das cidades e uma recompensa por sua cabeça será imposta, os membros da sua atual facção irão lhe caçar em busca da recompensa e de vingar sua traição.

38.CONDUTA AZUL: você ganharia pontos de conduta azul quando trabalhar em prol da facção, para cada boa conduta você ganha pontos de conduta azul, por exemplo, participação em guerras e invasões, abate de membros de outra facção, etc.

39.CONDUTA VERMELHA: seria o oposto da conduta azul, a cada “sabotagem” você perde a conduta azul, zerando sua conduta azul, ela fica negativa e começa a ficar vermelha, ao atingir uma certa quantidade de conduta vermelha você pode trocar de facção. Para ativar os pontos negativos de perda de conduta e ganho de conduta vermelha, você precisa encontrar um NPC que aparece em áreas aleatórias de vez em quando. Não pode ser previsível. Você fará uma missão que lhe permitirá realizar atos de traição ou sabotagem, como, por exemplo, matar membros de sua facção atual, a partir do momento em que você faz o primeiro ato de traição em busca de ativar a conduta vermelha, você já está marcado para morrer por causa da traição. Quanto mais atos de traição você fizer, maior será a recompensa por sua cabeça. Quando você trabalha contra a facção em busca de ser um renegado, sua cabeça está em alta e as punições são severas, ainda é preciso trabalhar nessa ideia, é apenas um esboço inicial.

  1. Uma das muitas consequências dentro da mudança de facção pode ser que o jogador perca todo o progresso de classificação, conquista e itens dentro dos armazéns de sua antiga facção, algo mais ou menos nesse sentido.

  1. Marechais e membros de altos cargos não podem mudar de facção. É preciso encontrar um título ou um limite em que a mudança é possível e o jogador se torna um renegado.


VI – TÍTULOS

  1. Acho que isso é uma oportunidade única.

  1. Implementar um sistema de títulos é um desafio e objetivo adicional para os jogadores almejarem dentro do jogo. Mas não é qualquer sistema. É um sistema único, grandioso e revolucionário.

  1. O que seriam os títulos? Primeiro, os nomes aqui são apenas para exemplificar algo que pode ser muito melhor trabalhado.

  1. Em primeiro lugar, cada facção deve ter seu “Marechal”, é mais um objetivo para os jogadores perquirirem dentro do jogo.

  1. O título de Marechal de uma facção nada mais é do que seu representante de honra e comandante máximo dentro do jogo, e esse título deve ser temporário e obtido por meio de eleição e / ou disputa em um grande evento de batalha entre os integrantes da facção, que preenchendo alguns requisitos e outros títulos pré-existentes poderão disputar essa posição.

  1. Mas para você ser um Marechal, você precisará primeiro ter alguns outros títulos, só então você poderá competir pela vaga de Marechal, em um grande coliseu, por exemplo.

  1. Todos os jogadores que foram inscritos para competir pela vaga do Marechal, competiram em um campeonato de disputa 1vs1 pelo título, até que remanesçam apenas dois que disputarão o confronto final pelo título de Marechal.

  1. Como você se qualifica para competir pelo título de Marechal?

  1. Para entender isso, você deve primeiro entender como isso é desenhado em minha cabeça:

  1. New World, a meu ver, tem uma grande oportunidade de revolucionar os jogos MMORPG. Uma chance de ouro. Faltam apenas alguns ajustes e um propósito único, grandioso e consistente.

  1. Minha ideia consiste em alguns “planos de carreira”, novamente são apenas nomes exemplificativos. Se você ama pvp, venha jogar New World, se você ama pve, venha jogar New World, sem você adorar criar e construir, venha jogar New World, se você gosta de andar pelo mapa e ser um explorador, venha jogar New World, se você quer ser muito rico e exibir suas conquistas, venha jogar New World.

  1. Em New World não deve existir aquela mesmice engessada de sempre, mago, cavaleiro, curandeiro, arqueiro, não, não e não. Em New World cada jogador montará sua própria “classe” de acordo com seu perfil, estilo de jogo e objetivos dentro do jogo. Por exemplo, você adora o pvp? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nesse quesito. Você ama o craft? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nisso. Você é um jogador mais focado no pve? Faço o mesmo, busque seus títulos e conquistas para você conseguir se destacar nessa area. O que eu quero dizer com isso é que com um sistema único e infinito você pode finalmente moldar seu personagem de acordo com suas pretensões, nenhum personagem será igual ao outro. Você quer usar bastões mágicos com foco no pve? Você então buscará dentro do jogo quais conquistas e títulos combinaram com sua maestria, itens, perfil, status, pretensões, enfim, as possibilidades são infinitas.

  1. Eu acredito que cada facção precisará de jogadores das mais diversas áreas, jogadores com habilidades de pvp, jogadores com habilidades de pve, jogadores com habilidades de artesanato, jogadores com muito dinheiro para financiar a manutenção das cidades e guerras, todos são importantes dentro de New World, independente do level e perfil do jogador, todos têm um papel dentro do jogo.

  1. Se o jogador quiser ser um expert em combate pvp, ele vai buscar uma carreira ideal que se encaixe com o seu perfil e lhe proporcione isso, primeiro focar em um titulo máximo e nas combinações de conquistas adjacentes que ele achar melhor para seu estilo, como por exemplo: General ( mais focado em combate corpo a corpo), Alquimista-mor( mais focado em dano magico e bastões mágicos), Mestre-Sacerdote (dano magico e cura), etc... São apenas alguns nomes exemplificativos.

  1. Se o jogador quiser se especializar em lutar contra bosses e monstros épicos e lendários, ele buscará o título e os caminhos para ser um Mestre Caçador.

  1. Se o jogador quiser ser um Mestre Artesão, com crafts poderosos, valiosos e exclusivos, que só ele pode fazer, então seguirá este caminho profissional.

  1. Se o jogador quiser ter muito dinheiro, com grandes aquisições, vantagens comerciais, casas, ele buscará o título de Barão-mineiro.

  1. As possibilidades são infinitas, as combinações de maestria, armas, estilo de jogo, títulos, interesses, objetivos, tudo, é um imenso mundo a ser explorado.

  1. Com alguns ajustes aqui e ali, este jogo se torna o melhor.

  1. Exemplo disso? Se você quer ser um artesão, seus serviços serão solicitados, pois somente você poderá fabricar certos itens com a possibilidade de conseguir modificações raras e valiosas, por exemplo, somente você poderá esfolar certos monstros que precisam um alto grau de maestria, e esse nível apenas os artesãos podem alcançar.

  1. Neste ponto do item, seria um mundo extraordinário, se New World seguisse esse caminho: Se ao invés de todos os monstros soltarem o mesmo item por exemplo: “couro cru”, por que não soltar itens específicos, como: couro de lobo, couro de coelho, couro de crocodilo, isso iria expandir um universo de craft extraordinário, um mercado único, os jogadores quem quiserem ser artesões teria algumas vantagens ao escolher essa carreira, só eles que poderiam esfolar alguns monstros e manejar crafts mais complexos. Esses comentários são apenas algumas ideais e exemplos que precisam ser explorados e trabalhados.

  1. O mesmo vale para o jogador que quer ser um Barão-mineiro, você com esse título máximo, pode ir até o nível 100 de mineração por exemplo. Sem o título, você só pode ir até 50, por exemplo. São ideias e combinações infinitas.

  1. O mais importante é que cada título tenha um “Plano de Carreira”.

  1. Por exemplo, se o seu forte é o combate corpo a corpo e você é focado no pvp, eu diria que você ia querer seguir a carreira de General, começando com o primeiro título de soldado, depois de algumas conquistas torna-se sargento e assim por diante até chegar ao último posto de general. Os nomes são apenas exemplares. Se esse é o seu propósito dentro do jogo, estar focado na guerra, combate corpo a corpo e no pvp, você vai buscar fazer conquistas e adquirir os melhores títulos que combinem com seu personagem, itens, maestria, etc.

  1. Ou talvez você queira dominar a arte da magia ou da cura e seguir a carreira de curandeiro ou mago. De qualquer forma, as possibilidades são imensas.

  1. O segredo e o desafio seria encontrar a melhor construção para o seu perfil, entre seus títulos, maestria, equipamentos, atributos e finalidades, por exemplo, você é um grande jogador de pvp, a lenda do combate, porém, em uma invasão de monstros os jogadores mais focados no pve, que são especialistas em abater monstros, teriam uma pequena vantagem nesse quesito, já que essa seria sua especialização. Mas cuidado, não são apenas os caçadores que poderão matar ou impactar os lendários bosses e monstros, apenas terão uma ligeira vantagem neste aspecto, pois essa seria sua carreira e função dentro do jogo, eles nasceram para isso.

  1. Se um jogador quer estar focado no pvp, mas também quer uma melhor performance para matar monstros, por exemplo, ele deve investir um pouco mais para ter uma melhor performance na luta contra monstros, e encontrar qual combinação de títulos é melhor para ele. Existem desafios e possibilidades a serem estudados, que cada jogador terá que descobrir dentro do jogo, qual o seu perfil?!.

  1. Por exemplo como seria um modelo disso na minha cabeça:

Exemplo 1
Eu quero ser um jogador focado no pvp e combate corpo a corpo:

Carreira de General
I - Título de soldado: +3 de força
II - Título de sargento: +2% de dano com arma de uma mão contra players
III - Título de tenente: +2% de resistência física e magica contra jogadores
IV - Título de capitão: +5 de força
V – General: +5% de danos contra player segurando arma de uma mão ou escudo

Exemplo 2
Eu quero ser um jogador focado no PVE e combate a distância:

Carreira de Grão Mestre Caçador
I – Título caçador 1: +3 de destreza
II –Título caçador 2: +5% de dano contra monstros
III – Título caçador 3: +5% de resistência contra monstros
IV – Título caçador 4: +5 de destreza
V – Grão Mestre Caçador: +10% de dano a distância contra monstro

  1. Os bônus dos títulos dentro do jogo, é algo a ser estudado e trabalhado cuidadosa e profundamente.

  1. Neste sistema, novamente, apenas um exemplo, cada jogador só poderia habilitar um único grande título principal ou plano de carreira principal e ter um número limitado de especializações menores. É um universo a ser explorado.


VII – LIMITES E PENALIDADES

  1. Aqui não tem muito segredo, o jogo precisa ser o mais amplo possível, não deve haver muitas restrições de uso de itens, você pode usar o que quiser, desde que preencha alguns requisitos.

  1. Os status precisam ser melhor trabalhados. Combinar determinada quantidade de atributo necessário para usar um item e/ou upar uma habilidade de maestria é algo que pode ser bem melhor trabalhado. Pode acrescentar também combinações com os títulos e plano de carreia. São muitas possibilidades.

  1. É preciso haver sistema de penalidades para ganho de experiência e formação de grupo, tanto para pve como pvp. Isso evita uma serie de problemas dentro do jogo, por exemplo, que players inexperientes e leveis baixos sejam “carregados” por outros jogadores até um momento do jogo ao qual eles não deveriam estar.


VIII – ÁREAS EXPLORÁVEIS E MONSTROS MISTERIOSOS

  1. Em primeiro lugar, para entender como isso está em minha mente, isso deve ser encarado como algo extremamente raro e completamente aleatório.

  1. A ideia não é algo: “Eu vou entrar no jogo e fazer isso”. NÃO, você não vai.

  1. É algo assim: você está caminhando no mundo aberto, no meio do nada, não é um lugar específico, não é um monstro específico, não é um momento específico, é simplesmente aleatório, não é um respawn fixo, não é você quem decide, não há cálculo, não há uma forma de você “farmar” isso, é algo totalmente imprevisível, ao acaso e por sorte.

  1. De repente você vê, não sei, um coelho diferente (monstro mistérioso), você mata e quando analisa e você tem a POSSIBILIDADE de conseguir algo valioso, veja só, eu disse que você tem a POSSOBILIDADE, por exemplo, de conseguir uma pedra valiosa, ou um componente que pode ser usado para um craft valioso, etc. Veja bem, e atenção, além desses monstros misteriosos aparecerem de maneira totalmente aleatória, a chance de conseguir alguma coisa deles também é totalmente dependente da sorte.

  1. Outra coisa que poderia existir com a mesma ideia, são áreas e / ou objetos exploráveis. Uma gruta misteriosa por exemplo, uma garrafa no meio do rio, um arbusto, coisas que o jogador tem a opção de explorar ou entrar. Mas, novamente, são coisas totalmente aleatórias, que não estão disponíveis para sempre, possuem um curto período de tempo para serem exploradas.


IX – OUTRAS IDEIAS POSSÍVEIS


  1. Futuramente, caso a comunidade e o jogo queiram implementar montarias, ou algo do tipo, é preciso criar um sistema totalmente equilibrado e muito bem elaborado, e que não tenha grande impacto na jogabilidade, eu tenho uma ideia inicial para esse sistema, onde a montaria serve ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para o deslocamento. E o jogador terá que pensar com muito cuidado se vale a pena usá-la para uma determinada viagem.

  1. O jogador não poderá usar a montaria o tempo todo.

  1. Haverá restrições de área para montarias.

  1. O cavalo terá uma barra de energia que tem um tempo de recarga considerável, se o jogador quiser ir para uma área muito longe o cavalo pode ficar cansado, se não tiver condições para suportar a viagem, e assim ele entrará em “tempo de recarga”. O cavalo ficará na mesma velocidade de um jogador se movimentando, até que ele possa novamente desenvolver velocidade, ele poderá fazer isso somente após um determinado percentual de energia recuperada. O jogador não poderá realizar ações em cima do cavalo. Se o cavalo ou o jogador for abatido, o jogador cai e terá que decidir se corre atrás do cavalo, foge ou vai para o duelo. O jogador precisa ir até o cavalo caso perca o controle dele e o animal saia correndo pela floresta. O jogador não pode fazer algo como assobiar e o cavalo aparecer misteriosamente. Caso o jogador se perca do seus cavalo ao fugir dos inimigos por exemplo, passado algum tempo o cavalo dará respawn na cidade onde o jogador tenha feito seu “check-in”.

84.Os acampamentos devem ter estábulos para o cavalo descansar e recuperar as energias mais rapidamente, porém não deve ser algo instantâneo. De qualquer forma, há muitas variáveis em mente para isso.


X – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu tenho várias outras ideias, mas por enquanto acho que é isso.

O mais importante é que o jogo entregue uma gama infinita de possibilidades alinhadas as mais variadas formas e estilos de jogos. Se você gosta do pve, você vai ter suas inúmeros funções e caminhos para de divertir e crescer dentro do jogo, benefícios de craft, farms, você pode ter um papel de destaque nas invasões de monstros e lidar com bosses difíceis, você pode conseguir riqueza e gloria nesse seguimento e estilo de jogo, igualmente se você gosta de pvp, com as intensas guerras e os espólios das batalhas pvp. Acredito que em New World toda facção vai precisa de bons jogadores de pve, com os benefícios que estes jogadores podem ter para lidar com monstros poderosos, crafts, colheitas, mineração, como também precisar do talento de bons jogadores de pvp para as batalhas e guerras. Basta encontrar o equilíbrio do sucesso.

Essas são minhas considerações em face desse primeiro contato com o jogo.

Espero profundamente que o jogo não seja apenas mais um no meio de tantos outros horríveis que já existem.

A Amazon tem plena capacidade e poder para revolucionar mais esse mercado.

Espero que alguma coisa aqui tenha contribuído com algo, e torço pelo sucesso do jogo.

E continuem sempre olhando para o Brasil, aqui também tem mercado e pessoas capacitadas para fazer muita coisa pelo mundo, tanto real como virtual. Abraços!
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2020.08.24 07:11 aquele_esquisito Me alienei completamente em relação as pessoas (Histórias de Quarentena)

Esse ano tá sendo bem interessante para mim até agora, comecei com 23 anos, virgem, bv, com zero experiências íntimas com mulheres, sem nunca de fato ter valorizado essas aventuras, isto é, nunca ter buscado de fato. Sempre fui no menor número possível de festas, nunca engajei em nenhum tipo de flerte com uma mulher e com isso nunca cheguei perto não só das ppks alheias como não sei o que é amar uma mulher. Basicamente era um incel sem a parte de odiar as mulheres, só a de não ver necessidade em transar mesmo, sem nenhum vitimismo, *quase um assexual que sente vontade física de transar mas não psicológica. *
Pois bem "ano novo, vida nova", pensei comigo mesmo que ia mudar isso, não deve ser tão difícil, ainda sou jovem sem ser garoto demais, quase empregado, não sou horrendo, os anos de academia me transformaram em uma pessoa atraente de corpo e sou absurdamente interessado (quase de maneira autista) em saber das coisas/conceitos/ideias/ciências/formas de arte, me transformando numa máquina de boas conversas por ter assunto pra infinidade de tempo. Por que decidi mudar isso? Literalmente por pensar com o meu pau, depois dos 20 parece que minha libido triplicou e eu não via a hora de finalmente comer alguém. E aí eu ainda caí na isca de "tem mais de 20 e é virgem? teu padrão é muito alto" que me deu um falso senso de segurança, ou seja, fui em todas que deram bola.
Usando tinder já comecei a perceber que ter um grande conhecimento de vários assuntos não significa ter uma boa conversa de bate e pronto, por isso passei uns tempos dando match com qualquer menina (mesmo que longe) só pra treinar o meu gingado na conversa com elas, depois de umas semanas consegui uma melhora boa (e agora quase indo pro fim do ano já me sinto um mestre das conversas) e comecei a de fato marcar encontros.
Pelo tipo de texto que estou escrevendo você pode talvez imaginar um autista metido que se acha o rei da cocada, e é meio assim que eu me sinto comigo mesmo, mas na vida real eu consigo me passar por uma pessoa completamente normal e sociável, o lance é que eu estou fazendo força para isso internamente. Sempre achei isso meio normal porque apesar de ser extremamente introvertido nunca fui tímido e sempre convivi com coletividades de amigos ao longo da minha vida ATÉ a faculdade quando todo mundo foi separando, daí eu tenho um senso de normalidade bastante bem desenvolvido, a partir dai é questão de querer mesmo.
Primeira menina foi logo na época de carnaval (apesar de ter passado longe de blocos), foi com ela que eu perdi o BV de todas maneiras possíveis e desenvolvi mais habilidade com mulheres, saímos durante a semana quase toda (ela era de fora) mas não conseguimos transar por conta de terceiros empacando o bonde (a vontade foi tanta que chegamos a ficar nos esfregando em alguns lugares públicos). Viu? Não foi tão difícil, vou transar bem mais rápido que imaginava, eu só precisava achar alguém que morasse sozinha pra facilitar tudo. O único alerta que essa primeira vez me deu foi que eu não gostei da experiência, e eu to acostumado a não gostar de saídas sociais/fingir ser normal, passo por isso a vida inteira, mas acho que por essa vez ter aprofundado mais na minha intimidade acabei odiando mais do que uma simples ocasião social.
Sai com a segunda um tempo depois e essa era bem mais quieta e tranquila que a primeira, com essa não rolou nada e eu não fiquei tão desconfortável, depois percebi que foi porque foi basicamente um rolê que eu tenho com meus amigos, daí o nível de conforto foi proporcional a isso e não a de ir pra trocar saliva com uma mulher. Essa segunda era espetacularmente linda apesar de não parecer tão interessada como a primeira (que também era bonita!). A partir daí eu percebi que tava fácil demais e decidi tentar ser mais criterioso a fim de achar uma mulher bonita que fosse transar comigo sem as frescuras sociais, porque meu pau tava mandando em mim.
Enfim, achei uma mina com 28 anos que tava querendo, marquei um pouco antes das minhas aulas começarem mas tive que dar uma adiada por um problema, porém o encontro nunca de fato aconteceu pois por ironia divina, o corona estourou e a pandemia começou. A partir daí vou dar uma acelerada na história, pois desse início de março até hoje continuei acessando o tinder assiduamente quase como um vício de autoestima com a desculpa de treinar meu papo com mulheres, e sem intenção de quebrar a quarentena.
Fiz todos tipos de perfil possível (pedindo sexo na bio, super fofo, esquisito, descolado...) e dei match com todo tipo de mulher possível, tive várias conversas a ponto da minha habilidade social ter crescido bastante, porém acabei chegando no ponto de saturação mais que completa. Lembra quando eu disse que ia ser mais criterioso? Isso subiu absurdamente a minha cabeça a ponto de eu literalmente achar todas as mulheres do app feias ou indesejáveis de alguma forma, antes eu literalmente tinha uma certa luxúria por quase todas porém isso foi morrendo com as conversas. Porque eu começava a conversar no meu modo ultra social (quase um superego em esteroides) e levava uma conversa foda em vários lugares imagináveis, conseguia colocar as minas fissuradas em continuar a conversar comigo, me chamar pra conversar tomando iniciativa e tudo mais. Mas aí eu percebi que comecei a odiar as conversas, porque a dura realidade é que nenhuma mulher passa um tempo psicopata aprendendo a conversar com homens no tinder pra ter a conversa perfeita.
Isto é, apesar de eu tomar a dianteira, as conversas para mim começaram a ser absurdamente horríveis e pouco proveitosas, porque as mulheres em geral são seres humanos normais, que em sua maioria são completamente entediados consigo mesmo e desinteressantes. Deixou de ser sobre conquistar as meninas com a lábia das palavras para "Quero uma conversa interessante pra mim", e obviamente não encontrei ainda uma menina psicopata ao ponto de seguir o guia que eu descrevi, mesmo as boas de conversa batiam no meu ego me dizendo "nossa, se eu consegui isso com essa, talvez eu consiga algo melhor". Até agora eu consegui umas 5 meninas a tentarem me convencer a quebrar a quarentena com elas.
Olha a merda no que eu me tornei, esses últimos parágrafos são estreitamente das profundezas da minha mente, onde eu comecei a levar essas conversas de merda e encontros como achievements sociais. Que foi de certa forma como eu abordei tudo isso no começo sem perceber, quero transar porque sim, meu pau me ordena, quero perder o BV para poder falar livremente com as pessoas que eu já beijei (não gosto de mentir sobre isso e sempre admito o que sou sem vergonha quando o assunto surge em conversa com amigos) e não sou um completo inapto social por tentar e ser rejeitado. Finalmente me encontrei numa posição de poder e comecei a usar isso pra aumentar o ego pura e simplesmente, fui me tornando uma mina aleatória de only fan que coleciona macho que paga tudo pra ela (famosos simps).
"Nossa, que fanfic de adolescente retardado" pode passar pela sua mente, pois bem, a dose de realidade chegou para mim, porque apesar de não ser horrendo eu não sou nenhum modelo, então teve uma hora que eu basicamente bati no meu limite de beleza no tinder e a atenção que eu tava recebendo secou completamente. Comecei aceitando qualquer uma com um perfil super amigável e convidativo, pra aceitar até umas meninas que considero meio feias com um perfil mais interessante, pra começar a encontrar com meninas regulares/do meu nível pra até algumas mais bonitas com um perfil super esquisito (pra filtrar tipos de menina que eu não queria), e aí eu estagnei, ainda to um pouco longe do topo da pirâmide mais fui um pouco mais longe do que imaginava. Fui de perdedor de boas, para perdedor com um falso senso de poder, para perdedor carente que tentou voar muito perto do sol, tudo isso também por não gostar da ideia de correr atrás de mulher, parto do princípio que se a mina não tiver iniciativa pra vir falar comigo é porque pra ela não tem nada ali e já descarto de cara.
Eu basicamente sinto que estou passando, ao longo dos últimos anos, por um processo de alienação completo de relações sociais à lá ted kaczynski, e eu sinto que essa era uma das últimas barreiras que eu tinha pra quebrar: a do sexo oposto. Já tinha normalizado na minha cabeça a minha própria desumanização e completa insignificância, pra estender isso pra colegas/amigos/parentes, e finalmente sinto que estou me descolando do tecido dos relacionamentos, ou de mulheres no geral. O que eu achei mais perceptível desse processo foi que o meu "pensar com o pau" meio que se tornou temporário, antes eu poderia ter me masturbado ou não e ainda havia um certo desejo por mulheres, agora eu sinto que sou uma pessoa quando estou com tesão e quando não estou mais simplesmente volto a não dar a mínima pra estar com uma mulher (eu já não ligava pro aspecto de companhia da relação, agora então o sexual parece ter ido embora também assim que esvazio o saco), inclusive com algumas dessas meninas que encontrei cheguei a fazer chamadas pra ficar me masturbando e é mata conversa na certa, porque o meu tesão acumulado por aquela pessoa desaparece da face da terra com uma gozada e eu não consigo nem mais falar com ela. Não sei se já estou estragado pro sexo, porque tenho certeza que depois de transar o meu desejo vai ser ficar sozinho comendo uma pizza e ouvindo música.
Pra quem for comentar em nofap e parar de ver pornô, eu não me masturbo com tanta frequência ao longo do ano, inclusive já fiz no fap de 3 meses duas vezes (outra isca que não serve pra muita coisa), também quase não consumo pornô, minha libido é muito errática com a masturbação, posso passar um tempo me masturbando 3-4 vezes por mês (tendo muita ocupação e coisas pra resolver) para chegar uma sequência de três dias de vagabundo e me masturbar 4-5 vezes por dia, quantificando num ano passo longe de vício por punheta ou pornô.
O mais engraçado da história toda é que todo esse processo aconteceu com auxílio do isolamento físico da quarentena que me possibilitou a chegar nesse ponto de alienação sem nem transar ainda. To quase me sentindo como o androide no fim do Ex-Machina que vai pra sociedade viver como uma pessoa normal, visto que to bem perto de finalizar a faculdade, vou tentar arranjar um emprego, morar sozinho, e finalmente virar um adulto de fato, a única coisa que eu tava sentindo dever nesse quesito de amadurecimento era a parte de relacionamento, principalmente o sexo porque de fato eu nunca tive interesse em montar família com casamento/filho/cachorro/gato, nem a ideia de namorar me atraia já bem novinho justamente por desgostar dessa ideia do companheirismo, minha última esperança era transar, mas isso eu acho que nem faço mais questão de concretizar.
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2020.08.19 17:00 fabioassuncao Uma tragédia de três cavaleiros

O texto abaixo é uma tradução da teoria bem conhecida, de mesmo nome, elaborada por u/M_J_Crakehall.
………………………………………………...
Os Ventos do Inverno tem muitos fios de enredo soltos, muitos dos quais são difíceis de adivinhar o resultado. Mas um com muito potencial, mas poucas previsões, é o enredo de Coração de Pedra, que está ligado à história de Brienne, Jaime, Irmandade, Freys de Correrrio e das Gêmeas, Terras Ocidentais e Terras Fluviais. Há tanta coisa acontecendo nesta pequena porção de terra que é difícil apontar o que exatamente acontecerá. Muitos personagens afetam uns aos outros de tantas maneiras que é difícil dizer o que poderia acontecer com todos eles. Hoje, vamos nos concentrar apenas em três, no entanto, e um único evento. Vamos conversar com Senhora Brienne, Sor Jaime e Sor Hyle Hunt.
Em primeiro lugar, um lembrete de onde esses personagens estão atualmente na história. Senhora Coração de Pedra capturou Brienne de Tarth, Podrick Payne e Hyle Hunt. Sob a ameaça da morte dos dois últimos, Senhora Coração de Pedra envia Brienne para encontrar Jaime e trazê-lo para ela. No capítulo de Jaime I em A Dana dos Dragões, Brienne encontrou Jaime e disse a ele que o Cão de Caça está com Sansa e eles devem ir procurá-los. Parece bastante óbvio que Brienne está atraindo Jaime para uma armadilha.
– A garota. Você a encontrou?
– Encontrei – disse Brienne, a Donzela de Tarth.
– Onde ela está?
– A um dia daqui. Posso levá-lo até ela, sor... mas você precisa vir sozinho. Caso contrário, o Cão de Caça a matará.
Agora, podemos debater se Brienne contaria a Jaime sobre o que está por vir. Eu consigo ver que ela contaria a ele e eles se preparariam durante a viagem, mas também pude vê-la mentindo para proteger Podrick e Hyle Hunt. No entanto, acredito que Jaime Lannister ficaria desconfiado e cauteloso no caminho. Claro, quando eles enotrarem Coração de Pedra, haverá algumas discussões entre todos os personagens e um grande diálogo, mas isso seria material para outro tópico. Vamos ao Julgamento de Jaime Lannister. O trunfo de Jaime seria colocar tudo em um julgamento por combate, como é normla entre os seguidores dos Sete e os próprios rebentos de Lannister. Eu considero altamente provável que Thoros de Myr concordasse em fazer um julgamento por combate, pois é o tipo de julgamento praticado pela Irmandade, e assim Coração de Pedra pode não ter opção a não ser concordar, talvez esperando que a justiça divina finamente recaia sobre os Lannisters.
Mas Lady Coração de Pedra não vai deixar isso seguir tão facilmente. Ela tem Jaime Lannister em suas mãos. A traição dele está olhando diretamente para ela. Então ela vai querer um campeão que sabidamente ganhará. E ela se lembra de Brienne e de seu juramento. Senhora Coração de Pedra poderia nomear Brienne como sua campeã, tanto para matar Jaime quanto punir Brienne por sua traição a Senhora Catelyn Stark.
– Não compreendo. O que foi que ela disse?
– Perguntou como se chama essa sua lâmina – respondeu o jovem nortenho com o justilho de pele de ovelha.
– Cumpridora de Promessas – Brienne respondeu.
A mulher de cinza silvou por entre os dedos. Seus olhos eram dois poços rubros ardendo nas sombras. Voltou a falar.
– Não, ela disse. Chame-a de Quebradora de Promessas. Foi feita para a traição e o assassínio. Ela a batiza como Falsa Amiga. Como você.
– Para quem fui falsa?
– Para ela – disse o nortenho. – Poderá a senhora ter se esquecido de que um dia jurou se pôr ao seu serviço?
E agora ... podemos finalmente falar sobre a estrela deste show: Sor Hyle Hunt. Sor Hyle está (ou melhor, estava) a serviço de Lorde Randyll Tarly e era o capitão do portão. Ele deixa Lorde Randyll Tarl. Em parte porque está cansado de Tarly, mas provavelmente para ficar com Brienne e tentar cortejá-la. Diga o que quiser de Hyle Hunt, mas há duas coisas verdadeiras sobre ele: ele é um cuzão e se preocupa com Brienne até certo ponto. Ele é bem aberto sobre querer a mão dela em casamento ou mesmo sobre ir para a cama dela à noite para provar seu valor.
– Deixe a porta do seu quarto destrancada esta noite, e eu me esgueirarei para sua cama para lhe demonstrar a verdade do que digo.
– Se o fizer, será um eunuco quando for embora – Brienne levantou-se e se afastou dele.
Um fato interessante é que quando Brienne lhe diz não, ele escuta e respeita que ela não queira que ele faça isso. Então, ele claramente a respeita. Até certo ponto. Já que fica ambíguo se ele apenas a quer por conta de suas terras. Ele até menciona isso, como uma possível forma de se provar digno dela.
– O que quero ganhar é você, a única descendente viva de Lorde Selwyn. Sei de homens que se casaram com desmioladas e bebês de peito por propriedades com um décimo do tamanho de Tarth. Não sou Renly Baratheon, confesso, mas tenho a virtude de ainda estar entre os vivos. Há quem diga que esta é a minha única virtude. O casamento seria útil para ambos. Terras para mim, e um castelo cheio disto para você – indicou as crianças com um movimento de mão. – Eu sou capaz, asseguro-lhe. Gerei pelo menos uma bastarda, que eu saiba. Não tenha medo, não a obrigarei a acolhê-la. Da última vez que fui vê-la, a mãe me deu um banho com uma panela de sopa.
Veja, eu estou dando bastante destaque ao lado mais leve desse personagem, mas isso é ASOIAF, portanto deve haver um equilíbrio. Hyle Hunt não é um exemplo perfeito de consorte. Longe disso. A primeira vez que ouvimos falar dele é quando Brienne nos conta do jogo que ele inventou para que algum cavaleiro a seduzisse.
Tinham feito uma aposta.
Dissera-lhe que tinha nascido entre três dos cavaleiros mais novos: Ambrose, Bushy e Hyle Hunt, de seu próprio pessoal. Mas à medida que a notícia se espalhava pelo acampamento, outros tinham se juntado ao jogo. Cada homem tinha de comprar a entrada na competição com um dragão de ouro, e a soma total iria para aquele que conseguisse desvirginá-la.
Não era o mais legal dos caras, mas parece que está melhorando. Se não completamente, pelo menos um pouco. Mas o jogo teve um grande impacto em Brienne, como era de se esperar. Então é claro que ela proibiu seus avanços, como deveria. Porém, Hyle Hunt é persistente, como mostrado pelas outras citações acima.
Sabendo que Sor Hyle Hunt é um homem persistente e inteligente, acho que seria provável que se Senhora Coração de Pedra nomeasse Brienne de Tarth como sua campeã, ele se ofereceria para lutar pela Donzela de Tarth. Porém, se ele lutasse contra Sor Jaime Lannister, acredito que perderia e morreria dizendo algo sincero para Brienne ou algumas palavras duras para Jaime.
Em primeiro lugar, acredito que existem algumas razões pelas quais acho que Hyle tentaria lutar contra Jaime Lannister e, no fim, perderia. Uma delas é que ele poderia fazer isso para provar a Brienne que ele se importa com ela e mostrar sua perícia. É algo que ela pode ter visto em sua luta com Rorge, mas Brienne estava um pouco ocupada naquele momento. Outra razão é que quando Jaime e Brienne retornam e interagem com Coração de Pedra, Hyle pode ver o relacionamento deles através de como eles falam e agem e presume o pior. A pior parte de Hyle pode aparecer aqui, enquanto ele desafia Jaime para um duelo não pela liberdade, mas pela mão de Brienne e para irritar o regicida.
Hyle parece ser um bom lutador, se mantendo firme na luta contra Rorge e Dentadas, embora não tenhamos detalhes de suas próprias proezas. Ele tem inteligência e muita autoconfiança, como Bronn.
Sabemos que Hyle pode sentir um certo ciúme de Jaime Lannister e ele não é o tipo de pessoa que desiste de pedir a mão de uma certa mulher em casamento. Como afirmado acima, ele pede diversas vezes, de muitas maneiras diferentes. Também sabemos sobre seu estilo de luta e como ele é observador, podendo até a desafiar Jaime Lannister agora que ele perdeu sua mão em espada. Então, como ele perderia para Jaime? Como Sor Hyle Hunt cairia depois de fazer uma reinvidicação tão grande e ter mostrado alguma destreza na luta contra Rorge e Dentadas?
Bem, temos algumas coisas em jogo aqui. A primeira é que ninguém sabe que Jaime tem treinado sua mão esquerda com Sor Ilyn Payne em segredo. É possível que Jaime tenha aprendido um pouco, e poderíamos ver em uma luta como essa alguma recompensa narrativa para este seu treinamento. Mas isso não quer dizer que Jaime esteja de volta ao que era. Longe disso, ele provavelmente está, no máximo, no nível de esgrima de Balon Swann. Mas só isso não o coloca em pé de igualdade contra Hyle Hunt. Não, Hyle Hunt tem complicadores que ele pode subestimar ou superestimar.
Hyle Hunt tinha sido espancado com tanta violência, que seu rosto estava inchado quase até deixar de ser reconhecível. Tropeçou quando o empurraram, e quase caiu. Podrick o agarrou pelo braço.
– Sor – disse o garoto com ar infeliz quando viu Brienne. – Quero dizer, senhora. Lamento.
Como mostrado acima, Hyle foi espancado até ficar quase irreconhecível. No tempo do duelo, ele poderia ter se curado um pouco, mas quem sabe como isso poderia alterar sua visão, audição ou capacidade de pensamento. Ele ainda poderia estar cansado, sem treinar por algum tempo. Coração de Pedra parece tê-lo mantido acorrentado esperando o retorno de Brienne. Ele estaria fora de forma e exausto, e todos nós sabemos como George joga com o realismo de seu mundo. Isso, combinado com a probabilidade de seu desafio ser feito apenas por despeito, poderia diminuir suas chances contra Jaime imensamente. Ficar fisicamente e emocionalmente exausto depois de muitas surras e esperar que Brienne traga de volta o homem que ela realmente ama pode ter um grande impacto sobre ele em tal luta. Então eu acredito que ele perderia e acabaria morto na lama ou morrendo lentamente,
Mas por que Lady Coração de Pedra deixaria Hyle Hunt lutar no lugar de Brienne? Vamos deixar o motivo óbvio fora do caminho e apontar que ninguém sabe que Jaime conseguiu progredir de volta a uma habilidade mediana com a espada, e sua vitória seria um choque para todos. Assim como a vitória de Sandor contra Beric chocou Arya Stark, a vitória de Jaime chocaria Catelyn morta-viva. Mas há mais do que isso. Alguns membros da Irmandade podem ver algo de poético em Hyle lutando em nome de Brienne e apoiar a decisão. Acho que isso é menos provável, mas pode pesar na escolha de Hyle. Lady Coração de Pedra também pode deixar Hyle participar porque ela não se importa necessariamente com quem mata Jaime, só quer que isso seja feito, e pode pensar que Brienne poderia poupar Jaime, já que ela se importa com ele.
Senhora Coração de Pedra podia até vislumbrar a truculência implícita na oferta de Hyle Hunt e presumir que ele venceria. Afinal, ele trabalhava para Randyll Tarly e uma das poucas qualidades de Tarly é que ele é um bom comandante de batalha. Ela pode assumir que Hyle é um lutador talentoso ou ao menos bom o suficiente para vencer Jaime.
Portanto, analisamos Hyle Hunt e suas motivações, o resultado provável e as razões para Senhora Coração de Pedra concordar com isso. Mas há um motivo pelo qual chamo isso de “Uma Tragédia de Três Cavaleiros”. Seria muito temático e adequado para a história como um todo. O título, é claro, está relacionado à Senhora Brienne, Sor Jaime, Sor Hyle e seus respectivos arcos de cavalaria. Acredito que este capítulo seria da perspectiva de Brienne, para torná-lo ambíguo quanto à verdadeira natureza de Hyle e romantizar parcialmente o momento enquanto ainda se aprofunda naquele realismo que George R. R. Martin ama. Afinal, ele não joga apenas com o lado áspero das coisas. Ele tem uma mão em ambos os mundos. E os outros dois personagens se pareceriam com as diferentes da mesma moeda.
Jaime Lannister veria o lado romântico, o lado do homem lutando pela mulher que ama. Ele pode até ser grato a Hyle por se oferecer no lugar de Brienne. Duvido muito que Jaime queira matar Brienne, e é muito provável que a história de Jaime não termine aqui. Não, ele derrotaria Hyle com prazer aqui se isso significar que ele está seguro e Brienne também. Salvar Podrick também é bom, mas não sabemos bem os sentimentos de Jaime por ele.
Hyle Hunt, no entanto, permaneceria rancoroso da mesma forma que Petyr Baelish. Ele se pareceria com aquele realismo áspero de que fazer algo motivado por malevolência e ciúme se voltaria contra ele. Eu diria que vimos Hyle Hunt como suas melhores intenções durante as viagens com Brienne. Idiota como fosse, ele nunca a forçou ou foi longe demais. E sabemos que George R. R. Martin adora nos mostrar os dois lados de cada personagem. E a última vez que Hyle Hunt esteve em sua pior fase foi no passado.
Acredito que neste momento, em uma explosão de peso emocional, ele viraria a pior versão de si mesmo. Tendo esperado por Brienne sabe-se lá por quanto tempo, apenas para perceber que ela nunca ficaria com ele. Em vez disso, seria trocado por este homem que não apenas quebrou seus juramentos, mas não podia nem mesmo lutar ou proteger sua mulher. Parte de Hyle acreditaria que suas virtudes de cavaleiro implorariam a ele para lutar por ela como qualquer cavaleiro faria. E o que seria mais cavalheiresco do que dois homens adultos lutando na lama por sua liberdade e por uma mulher que ambos amam?
TL; DR - Eu acredito que Jaime exigirá um julgamento por combate, e quando o fizer, Senhora Coração de Pedra irá nomear Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt toma seu lugar como campeão por sentir rancor pelo afeto entre Jaime e Brienne. Hyle Hunt luta contra Jaime, mas perde devido ao seu estado de exaustão e ao novo treinamento de Jaime, e morre lá na lama. Uma batalha pela liberdade de muitos e pelo amor de uma mulher, embelezando ainda mais os temas da cavalaria que abrange cada um dos três personagens.
………………………………………….
E vocês, acham que acontecerá assim? Acham que quem será o POV do julgamento de Jaime?
Comentem =)
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2020.07.29 01:05 AdsonLeo [Encontro Miojo] Aceito uma Mãozinha (5º Level; D&D 5e)

Olá pessoal, postando aqui um encontro que já vinha querendo colocar no papel há um tempo. Faz parte da ideia de "Encontro Miojo", rápido para ler e colocar em jogo mas com potencial para se desenvolver em algo maior, como o nosso bom macarrão instantâneo. O mais importante é dar um pontapé em suas aventuras e alguns ganchos com o que trabalhar quando estiver em dúvida ou com preguiça.
Isso faz parte de um blog que atualizo nunca. Mas às vezes aparece algo lá e decido postar aqui. Espero que gostem e a quem interessar o blog é o Sopa de Dado e a postagem desta aventura é essa aqui.
Neste encontro busquei trazer desafio a aventureiros chegando em leveis medianos, sendo um combate desafiador mas também com um tom humorístico e leve. É possível até que não haja derramamento de sangue no fim e tudo se resolva com simples interações sociais e resultados finais interessantes para ambos os lados - heróis e vilões. Admito que talvez não seja toda mesa que acomode o "good ending" afinal, como verão, envolve lidar pacifica e amigavelmente com vilões óbvios.
De toda forma, este encontro é pensado para impor um desafio considerável para um grupo de quatro aventureiros no nível 5. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.
Como sempre com aventuras prontas use como bem entender, mas tendo em mente que ao corrê-la para grupos maiores ou menores e em níveis diferentes o desafio pode ficar significativamente mais fácil ou difícil. Se decidir utilizar este encontro ou elementos dele peço apenas para que dê crédito ao blog e ao autor, no caso eu.

Ganchos de Aventura

Nosso grupo de aventureiros se encontra viajando do ponto A ao ponto B, seguindo rio acima pela margem quando avistam algo curioso. Ou tenha ouvido rumores sobre uma velha torre abandonada que todos os moradores locais evitam, já que quem foi lá jamais voltou e luzes e sons macabros se projetam do topo. Talvez esses mesmos moradores ofereceram recompensas para que os destemidos heróis visitem o local e verifiquem a veracidade da história, eliminando qualquer ameaça presente. Seja como for, subindo o rio eles se deparam com um... pacato pescador?

Localização

Este encontro pode se resolver em duas localidades: à beira do rio ou na torre abandonada. O rio... é um rio. Cortando uma floresta provavelmente, como todo rio em RPG. Não existe segredo, pode ser qualquer rio em qualquer mundo onde você goste de mestrar. Gosto da ideia de locálizá-lo no rio Styx em Avernus caso esteja correndo a campanha Baldur's Gate: Descent Into Avernus ou algo assim. Sendo um plano mal onde o grupo interage constantemente com figuras de caráter duvidoso os aventureiros estarão mais acostumados a interagir com o que antes eram apenas inimigos com alvos pintados na cabeça. O importante mesmo é que os aventureiros estejam seguindo contra o curso deste rio.
A torre fica ainda mais rio acima, e, sinceramente, não é o foco desta aventura. Use o layout de qualquer torre, ou qualquer construção na verdade. Uma torre funciona melhor mas no final fica a seu critério. Caso tenha interesse poderá desenvolver com mais detalhes, mas para o propósito deste encontro miojo não tem muita importância. O que interessa é o que os aventureiros avistam enquanto caminham.

1. Pescaria Macabra

À beira do rio, poucos metros a frente após passarem por algumas árvores, o grupo avista uma figura sentada com uma vara de pesca em mãos e olhando distraidamente para o nada. O ser humanoide parece um pouco desengonçado e, numa inspeção mais atenta ou próxima, é possível notar que não se trata de um humanoide normal, e sim de um Flesh Golem (Monster Manual, 169). Vestindo um chapéu de palha que por pouco não é levado pelo vento, ele lança olhares ocasionais para a água. A linha da sua vara de pesca está sempre em movimento e bastante tencionada, porém ele não a puxa.
Caso os jogadores observem por mais tempo ou demorem a tomar uma decisão, eles notam que a linha fica mais frouxa até que da água emerge uma Flameskull (MM, 134). De início apenas uma caveira humana flutuante, ela gira algumas vezes no ar para se secar e logo explode em eletricidade, que fica estalando ao seu redor. Use os status e habilidades da Flameskull, porém substitua a magia preparada "Fireball" por "Lightning Bolt", ambas de terceiro nível.
O crânio pertence a Ginolvam Tyerulzo, mago humano de índole no mínimo questionável há muito morto por outros aventureiros. Cursou artes mágicas em [insira grande cidade do cenário] mas jamais conseguiu seguir as linhas de pesquisa monótonas dos outros, o que o levou à reanimação. Graças a rituais diversos executados meio que corretamente por ele quando vivo, o mago conseguiu voltar a vida. De certa forma. Apenas sua cabeça animada e ossuda se reanimou e, desde então, ele habita sua torre, onde continua seus experimentos em constructos feitos com partes de criaturas vivas.
A dita torre foi recentemente atacada por heróis, ou como ele chama, "um bando de rufiões metidos a salvadores da pátria". Os tais rufiões dizimaram sua coleção de golens e o mataram. De novo. Após uma hora ele despertou, apenas para descobrir que tudo de valor que ele possuía havia sido roubado pelos malditos e que seus brinquedos foram despedaçados e boa parte de seus pedaços lançados no rio próximo. Quanta barbárie. Após muito esforço Ginolvam reconstruiu um dos golems com o que pôde achar e se colocou a busca do restante das partes que foram levadas rio abaixo. Com medo de que pudesse se distrair e ficar perdido, ou até mesmo arrastado pela correnteza, agora confia que #1B segure firme enquanto ele vasculha as pedras e a lama do fundo em busca das peças que precisa para reestabelecer seu exército.
Ginolvam já aparece em cena com um braço, perna ou outro membro de sua preferência, sendo erguido por uma Mão Mágica conjurada por ele, e o joga numa pilha que já contem algo como meia dúzia de outros. Ele então fala em tom autoritário com o golem por alguns momentos, informando que irá forçar um pouco mais pois acredita ter avistado um tronco preso à vegetação.Neste momento, caso os personagens não tenham se escondido ou a furtividade seja menor que 12 (Percepção passiva da Flameskull), Ginolvam os nota e se dirige a eles, perguntando com confiança o que buscam, ao mesmo tempo em que #1B se coloca de pé. Caso os aventureiros se aproximem ou enderecem-no amistosamente, ambas as partes podem conversar de forma tranquila.
Durante o diálogo Ginolvam se mostra autoritário e confiante porém certamente disposto a evitar um combate, uma vez que a reconstrução de um único golem sem ajuda e quando se é apenas um crânio flutuante com Mãos Mágicas é um tarefa hercúlea. Sem contar que dessa vez, pensa ele, talvez esses sejam um pouco mais espertos e de fato o matem de uma vez por todas. Nesta solução pacífica desenrole o encontro como social, e o grupo fica a par da história do mago, sua morte, experimentos, torre, o ataque e morte de novo. Ele também faz questão de frisar que jamais fez mal às comunidades próximas ou ativamente atacou viajantes, mas que se defende caso necessário. Tem interesse apenas em seus experimentos, que são os causadores dos sons e luzes que as pessoas veem de tempos em tempos. Um personagem pode verificar que Ginolvam diz a verdade com um teste de Sabedoria (Insight) de CD 10. Com alguns minutos de conversa civilizada o mago arrisca pedir ajuda do grupo.
Talvez os aventureiros apenas sigam viagem com uma história curiosa para contar. Se ajudarem a caveira a encontrar mais partes e levá-las para a torre siga para a parte 2. Caso mesmo após a conversa eles decidam que é melhor dar cabo da caveira e seu amigo golem e engajem em combate siga para o próximo parágrafo.
Numa inevitável luta execute da seguinte forma. Ginolvam ordena #1B a lutar com todas as forças e protegê-lo, assim que chegar seu turno, voa a 9m do chão, de onde atira seus Fire Ray e Magic Missiles, e ambos focam aqueles indivíduos que podem efetivamente ferir a caveira. Em seu primeiro turno ele conjura a magia Blur em si mesmo para aumentar sua sobrevivência, assim como Shield quando necessário. O mago é relutante em conjurar seu trunfo, Lightning Bolt, logo de cara, ainda mais caso a quantidade de alvos que consiga atingir seja sub-ótima. Ele o fará caso veja que esses novos rufiões que o atacaram sem motivo sejam muito fortes e estejam dando trabalho a ele e ao #1B. Se uma oportunidade de ouro se apresentar, com todos os aventureiros em linha perfeita esperando pelo choque ele conjura de uma vez o raio elétrico. A função do Golem não é segredo: ficar no solo absorvendo o máximo de dano que conseguir e batendo de volta. Caso entre em Berserker, Ginolvam não tentará domá-lo a menos que a luta já esteja ganha ou os aventureiros implorem muito por misericórdia. Se tudo der certo ele estará uns bons metros no ar, longe dos ataques do seu constructo. Se o grupo todo cair faça como você achar melhor. Um TPK mesmo e mais corpos para o mago ou quem sabe nosso amigo cabeça possa prender os atacantes e conduzir mais experiências. Vilões megalomaníacos fazem isso e repetidamente dão a oportunidade dos capturados escaparem com vida... tsc tsc, nunca aprendem. Caso a luta pareça perdida Ginolvam tentará escapar voando para longe e acessar o que consegue recuperar depois.

2. Torre Abandonada

Se no final os aventureiros se resolveram amigavelmente com a dupla de pescadores e os ajudaram a trazer partes para cá, ou se venceram o combate e eventualmente alcançaram a estrutura, use algum mapa que achar interessante. Uma coisa é fato, está tudo saqueado. Algumas partes de golens são visíveis, mobílias intactas e quebradas, livros, frascos, mesas de encantamento, penduricalhos diversos e tudo o que magos em RPG costumam colecionar. Marcas de batalha são visíveis e recentes - perfurações, chamuscados, flechas e frascos de poção recém usadas pelo chão. Em duvida faça um mapa simples. Existe um ou dois quartos, uma cozinha e sala, um depósito e um laboratório provavelmente no topo. A torre é o formato ideal pois Ginolvam precisa atrair raios para alguns de seus experimentos. Infelizmente ele não tem poderes o suficiente para conjurar o seu próprio mais que uma vez ao dia.
O único butim de valor é o grimório da velha caveira. Um tomo grosso cuja capa é feita de retalhos de pele e com páginas amareladas que contém as magias conhecidas do mago (leia-se, as que a Flameskull tem preparada contando a alteração que fizemos). Um Mago pode copiar qualquer uma das magias descritas ou é possível vender o livro por 50 pesos de ouro caso encontrem comprador interessado.
Se todos chegaram aqui como amigos, Ginolvam convida o grupo a ficar e pede #1B para preparar algo para eles enquanto ele começa a montar o próximo golem. Talvez todos fiquem desconfiados e, mais uma vez, depende de você DM. Minha ideia de "good ending" é todos ficarem em bons termos, tomarem um chá e conversarem. Caso tenha um mago no grupo, e ele seja decentemente sociável, Ginolvam o acha merecedor de estudar o seu grimório e copiar uma das magias que tenha lá. Se achar necessário peça um teste de Charisma (Persuasion) para o conjurador da sua mesa e, se achar bom o suficiente, o deixe copiar mais que uma. Ginolvam se mostra amigável mas ainda é alguém meio difícil de lidar. Ao final de tudo, se realmente foi um momento extremamente prazeroso e os personagens se ofereçam para ajudar nas tarefas, como arrumar a bagunça e montar os golens, e passem a noite na torre, eles conquistam amigos fiéis em Ginolvam e #1B e o mago os presenteia com um Damaged Flesh Golem (Explorer's Guide to Wildemount, 248) feito de partes sobressalentes e cujo mestre e dono pode ser decidido pelo grupo ou pela própria caveira. Eles até podem ver o processo de animação com Lighting Bolt, em que todos os corpos montados são enfileirados e alvejados pela magia para ganharem vida própria e servirem seu mestre.
Mas quer saber? Talvez Ginolvam não é um cara tão legal. Neste caso ele pode atacar o grupo a qualquer momento em sua torre. Seja assim que chegarem, durante o chá ou com um exército de golens novos construídos pelas próprias vítimas MUAHAHAHA!!! Se assim for a tática é basicamente a mesma descrita no último parágrafo da parte 1, Ginolvam se protege e dá cobertura à distância enquanto o(s) golem(s) arrebenta(m) com os convidados.

O Que Vem Depois

Aqui repito o que adoro falar a todo momento: depende de você. Uma aventura é sua assim que decide corrê-la para seu grupo. Modifique como quiser e bem entender para que seja mais desafiadora, divertida, engraçada, curiosa, assustadora.
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.07.23 10:09 diplohora Mes estudos para o CACD - Bruno Pereira Rezende

Livro do diplomata Bruno Pereira Rezende
INTRODUÇÃO
📷📷Desde quando comecei os estudos para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), li dezenas de recomendações de leituras, de guias de estudos extraoficiais, de dicas sobre o concurso, sobre cursinhos preparatórios etc. Sem dúvida, ter acesso a tantas informações úteis, vindas de diversas fontes, foi fundamental para que eu pudesse fazer algumas escolhas certas em minha preparação, depois de algumas vacilações iniciais. Mesmo assim, além de a maioria das informações ter sido conseguida de maneira dispersa, muitos foram os erros que acho que eu poderia haver evitado. Por isso, achei que poderia ser útil reunir essas informações que coletei, adicionando um pouco de minha experiência com os estudos preparatórios para o CACD neste documento.
Além disso, muitas pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, já vieram me pedir sugestões de leituras, de métodos de estudo, de cursinhos preparatórios etc., e percebi que, ainda que sempre houvesse alguma diferenciação entre as respostas, eu acabava repetindo muitas coisas. É justamente isso o que me motivou a escrever este documento – que, por não ser (nem pretender ser) um guia, um manual ou qualquer coisa do tipo, não sei bem como chamá-lo, então fica como “documento” mesmo, um relato de minhas experiências de estudos para o CACD. Espero que possa ajudar os interessados a encontrar, ao menos, uma luz inicial para que não fiquem tão perdidos nos estudos e na preparação para o concurso.
Não custa lembrar que este documento representa, obviamente, apenas a opinião pessoal do autor, sem qualquer vínculo com o Ministério das Relações Exteriores, com o Instituto Rio Branco ou com o governo brasileiro. Como já disse, também não pretendo que seja uma espécie de guia infalível para passar no concurso. Além disso, o concurso tem sofrido modificações frequentes nos últimos anos, então pode ser que algumas coisas do que você lerá a seguir fiquem ultrapassadas daqui a um ou dois concursos. De todo modo, algumas coisas são básicas e podem ser aplicadas a qualquer situação de prova que vier a aparecer no CACD, e é necessário ter o discernimento necessário para aplicar algumas coisas do que falarei aqui a determinados contextos. Caso você tenha dúvidas, sugestões ou críticas, fique à vontade e envie-as para [[email protected] ](mailto:[email protected])(se, por acaso, você tiver outro email meu, prefiro que envie para este, pois, assim, recebo tudo mais organizado em meu Gmail). Se tiver comentários ou correções acerca deste material, peço, por favor, que também envie para esse email, para que eu possa incluir tais sugestões em futura revisão do documento.
Além desta breve introdução e de uma também brevíssima conclusão, este documento tem quatro partes. Na primeira, trato, rapidamente, da carreira de Diplomata: o que faz, quanto ganha, como vai para o exterior etc. É mais uma descrição bem ampla e rápida, apenas para situar quem, porventura, estiver um pouco mais perdido. Se não estiver interessado, pode pular para as partes seguintes, se qualquer prejuízo para seu bom entendimento. Na segunda parte, trato do concurso: como funciona, quais são os pré-requisitos para ser diplomata, quais são as fases do concurso etc. Mais uma vez, se não interessar, pule direto para a parte seguinte. Na parte três, falo sobre a preparação para o concurso (antes e durante), com indicações de cursinhos, de professores particulares etc. Por fim, na quarta parte, enumero algumas sugestões de leituras (tanto próprias quanto coletadas de diversas fontes), com as devidas considerações pessoais sobre cada uma. Antes de tudo, antecipo que não pretendo exaurir toda a bibliografia necessária para a aprovação, afinal, a cada ano, o concurso cobra alguns temas específicos. O que fiz foi uma lista de obras que auxiliaram em minha preparação (e, além disso, também enumerei muitas sugestões que recebi, mas não tive tempo ou vontade de ler – o que também significa que, por mais interessante que seja, você não terá tempo de ler tudo o que lhe recomendam por aí, o que torna necessário é necessário fazer algumas escolhas; minha intenção é auxiliá-lo nesse sentido, na medida do possível).
Este documento é de uso público e livre, com reprodução parcial ou integral autorizada, desde que citada a fonte. Sem mais, passemos ao que interessa.
Parte I – A Carreira de Diplomata
INTRODUÇÃO
Em primeiro lugar, rápida apresentação sobre mim. Meu nome é Bruno Rezende, tenho 22 anos e fui aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) de 2011. Sou graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (turma LXII, 2007-20110), e não tinha certeza de que queria diplomacia até o meio da universidade. Não sei dizer o que me fez escolher a diplomacia, não era um sonho de infância ou coisa do tipo, e não tenho familiares na carreira. Acho que me interessei por um conjunto de aspectos da carreira. Comecei a preparar-me para o CACD em meados de 2010, assunto tratado na Parte III, sobre a preparação para o concurso.
Para maiores informações sobre o Ministério das Relações Exteriores (MRE), sobre o Instituto Rio Branco (IRBr), sobre a vida de diplomata etc., você pode acessar os endereços:
- Página do MRE: http://www.itamaraty.gov.b
- Página do IRBr: http://www.institutoriobranco.mre.gov.bpt-b
- Canal do MRE no YouTube: http://www.youtube.com/mrebrasil/
- Blog “Jovens Diplomatas”: http://jovensdiplomatas.wordpress.com/
- Comunidade “Coisas da Diplomacia” no Orkut (como o Orkut está ultrapassado, procurei reunir todas as informações úteis sobre o concurso que encontrei por lá neste documento, para que vocês não tenham de entrar lá, para procurar essas informações):
http://www.orkut.com.bMain#Community?cmm=40073
- Comunidade “Instituto Rio Branco” no Facebook: http://www.facebook.com/groups/institutoriobranco/
Com certeza, há vários outros blogs (tanto sobre a carreira quanto sobre a vida de diplomata), mas não conheço muitos. Se tiver sugestões, favor enviá-las para [[email protected].](mailto:[email protected])
Além disso, na obra O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira: um estudo de carreira e socialização (Ed. FGV, 2007), a autora Cristina Patriota de Moura relata aspectos importantes da vida diplomática daqueles que ingressam na carreira. Há muitas informações desatualizadas (principalmente com relação ao concurso), mas há algumas coisas interessantes sobre a carreira, e o livro é bem curto.
A DIPLOMACIA E O TRABALHO DO DIPLOMATA
Com a intensificação das relações internacionais contemporâneas e com as mudanças em curso no contexto internacional, a demanda de aprimoramento da cooperação entre povos e países tem conferido destaque à atuação da diplomacia. Como o senso comum pode indicar corretamente, o
diplomata é o funcionário público que lida com o auxílio à Presidência da República na formulação da política externa brasileira, com a condução das relações da República Federativa do Brasil com os demais países, com a representação brasileira nos fóruns e nas organizações internacionais de que o país faz parte e com o apoio aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito no exterior. Isso todo mundo que quer fazer o concurso já sabe (assim espero).
Acho que existem certos mitos acerca da profissão de diplomata. Muitos acham que não irão mais pagar multa de trânsito, que não poderão ser presos, que nunca mais pegarão fila em aeroporto etc. Em primeiro lugar, não custa lembrar que as imunidades a que se referem as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e sobre Relações Consulares só se aplicam aos diplomatas no exterior (e nos países em que estão acreditados). No Brasil, os diplomatas são cidadãos como quaisquer outros. Além disso, imunidade não é sinônimo de impunidade, então não ache que as imunidades são as maiores vantagens da vida de um diplomata. O propósito das imunidades é apenas o de tornar possível o trabalho do diplomata no exterior, sem empecilhos mínimos que poderiam obstar o bom exercício da profissão. Isso não impede que diplomatas sejam revistados em aeroportos, precisem de vistos, possam ser julgados, no Brasil, por crimes cometidos no exterior etc.
Muitos também pensam que irão rodar o mundo em primeira classe, hospedar-se em palácios suntuosos, passear de iate de luxo no Mediterrâneo e comer caviar na cerimônia de casamento do príncipe do Reino Unido. Outros ainda acham que ficarão ricos, investirão todo o dinheiro que ganharem na Bovespa e, com três anos de carreira, já estarão próximos do segundo milhão. Se você quer ter tudo isso, você está no concurso errado, você precisa de um concurso não para diplomata, mas para marajá. Obviamente, não tenho experiência suficiente na carreira para dizer qualquer coisa, digo apenas o que já li e ouvi de diversos comentários por aí. É fato que há carreiras públicas com salários mais altos. Logo, se você tiver o sonho de ficar rico com o salário de servidor público, elas podem vir a ser mais úteis nesse sentido. Há não muito tempo, em 2006, a remuneração inicial do Terceiro-Secretário (cargo inicial da carreira de diplomata), no Brasil, era de R$ 4.615,53. Considerando que o custo de vida em Brasília é bastante alto, não dava para viver de maneira tão abastada, como alguns parecem pretender. É necessário, entretanto, notar que houve uma evolução significativa no aspecto salarial, nos últimos cinco anos (veja a seç~o seguinte, “Carreira e Salrios). De todo modo, já vi vários diplomatas com muitos anos de carreira dizerem: “se quiser ficar rico, procure outra profissão”. O salário atual ajuda, mas não deve ser sua única motivação.
H um texto ótimo disponível na internet: “O que é ser diplomata”, de César Bonamigo, que reproduzo a seguir.
O Curso Rio Branco, que frequentei em sua primeira edição, em 1998, pediu-me para escrever sobre o que é ser diplomata. Tarefa difícil, pois a mesma pergunta feita a diferentes diplomatas resultaria, seguramente, em respostas diferentes, umas mais glamourosas, outras menos, umas ressaltando as vantagens, outras as desvantagens, e não seria diferente se a pergunta tratasse de outra carreira qualquer. Em vez de falar de minhas impressões pessoais, portanto, tentarei, na medida do possível, reunir observações tidas como “senso comum” entre diplomatas da minha geraç~o.
Considero muito importante que o candidato ao Instituto Rio Branco se informe sobre a realidade da carreira diplomática, suas vantagens e desvantagens, e que dose suas expectativas de acordo. Uma expectativa bem dosada não gera desencanto nem frustração. A carreira oferece um pacote de coisas boas (como a oportunidade de conhecer o mundo, de atuar na área política e econômica, de conhecer gente interessante etc.) e outras não tão boas (uma certa dose de burocracia, de hierarquia e dificuldades no equacionamento da vida familiar). Cabe ao candidato inferir se esse pacote poderá ou não fazê-lo feliz.
O PAPEL DO DIPLOMATA
Para se compreender o papel do diplomata, vale recordar, inicialmente, que as grandes diretrizes da política externa são dadas pelo Presidente da República, eleito diretamente pelo voto popular, e pelo Ministro das Relações Exteriores, por ele designado. Os diplomatas são agentes políticos do Governo, encarregados da implementação dessa política externa. São também servidores públicos, cuja função, como diz o nome, é servir, tendo em conta sua especialização nos temas e funções diplomáticos.
Como se sabe, é função da diplomacia representar o Brasil perante a comunidade internacional. Por um lado, nenhum diplomata foi eleito pelo povo para falar em nome do Brasil. É importante ter em mente, portanto, que a legitimidade de sua ação deriva da legitimidade do Presidente da República, cujas orientações ele deve seguir. Por outro lado, os governos se passam e o corpo diplomático permanece, constituindo elemento importante de continuidade da política externa brasileira. É tarefa essencial do diplomata buscar identificar o “interesse nacional”. Em negociações internacionais, a diplomacia frequentemente precisa arbitrar entre interesses de diferentes setores da sociedade, não raro divergentes, e ponderar entre objetivos econômicos, políticos e estratégicos, com vistas a identificar os interesses maiores do Estado brasileiro.
Se, no plano externo, o Ministério das Relações Exteriores é a face do Brasil perante a comunidade de Estados e Organizações Internacionais, no plano interno, ele se relaciona com a Presidência da República, os demais Ministérios e órgãos da administração federal, o Congresso, o Poder Judiciário, os Estados e Municípios da Federação e, naturalmente, com a sociedade civil, por meio de Organizações Não Governamentais (ONGs), da Academia e de associações patronais e trabalhistas, sempre tendo em vista a identificação do interesse nacional.
O TRABALHO DO DIPLOMATA
Tradicionalmente, as funções da diplomacia são representar (o Estado brasileiro perante a comunidade internacional), negociar (defender os interesses brasileiros junto a essa comunidade) e informar (a Secretaria de Estado, em Brasília, sobre os temas de interesse brasileiro no mundo). São também funções da diplomacia brasileira a defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior, o que é feito por meio da rede consular, e a promoção de interesses do País no exterior, tais como interesses econômico-comerciais, culturais, científicos e tecnológicos, entre outros.
No exercício dessas diferentes funções, o trabalho do diplomata poderá ser, igualmente, muito variado. Para começar, cerca de metade dos mil1 diplomatas que integram o Serviço Exterior atua no Brasil, e a outra metade nos Postos no exterior (Embaixadas, Missões, Consulados e Vice-Consulados). Em Brasília, o diplomata desempenha funções nas áreas política, econômica e administrativa, podendo cuidar de temas tão diversos quanto comércio internacional, integração regional (Mercosul), política bilateral (relacionamento do Brasil com outros países e blocos), direitos humanos, meio ambiente ou administração física e financeira do Ministério. Poderá atuar, ainda, no Cerimonial (organização dos encontros entre autoridades brasileiras e estrangeiras, no Brasil e no exterior) ou no relacionamento do Ministério com a sociedade (imprensa, Congresso, Estados e municípios, Academia, etc.).
No exterior, também, o trabalho dependerá do Posto em questão. As Embaixadas são representações do Estado brasileiro junto aos outros Estados, situadas sempre nas capitais, e desempenham as funções tradicionais da diplomacia (representar, negociar, informar), além de promoverem o Brasil junto a esses Estados. Os Consulados, Vice-Consulados e setores consulares de Embaixadas podem situar-se na capital do país ou em outra cidade onde haja uma comunidade brasileira expressiva. O trabalho nesses Postos é orientado à defesa dos interesses dos cidadãos brasileiros no exterior. Nos Postos multilaterais (ONU, OMC, FAO, UNESCO, UNICEF, OEA etc.), que podem ter natureza política, econômica ou estratégica, o trabalho envolve, normalmente, a representação e a negociação dos interesses nacionais.
O INGRESSO NA CARREIRA
A carreira diplomática se inicia, necessariamente, com a aprovação no concurso do Instituto Rio Branco (Informações sobre o concurso podem ser obtidas no site http://www2.mre.gov.birbindex.htm). Para isso, só conta a competência – e, talvez, a sorte – do candidato. Indicações políticas não ajudam.
AS REMOÇÕES
Após os dois anos de formação no IRBr , o diplomata trabalhará em Brasília por pelo menos um ano. Depois, iniciam-se ciclos de mudança para o exterior e retornos a Brasília. Normalmente, o diplomata vai para o exterior, onde fica três anos em um Posto, mais três anos em outro Posto, e retorna a Brasília, onde fica alguns anos, até o início de novo ciclo. Mas há espaço para flexibilidades. O diplomata poderá sair para fazer um Posto apenas, ou fazer três Postos seguidos antes de retornar a Brasília. Isso dependerá da conveniência pessoal de cada um. Ao final da carreira, o diplomata terá passado vários anos no exterior e vários no Brasil, e essa proporção dependerá essencialmente das escolhas feitas pelo próprio diplomata. Para evitar que alguns diplomatas fiquem sempre nos “melhores Postos” – um critério, aliás, muito relativo – e outros em Postos menos privilegiados, os Postos no exterior estão divididos em [quatro] categorias, [A, B, C e D], obedecendo a critérios não apenas de qualidade de vida, mas também geográficos, e é seguido um sistema de rodízio: após fazer um Posto C, por exemplo, o diplomata terá direito a fazer um Posto A [ou B], e após fazer um Posto A, terá que fazer um Posto [B, C ou D].
AS PROMOÇÕES
Ao tomar posse no Serviço Exterior, o candidato aprovado no concurso torna-se Terceiro-Secretário. É o primeiro degrau de uma escalada de promoções que inclui, ainda, Segundo-Secretário, Primeiro-
-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe (costuma-se dizer apenas “Ministro”) e Ministro de Primeira Classe (costuma-se dizer apenas “Embaixador”), nessa ordem. Exceto pela primeira promoção, de Terceiro para Segundo-Secretário, que se dá por tempo (quinze Terceiros Secretários são promovidos a cada semestre), todas as demais dependem do mérito, bem como da articulação política do diplomata. Nem todo diplomata chega a Embaixador. Cada vez mais, a competição na carreira é intensa e muitos ficam no meio do caminho. Mas, não se preocupem e também não se iludam: a felicidade não está no fim, mas ao longo do caminho!
DIRECIONAMENTO DA CARREIRA
Um questionamento frequente diz respeito à possibilidade de direcionamento da carreira para áreas específicas. É possível, sim, direcionar uma carreira para um tema (digamos, comércio internacional, direitos humanos, meio ambiente etc.) ou mesmo para uma região do mundo (como a Ásia, as Américas ou a África, por exemplo), mas isso não é um direito garantido e poderá não ser sempre possível. É preciso ter em mente que a carreira diplomática envolve aspectos políticos, econômicos e administrativos, e que existem funções a serem desempenhadas em postos multilaterais e bilaterais em todo o mundo, e n~o só nos países mais “interessantes”. Diplomatas est~o envolvidos em todas essas variantes e, ao longo de uma carreira, ainda que seja possível uma certa especialização, é provável que o diplomata, em algum momento, atue em áreas distintas daquela em que gostaria de se concentrar.
ASPECTOS PRÁTICOS E PESSOAIS
É claro que a vida é muito mais que promoções e remoções, e é inevitável que o candidato queira saber mais sobre a carreira que o papel do diplomata. Todos precisamos cuidar do nosso dinheiro, da saúde, da família, dos nossos interesses pessoais. Eu tentarei trazem um pouco de luz sobre esses aspectos.
DINHEIRO
Comecemos pelo dinheiro, que é assunto que interessa a todos. Em termos absolutos, os diplomatas ganham mais quando estão no exterior do que quando estão em Brasília. O salário no exterior, no entanto, é ajustado em função do custo de vida local, que é frequentemente maior que no Brasil. Ou seja, ganha-se mais, mas gasta-se mais. Se o diplomata conseguirá ou não economizar dependerá i) do salário específico do Posto , ii) do custo de vida local, iii) do câmbio entre a moeda local e o dólar, iv) do fato de ele ter ou não um ou mais filhos na escola e, principalmente, v) de sua propensão ao consumo. Aqui, não há regra geral. No Brasil, os salários têm sofrido um constante desgaste, especialmente em comparação com outras carreiras do Governo Federal, frequentemente obrigando o diplomata a economizar no exterior para gastar em Brasília, se quiser manter seu padrão de vida. Os diplomatas, enfim, levam uma vida de classe média alta, e a certeza de que não se ficará rico de verdade é compensada pela estabilidade do emprego (que não é de se desprezar, nos dias de hoje) e pela expectativa de que seus filhos (quando for o caso) terão uma boa educação, mesmo para padrões internacionais.
SAÚDE
Os diplomatas têm um seguro de saúde internacional que, como não poderia deixar de ser, tem vantagens e desvantagens. O lado bom é que ele cobre consultas com o médico de sua escolha, mesmo que seja um centro de excelência internacional. O lado ruim é que, na maioria das vezes, é preciso fazer o desembolso (até um teto determinado) para depois ser reembolsado, geralmente em 80% do valor, o que obriga o diplomata a manter uma reserva financeira de segurança.
FAMÍLIA : O CÔNJUGE
Eu mencionei, entre as coisas n~o t~o boas da carreira, “dificuldades no equacionamento da vida familiar”. A primeira dificuldade é o que fará o seu cônjuge (quando for o caso) quando vocês se mudarem para Brasília e, principalmente, quando forem para o exterior. Num mundo em que as famílias dependem, cada vez mais, de dois salários, equacionar a carreira do cônjuge é um problema recorrente. Ao contrário de certos países desenvolvidos, o Itamaraty não adota a política de empregar ou pagar salários a cônjuges de diplomatas. Na prática, cada um se vira como pode. Em alguns países é possível trabalhar. Fazer um mestrado ou doutorado é uma opção. Ter filhos é outra...
Mais uma vez, não há regra geral, e cada caso é um caso. O equacionamento da carreira do cônjuge costuma afetar principalmente – mas não apenas – as mulheres, já que, por motivos culturais, é mais comum o a mulher desistir de sua carreira para seguir o marido que o contrário2.
CASAMENTO ENTRE DIPLOMATAS
Os casamentos entre diplomatas não são raros. É uma situação que tem a vantagem de que ambos têm uma carreira e o casal tem dois salários. A desvantagem é a dificuldade adicional em conseguir que ambos sejam removidos para o mesmo Posto no exterior. A questão não é que o Ministério vá separar esses casais, mas que se pode levar mais tempo para conseguir duas vagas num mesmo Posto. Antigamente, eram frequentes os casos em que as mulheres interrompiam temporariamente suas carreiras para acompanhar os maridos. Hoje em dia, essa situação é exceção, não a regra.
FILHOS
Não posso falar com conhecimento de causa sobre filhos, mas vejo o quanto meus colegas se desdobram para dar-lhes uma boa educação. Uma questão central é a escolha da escola dos filhos, no Brasil e no exterior. No Brasil, a escola será normalmente brasileira, com ensino de idiomas, mas poderá ser a americana ou a francesa, que mantém o mesmo currículo e os mesmos períodos escolares em quase todo o mundo. No exterior, as escolas americana e francesa são as opções mais frequentes,
podendo-se optar por outras escolas locais, dependendo do idioma. Outra questão, já mencionada, é o custo da escola. Atualmente, não existe auxílio-educação para filhos de diplomatas ou de outros Servidores do Serviço Exterior brasileiro, e o dinheiro da escola deve sair do próprio bolso do servidor.
CÉSAR AUGUSTO VERMIGLIO BONAMIGO - Diplomata. Engenheiro Eletrônico formado pela UNICAMP. Pós- graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP. Programa de Formação e Aperfeiçoamento - I (PROFA -
I) do Instituto Rio Branco, 2000/2002. No Ministério das Relações Exteriores, atuou no DIC - Divisão de Informação Comercial (DIC), 2002; no DNI - Departamento de Negociações Internacionais, 2003, e na DUEX - Divisão de União Europeia e Negociações Extrarregionais. Atualmente, serve na Missão junto à ONU (DELBRASONU), em NYC.
2 Conforme comunicado do MRE de 2010, é permitida a autorização para que diplomatas brasileiros solicitem passaporte diplomático ou de serviço e visto de permanência a companheiros do mesmo sexo. Outra resolução, de 2006, já permitia a inclusão de companheiros do mesmo sexo em planos de assistência médica.
Para tornar-se diplomata, é necessário ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que ocorre todos os anos, no primeiro semestre (normalmente). O número de vagas do CACD, em condições normais, depende da vacância de cargos. Acho que a quantidade normal deve girar entre 25 e 35, mais ou menos. Desde meados dos anos 2000, como consequência da aprovação de uma lei federal, o Ministério das Relações Exteriores (MRE/Itamaraty3) ampliou seus quadros da carreira de diplomata, e, de 2006 a 2010, foram oferecidas mais de cem vagas anuais. Com o fim dessa provisão de cargos, o número de vagas voltou ao normal em 2011, ano em que foram oferecidas apenas 26 vagas (duas delas reservadas a portadores de deficiência física4). Para os próximos concursos, há perspectivas de aprovação de um projeto de lei que possibilitará uma oferta anual prevista de 60 vagas para o CACD, além de ampliar, também, as vagas para Oficial de Chancelaria (PL 7579/2010). Oficial de Chancelaria, aproveitando que citei, é outro cargo (também de nível superior) do MRE, mas não integra o quadro diplomático. A remuneração do Oficial de Chancelaria, no Brasil, é inferior à de Terceiro-Secretário, mas os salários podem ser razoáveis quando no exterior. Já vi muitos casos de pessoas que passam no concurso de Oficial de Chancelaria e ficam trabalhando no MRE, até que consigam passar no CACD, quando (aí sim) tornam-se diplomatas.
Para fazer parte do corpo diplomático brasileiro, é necessário ser brasileiro nato, ter diploma válido de curso superior (caso a graduação tenha sido realizada em instituição estrangeira, cabe ao candidato providenciar a devida revalidação do diploma junto ao MEC) e ser aprovado no CACD (há, também, outros requisitos previstos no edital do concurso, como estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com as obrigações eleitorais, ter idade mínima de dezoito anos, apresentar aptidão física e mental para o exercício do cargo e, para os homens, estar em dia com as obrigações do Serviço Militar). Os aprovados entram para a carreira no cargo de Terceiro-Secretário (vide hierarquia na próxima seç~o, “Carreira e Salrios”). Os aprovados no CACD, entretanto, não iniciam a carreira trabalhando: há, inicialmente, o chamado Curso de Formação, que se passa no Instituto Rio Branco (IRBr). Por três semestres, os aprovados no CACD estudarão no IRBr, já recebendo o salário de Terceiro-Secretário (para remunerações, ver a próxima seç~o, “Hierarquia e Salrios).
O trabalho no Ministério começa apenas após um ou dois semestres do Curso de Formação no IRBr (isso pode variar de uma turma para outra), e a designação dos locais de trabalho (veja as subdivisões do MRE na página seguinte) é feita, via de regra, com base nas preferências individuais e na ordem de classificação dos alunos no Curso de Formação.
3 O nome “Itamaraty” vem do nome do antigo proprietrio da sede do Ministério no Rio de Janeiro, o Bar~o Itamaraty. Por metonímia, o nome pegou, e o Palácio do Itamaraty constitui, atualmente, uma dependência do MRE naquela cidade, abrigando um arquivo, uma mapoteca e a sede do Museu Histórico e Diplomático. Em Brasília, o Palácio Itamaraty, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1970, é a atual sede do MRE. Frequentemente, “Itamaraty” é usado como sinônimo de Ministério das Relações Exteriores.
4 Todos os anos, há reserva de vagas para deficientes físicos. Se não houver número suficiente de portadores de deficiência que atendam às notas mínimas para aprovação na segunda e na terceira fases do concurso, que têm caráter eliminatório, a(s) vaga(s) restante(s) é(são) destinada(s) aos candidatos da concorrência geral.
O IRBr foi criado em 1945, em comemoração ao centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira. Como descrito na página do Instituto na internet, seus principais objetivos são:
harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática (já que qualquer curso superior é válido para prestar o CACD);
desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira;
iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
No Curso de Formação (cujo nome oficial é PROFA-I, Programa de Formação e Aperfeiçoamento - obs.: n~o sei o motivo do “I”, n~o existe “PROFA-II”), os diplomatas têm aulas obrigatórias de: Direito Internacional Público, Linguagem Diplomática, Teoria das Relações Internacionais, Economia, Política Externa Brasileira, História das Relações Internacionais, Leituras Brasileiras, Inglês, Francês e Espanhol. Há, ainda, diversas disciplinas optativas à escolha de cada um (como Chinês, Russo, Árabe, Tradução, Organizações Internacionais, OMC e Contenciosos, Políticas Públicas, Direito da Integração, Negociações Comerciais etc.). As aulas de disciplinas conceituais duram dois semestres. No terceiro semestre de Curso de Formação, só há aulas de disciplinas profissionalizantes. O trabalho no MRE começa, normalmente, no segundo ou no terceiro semestre do Curso de Formação (isso pode variar de uma turma para outra). É necessário rendimento mínimo de 60% no PROFA-I para aprovação (mas é praticamente impossível alguém conseguir tirar menos que isso). Após o término do PROFA-I, começa a vida de trabalho propriamente dito no MRE. Já ouvi um mito de pedida de dispensa do PROFA I para quem já é portador de título de mestre ou de doutor, mas, na prática, acho que isso não acontece mais.
Entre 2002 e 2010, foi possível fazer, paralelamente ao Curso de Formação, o mestrado em diplomacia (na prática, significava apenas uma matéria a mais). Em 2011, o mestrado em diplomacia no IRBr acabou.
Uma das atividades comuns dos estudantes do IRBr é a publicação da Juca, a revista anual dos alunos do Curso de Formação do Instituto. Segundo informações do site do IRBr, “[o] termo ‘Diplomacia e Humanidades’ define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico”. Confira a página da Juca na internet, no endereço: http://juca.irbr.itamaraty.gov.bpt-bMain.xml.
Para saber mais sobre a vida de diplomata no Brasil e no exterior, sugiro a conhecida “FAQ do Godinho” (“FAQ do Candidato a Diplomata”, de Renato Domith Godinho), disponível para download no link: http://relunb.files.wordpress.com/2011/08/faq-do-godinho.docx. Esse arquivo foi escrito há alguns anos, então algumas coisas estão desatualizadas (com relação às modificações do concurso, especialmente). De todo modo, a parte sobre o trabalho do diplomata continua bem informativa e atual.
MEUS ESTUDOS PARA O CACD – http://relunb.wordpress.com
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2020.07.23 10:08 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Dúvidas Frequentes: a carreira

- Existe um limite ou uma idade “certa”, para tornar-se diplomata? Não. Todos os anos, são aprovados candidatos com idades bastante diferentes. Acredito que não haja uma média etária muito bem delimitada. No cursinho mesmo, conheci muita gente de diferentes faixas etárias. No geral, acho que é frequente a entrada de candidatos entre vinte e poucos e quarenta e poucos anos. Para prestar o CACD, o mínimo é de 18 anos, mas não há limite máximo de idade, salvo o previsto na Constituição Federal (70 anos).
- Sendo diplomata, dá para trabalhar em outro lugar também? É vedada a acumulação de cargos públicos, salvo para exercício da profissão de professor. Há vários diplomatas que dão aulas em cursinhos preparatórios para o CACD, em universidades etc. De todo modo, são oito horas diárias de trabalho no Ministério (mesmo durante o PROFA-I, não sobra muito tempo livre). Se você conseguir conciliar as duas coisas, sem problemas.
- E estudar? A mesma coisa. Há alguns diplomatas que conciliam o PROFA-I e/ou o trabalho no Ministério com o mestrado em Relações Internacionais na UnB, por exemplo. Se você der conta, ótimo. O problema é que a questão de horários pode não ser tão favorável, e você poderá, ocasionalmente, ter de abrir mão de alguma coisa.
- Quando terei meu passaporte diplomático? Assim que tomam posse, os Terceiros-Secretários podem solicitar sua identidade funcional e seu passaporte diplomático, que pode ser usado mesmo durante o período de férias. De todo modo, vale lembrar que isso não deixa os diplomatas imunes à necessidade de visto e de cumprimento dos regulamentos internacionais para circulação de passageiros (podendo, por exemplo, ser revistados em aeropostos etc.).
- Diplomata paga imposto? Lógico que paga. Acho que muitos se confundem porque, no exterior, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, os diplomatas não pagam impostos diretos (ou outros para os quais houver reciprocidade) para o governo do país onde estão acreditados (imposto de renda, IPVA, IPTU...). Isso não significa, entretanto, que diplomatas não paguem impostos indiretos (embutidos nos preços das mercadorias) ou, ainda, Imposto de Renda e Previdência Social para a União no Brasil (conforme previsão da Lei 8112/90 - Estatuto do Servidor Público Federal). Mesmo quando o diplomata está no exterior, continua pagando Imposto de Renda (a base de cálculo é diferenciada, não sei direito como é) e Previdência Social (para que o tempo de contribuição conte para a aposentadoria).
- Se eu for casado(a) com outra pessoa do serviço exterior brasileiro, conseguiremos uma remoção para o mesmo lugar? É, sim, possível. Segundo algumas informações que já li, o MRE facilita as coisas para casais de diplomatas, dando prioridade para que sirvam no mesmo posto. Isso não impede que sejam removidos para postos diferentes, caso queiram (vale lembrar que não há remoção obrigatória). É claro que pode ser mais difícil encontrar postos no exterior em que haja duas vagas especificamente correspondentes aos cargos dos diplomatas em questão - ou de um(a) diplomata e de um(a) oficial ou assistente de chancelaria. Se o casal ocupar o mesmo grau hierárquico (e.g. os dois são embaixadores), isso pode ser mais complicado. De todo modo, dá-se um jeito.
- Já vou receber salário durante o Curso de Formação? Sim, durante o Curso de Formação, os Terceiros-Secretários já recebem o salário integral da categoria.
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2020.06.08 19:02 Coming_Back_To_Life Vampiro: A Máscara backstory de personagem

Olá pessoal, gostaria de compartilhar o backstory do meu personagem atual de Vampiro a Máscara. A nossa campanha se passa nos dias atuais, em Brasília, e eu resolvi fazer um personagem que está nessas terras a um tempinho. Espero que curtam.
Eu morava em uma cidade chamada Campo Formoso, no estado de Goiás. Uma cidade pequena, de gente simples, que sempre existiu na base da esperança do progresso que viria junto da prometida linha do trem. Eu vivi até morrer e não vim trem algum.
Minha família era pequena, mas grande o bastante para ter dificuldade para se esconder da sombra da fome e das necessidades. Desde criança fui ensinado a caçar no cerrado, as vezes na pedrada ou paulada, as vezes na surdina para não despertar o bicho ou o seu dono.
Quando passei dos dez anos ganhei minha primeira carabina, paga com queijo feito de leite de vaca magra. Não havia privilégio de errar os tiros, já que bala não dá em árvore, mas árvore dá em criança que erra o tiro, espanta a caça, chama a fome e desperdiça a munição.
Nos dias em que a caça era das boas, chegada era a hora de colocar em prática outra habilidade tão importante quanto conseguir caça de sobra: Vender, ainda que as vezes para quem não precise ou não queira comprar. Uma conversa mais próxima, uns trejeitos reconstituindo como foi a caçada na frente do comprador e as vezes até o cumprimentar carismático com as duas mãos juntas, tudo pela família.
Passando o tempo e o tempo passando, com os anos em meio ao cerrado também aprendi a diferenciar o que faz bem e dá energia daquilo que faz a pessoa desistir de tentar pôr hoje. Nem toda raiz forte faz mal e com algumas folhas maceradas se faz um chá e do bagaço curativo para feridas.
Por volta dos meus 17 anos chegou em Campo Formoso a pessoa que definiria o meu futuro de forma definitiva, para bem e para mal.
Miguel dos Anjos, um homem de meia idade, mas com ar jovial. Boa forma física, cabelos castanhos-fogo e vestido como quem não espera visitas. Logo se instalou em uma casa de tábuas de Mutambo no fim da segunda rua depois da avenida principal. A casa mais parecia uma morada de João de Barro, sem muito conforto por dentro e luz do sol somente por fora. Não tinha cadeiras, ou confortos básicos, talvez fosse assim que as pessoas fizessem em outras cidades. Vai saber. Dentre as poucas posses, ele tinha um par de luvas grandes e vermelhas, com cadarços brancos, boxe. Eram luvas de boxe. Eu não sabia o que isso queria dizer, mas não via a hora de saber.
Poucos dias depois da sua chegada à cidade, nós passamos a conviver e como foi fácil nos tornarmos amigos. Parece que caímos como uma luva um para o outro. Logo eu comecei a aprender a lutar, parecia que todos os sacrifícios e dificuldades da vida serviram para tornar mais fácil a minha habilidade para esse esporte. Em pouco tempo passamos a treinar todos os dias, enquanto dividíamos histórias sobre o cerrado e as coisas que andam pelo mato, falávamos até sobre lendas que outras pessoas da cidade sonhavam em esquecer.
Os anos passaram. Cada vez eu tinha de me preocupar menos com caçar ou barganhar no mercadinho da cidade pelo pão de cada dia. Boxe, o caminho para mim era o boxe.
E assim foi até o dia, muitos anos depois, da etapa regional de boxe peso-pena da cidade de Campo Formoso.
Só muito tempo depois eu descobriria a notícia a seguir, mas o importante é que eventualmente eu descobri:
Clarim Goiano
Mathias - Luvas de aço e Coração de Ouro
Mathias Oliveira venceu na noite de ontem, 22 de Junho de 1940 em Campo Formoso, a etapa regional de boxe peso-pena. A vitória suada no ringue goiano classificou o atleta para disputar o campeonato nacional.
Aquela noite seria a última em Campo Formoso, até o dia em que só existiriam noites. Depois de lutar e conseguir a vitória eu tive de ir às pressas para a rodoviária pegar o último ônibus em direção a São Paulo, consegui embarcar a tempo, mas nunca cheguei ao destino.
Quando eu desperto eu não sei onde estou e nem o que aconteceu comigo. Logo descubro que sou um monstro! Minha pele agora é fria, meus dentes parecem afiados e sinto fome de algo que nunca comi e mais do que fome, desejo.
Eu perambulo noite após noite tentando entender o que aconteceu, tentando me encontrar, mas a confusão é tanta que me perco em pensamentos e em meio todo tipo de matagal. Chama a minha atenção os diversos tipos de besta que surgem na escuridão, mas aparentemente nenhuma com coragem o bastante para se aproximar de mim.
Com o tempo aceito que agora eu sou isso...
Eventualmente eu consigo voltar pra minha cidade, entretanto ela está absolutamente abandonada.
Em busca de respostas eu acabo descobrindo na biblioteca, se é que posso chamar assim, um jornal datado de alguns anos atrás, nele a notícia: "Governador Brandão muda planos sobre ferrovia".
Certamente com essa notícia de que a ferrovia não viria mais para a cidade as pessoas largam a esperança de morar aqui e abandonam a cidade.
Desolado eu sigo em frente e chego até a minha antiga casa, quase nada foi deixado pra trás, algumas roupas rasgadas pelo chão, a parafina de várias velas e sujeira, bastante sujeira.
No meu antigo quarto eu vejo um jornal do dia seguinte da minha luta.
Na capa uma foto minha com os braços levantados comemorando a vitória, ao fundo tentando se levantar nas cordas está o meu oponente, porém eu não consigo ver o seu rosto, eu sei que está na foto, mas eu não consigo ver!
Há ainda uma outra pessoa na foto, ao fundo, na torcida que eu também não consigo ver o rosto, apenas um borrão.
Eventualmente eu sigo em frente, mas levo sempre comigo algumas coisas como lembrança da minha vida, dentre elas esse jornal.
Um dia um colega de viagem, muito talentoso na arte do desenho e pintura se impressiona com a minha história de boxeador, pelo menos com a parte que eu permiti que ele soubesse e assim ele se oferece para recriar a foto com um toque mais artístico.
No que ele faz o desenho eu consigo ver os rostos que antes apareciam borrados para mim. Eu não me lembro daqueles rostos, mas suspeito que estão ligados ao fato de que eu me tornei um vampiro.
Talvez o adversário que eu derrotei fosse um vampiro?
Apesar de a cidade ter sido abandonada, vez ou outra eu me via andando pelas redondezas, talvez a procura de um rosto familiar.
Esse desejo me foi realizado.
Certa vez enquanto observava as nuvens negras no céu, por vezes encobrindo as estrelas e a lua, fui surpreendido com uma visita inesperada.
Miguel dos Anjos, o meu antigo treinador de boxe, além da surpresa da sua presença ele também me surpreendeu a tornar algo bem claro.
Ao perceber que eu não havia chegado ao meu destino, ele se pôs a me procurar incansavelmente. Depois de duas noites me encontrou num matagal, a meio fio de distância da morte. Mesmo sabendo que o ônibus que eu havia tomado chegou ao destino, ele se sentiu tentado a procurar os destroços de qualquer que fosse o acidente em que eu havia me envolvido. O estrago era muito grande.
Ele decidiu me "salvar" e assim me transformou em um morto imortal, da morte nasceu o eu vampiro.
Ao longo dos anos ele se pôs a me ensinar o que é ser Gangrel, as leis do novo mundo e os limites dos meus novos poderes.
Eventualmente chegou a nós uma notícia que deixou Miguel extremamente transtornado, no coração do cerrado se materializaria uma nova cidade, das mais modernas, feita de rios de concreto e sem meia consideração com as terras daquele planalto. Como nenhuma flor são só espinhos, havia algo de bom nessa história. Junto com a nova capital, chegaria nessas terras um outro Gangrel chamada Annabelle, a quem sou apresentado e com quem passamos várias noites conversando sobre quem somos e principalmente sobre as implicações da nova cidade que estava nascendo. Dentro de pouco tempo a insatisfação e a irritação com relação a tudo isso cobra o seu preço e Miguel decide que deve retornar para o cerrado virgem onde certamente estará mais em sintonia com a sua natureza.
Passados alguns anos, buscando meios de aperfeiçoar as minhas habilidades medicinais eu acabei fazendo amizade com uma moça, na época, chamada Leia. Curioso como percebemos que sabíamos tantas coisas diferentes sobre as plantas do cerrado. Uma mesma planta, mas com usos totalmente distintos. Eventualmente, talvez por conta do meu carisma ou por conta euforia que Leia sentiu em poder dividir sua forma de ver o mundo com alguém, ela me confessou ser uma bruxa. Me contou com alegria sobre a sua ligação com a natureza e com os animais. Eu aproveitei a deixa para lhe contar que eu também sei um feitiço, sobre como me manter sempre jovem, mas que não poderia jamais revelá-lo sobre pena de perder o seu efeito. Ao longo de todos esses anos ela nunca me questionou, por mais que as vezes seja fácil perceber a curiosidade nos seus olhos.
Nada melhor do que o encontro de dois espíritos livres. Foi assim que a minha amizade com o Oliveira começou. Brasília se mostrou uma cidade fácil de se entediar. Isso se torna um pouco mais difícil quando você está em cima de uma moto rasgando os eixos do planalto de ponta a ponta no silêncio da noite, ouvindo apenas o borbulhar do escapamento que meio grita meio tosse como um velho fumante e alcoólatra. A lataria tremendo com o sobe e desce dos pistões a cada revolução do motor e o som rápido e curto dos postes, placas e outros veículos que ficam para trás. Pilotar é pra mim, uma daquelas coisas na vida que a gente não sabe fazer muito bem, mas se diverte fazendo. Já o Oliveira sabe o bastante para ensinar. Depois de horas pilotando, os braços ficam doloridos de tanto ler o que se escreve em braile ao longo do tempo no asfalto, costumamos ir para um mirante olhar a cidade dormir.
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2020.05.29 16:43 mateusonego Não aguento mais me arrepender

Bom dia, povo! Espero que estejam sobrevivendo aí, e bem.

TL;DR: Ateu mal-acostumado, ainda projeto o julgamento de Deus em todas as áreas e pessoas, e não suporto mais sentir culpa nem arrependimentos - o único futuro que vejo é me isolando e vivendo sozinho, sem interagir nem construir nada com mais ninguém, o que rouba todo o sentido da vida humana. Não sei mais o que fazer comigo.

Bom não tenho certeza do que eu pretendo com isso, mas eu honestamente não faço mais ideia de que direção tomar, e senti que pôr tudo pra fora pode elucidar alguma coisa. Peço desculpas desde já pela bíblia abaixo (quem ler vai rir da escolha de palavras) mas eu não sei identificar limites e necessidades ¯\_(ツ)_/¯ prefiro dar mais detalhes do que devo.
Enfim, já faz alguns anos que eu tenho depressão. Sempre fui uma pessoa muito ansiosa, a ponto de precisar me consultar a respeito algumas vezes enquanto criança. Me parece que a coisa toda começou principalmente depois que meu pai faleceu (doença cardiovascular - eu tinha 5 anos).
Eu não passava o meu dia com meu núcleo familiar (minha mãe sempre trabalhou, eu sempre fiquei com uma tia até pelo menos os 12), então ficava o dia todo na TV e quando chegava em casa a noite ia direto pro computador. Eu sou negro (sempre sozinho em espaços brancos, só bem mais tarde eu ia entender o que isso significava e começar a perceber as consequências), sempre fui mlk de prédio (cohab - de bem favorecida minha família não tem nada, mas graças a Deus nunca passamos fome), e minha mãe não percebeu o quanto eu me fechava conforme o tempo passava. Passei minha infância inteira brincando literalmente sozinho, fazendo todos os papeis etc rs e nem sei dizer o quão rápido me acostumei a passar o tempo integralmente dentro da minha própria cabeça.
Porque eu não entendi muito bem a morte do meu pai, e por conta de como eram as coisas na minha família (minha tia era paranoica, meu tio era um absoluto escroto em todas as áreas, minhas primas eram frustradas e descontavam um pouco em mim - nada demais, minha família sempre foi bastante amorosa, na verdade, não posso reclamar disso -), e por conta de eu passar uns 25% do meu tempo com minha mãe no máximo, que quando tava comigo tava cobrando sobre a escola etc, papo padrão de mãe ausente (não culpo ela em nada, minha mãe sempre foi esforçada pra cacete e lutou muito pra subir aos poucos na vida, sempre se fez o mais presente possível e demonstrou amor incondicional, sempre deixou claro que me ama não importa a merda que eu faça - mas o fato é, ela sempre me cobrou muito das coisas, não exatamente da forma mais inteligente), minha terapeuta disse que meu cérebro me responsabiliza de alguma forma pela ausência do meu pai (como se eu tivesse cometido algum erro, e por ISSO ele tivesse saído da minha vida), e hoje entendemos que meu cérebro associou toda essa mistureba como: "não posso errar, nunca, preciso ser capaz de cuidar das minhas responsabilidades, se não os outros não vão querer saber de mim, e eu ainda posso prejudicar eles, pôr o esforço deles a perder, então eu nunca posso fazer nada que não seja a melhor e mais perfeita coisa que eu poderia ter feito no momento".
Soma-se a isso o fato de minha família ser aquelas tradicionais evangélicas neo-petencostais, e toda minha insegurança foi armada e munida: eu sempre levei a coisa a sério, me esforcei para viver de acordo com filosofias ou de acordo com as conclusões que eu chegasse, achava que era questão de vida ou morte (ser salvo ou ir pro inferno) que eu ponderasse muito sobre minhas escolhas e fosse compromissado - só assim eu verdadeiramente estaria fazendo a vontade de Deus, só ignorando o mundo e as tendências e me reservando a ficar sempre na contra mão.
Eu nunca me senti bem, feliz ou satisfeito. O estado mais positivo que eu já consegui alcançar foi "conformado", mas mesmo enquanto amparado pela fé, eu não via muito sentido nas coisas, não conseguia enxergar propósito que não fosse Deus, e a forma de lidar com esse propósito - combatendo o mundo, pra convencê-lo a se salvar - me frustrava. Mas a coisa tomou outro patamar quando, depois de uns anos levando a sério a religião, eu me dei conta que não cria em mais nada. Aí, a depressão que se mascarava como descontentamento se assumiu de verdade, e só então eu reparei há quanto tempo eu andava desejando morrer mas não admitia para mim mesmo. Foi só quando eu parei de encarar o suicídio como um pecado, que eu passei a reconhecer com quanta intensidade eu sempre flertei com ele. Isso faz uns 10 anos, e de lá pra cá, a vontade de abandonar tudo só cresceu - e hoje eu sinto que isso é especialmente pq eu passei o papel de "Deus" pras outras pessoas, ou pra sociedade: cada ação minha está sendo pesada por alguém - ou será pesada por cada pessoa que passar pela minha vida - e meus acertos determinarão meu valor enquanto pessoa.
Nunca tive problemas para ter amigos, mas sempre me senti bastante deslocado (negro e cristão, né, nunca me sentia completamente pertencente). Sempre fui inseguro e sem malícia demais pra ter atitude para ter um relacionamento, e como eu era cristão e tem toda a parada de sexo etc, enfim, eu fui demorar para ter meu primeiro relacionamento, que eu abri mão pq não dava conta de quão mal eu me sentia, do quanto eu me cobrava ou me culpava por tudo, do quanto de ciúmes que eu sentia, etc.
A vida passou, eu deixei de ser cristão, comecei a entender melhor a sociedade, comecei a fumar maconha, fumei muita maconha, e no meu 3º relacionamento minha namorada percebeu que tinha coisas dentro de mim com as quais eu não sabia como lidar, e me convenceu a fazer terapia, por mim, e por nós. Eu comecei a fazer. entendi muitas das coisas que mencionei aqui, tivemos anos de muita alegria, fomos morar juntos, eu seguia com a terapia e tomando remédios etc, até que... fomos nos afastando... e eventualmente terminamos. Na época eu não sabia direito identificar o que tinha acontecido. Hoje, eu acho que fumávamos demais, eu em especial, e não estava me esforçando de verdade para estar com os outros e fazer coisas novas, eu só queria saber de fumar, tava afstando ela da família dela, enfim... provavelmente acabei entregando um relacionamento tóxico pra ela, ou até abusivo.
Eu moro sozinho há uns 2 anos e meio agora. Sigo fazendo terapia e tomando remédios (só 10 por dia). Continuo fumando maconha, pq é a única coisa que alivia o dia-a-dia, tentando reduzir bem (hoje fumo 1/3 do que fumava no começo do ano, por ex - mas ainda fumo um pouco todos os dias, e minha psiquiatra sabe). Eu sei que isso já detonou minha noção de tempo, realidade, felicidade, vida, etc... Estou ansioso num nível que, de tanto mexer o meu calcanhar, eu literalmente to com problemas pra descer escadas ou ladeiras, sei lá, meu músculo buga e começa a tremer.
Eu tive um relacionamento no fim do ano passado, mas invadi todos os espaços dela sem a menor paciência, cobrava atenção que não fazia sentido pro que tínhamos, enfim, creio que projetei uma "continuação" do meu último relacionamento, não soube identificar como recomeçar a conhecer e ficar com alguém.
Nos últimos meses minha mente abriu muito pra muita coisa, e eu deixei de me culpar de muita coisa. Entendi algumas das minhas limitações, e que eu poderia escolher a vida que eu queria levar, dia após dia, eu posso escolher como levar meus dias. Eu trabalho, pago minhas contas, tenho um relacionamento ok com minha família, não devo nada a ninguém. Entendi por ex que eu provavelmente não tinha machucado minha última companheira, mas eu sem dúvidas frustrei muito a ela e a mim, e absolutamente gratuito.
Enfim. To há mais de um ano sem conseguir dormir 5h seguidas (serião), e aí pow, quarentena, não tenho o que fazer além de pensar na vida. Antigamente eu via muitos filmes e séries, ouvia música o dia inteiro etc, ultimamente SÓ consigo ver animes (não sei se pq os episódios são curtos, por conta da variedade, se é pq eu sou uma eterna criança, se é pq eu acho mais fácil refletir em cima das problemáticas...). Não aguento mais sonhar com o passado, não aguento mais sentir saudades das pessoas que passaram pela minha vida (especialmente minha noiva), não aguento mais não ter perspectiva nem vontade de futuro. Faz alguns meses já que eu tenho certeza absoluta que só estou vivo ainda pela minha família. Eu não queria, não tenho força nem ânimo pra sonhar com nada que eu queira pra mim, ou com nada que eu acredite que possa alcançar. Eu sinto que nenhum esforço pra ser feliz ou chegar em lugar nenhum nunca vai compensar as tristezas, as dores, e acima de tudo, os arrependimentos. Por mim, posso dizer isso sem medo algum, eu já tinha ido embora há alguns meses. Tenho até umas receitas naturais salvas pro dia que a coragem chegar (mas ela nunca vai chegar, eu nunca faria isso com minha mãe e meu irmão)
O que me mata são os arrependimentos. Eu demorei, mas entendi que tem muita gente pelo mundo, e que as pessoas vem e vão mesmo, isso é inevitável, e não precisa ser negativo. Eu não tenho "medo" de nunca encontrar ninguém, por exemplo. Mas meus sentimentos de culpa são TÃO fortes que eu nunca mais quero arriscar sentir isso por ninguém. Nunca mais quero sentir que decepcionei alguém, e tb não quero me frustrar. Eu sou honesto demais (acho que deu pra perceber), e embora leia MUITO as pessoas, nunca aprendi a lidar com o ritmo do mundo ou com a relação que as pessoas tem com a própria vida - esse ano me dei conta que continuo absurdamente religioso com a vida, to tendo que desconstruir pra entender como não encarar cada segundo como uma responsabilidade de tomar a decisão certa. Mas ainda dói demais pensar que eu machuquei as pessoas, e me dar conta que eu perdi oportunidades e pessoas por ser burro e egocêntrico. Ainda encaro os acontecimentos como decisivos, ou "destino". E decidi esse ano que ia me concentrar em mim, juntar uma grana, melhorar um pouco de vida e tal - mas quarentena, e aí no meio dela eu vi o quanto eu ainda me sinto dependente da validação dos outros (é um pouco de carência tb sim, mas é realmente uma necessidade de validação absurda), e que precisava aprender a superar.
Mas os dias passam, e minha cabeça não muda: to sozinho pq fiz muita merda, pq fui ansioso e egoísta, sou estranho e introvertido demais pra me relacionar com amigos ou parceiras de qualquer grau, e, como sei que preciso ficar vivo, pelo menos até minha mãe morrer, a única estratégia que eu vejo é se eu me fechar pra todo mundo e aprender a me aceitar sozinho. E eu realmente não posso dar brechas pra ninguém participar da minha vida, pq as preocupações me consomem, e eu sinto o arrependimento antes mesmo de fazer qualquer coisa.
Bom, é isso. Se você chegou aqui, parabéns. Recomendo agora um Neil Gaiman, um C. S. Lewis, ou pq não um Marx né. Como eu disse, não sei onde eu quero chegar. Acho que só precisava pôr pra fora. Por favor fiquem mais que à vontade pra comentarem qualquer merda, não to esperando ajuda nem forças, nem compreensão na verdade, mas eu sei que vcs vão me entender (talvez eu esteja procurando perdão, ou redenção?). Se alguém tiver passado por qualqueeeeeer coisa parecida, tamos aí para conversar.
Mas é isso amiguinhos, não se deixem acumular culpas, nós raramente temos, o mundo é difícil e cruel e cada favelado é um universo em crise. Sempre erraremos e sempre teremos de dar um jeito de levantar no dia seguinte. Cabe a cada um escolher como e com quem quer fazer isso. Boa sorte pra nós, pois Brasil. Muito amor, paz e saúde.
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2020.05.18 21:59 IceFluxxx [Guia] D'Noob à Pro - Priest Build

[Guia] D'Noob à Pro - Priest Build
Olá a todos,
Notei que com a reabertura dos servidores do Florensia novas pessoas começaram a jogar. Por conta disso, e das dúvidas carregadas por esses jogadores novatos, me senti motivado a compartilhar um pouco da experiência que obtive nos últimos 3~4 anos que joguei Florensia, sem mais delongas, vamos ao tutorial:
Características da classe: Priest, segunda classe de Saint, é uma classe voltada ao suporte por possuir buffs (habilidades que por um determinado tempo aumentam sua def. física ou atk. físico em combate) e habilidades de recuperação de HP(vida), além disso a classe conta com 1 habilidade de cura a mais, em relação ao Shaman.
Prós:
  1. Possui uma boa defesa, tanto física (com auxílio de buffs) quanto mágica.
  2. Maiores curas do jogo, devido a sua habilidade passiva (Prayer).
  3. Pode ser um bom tank, devido às buffs e curas.
  4. É uma classe consideravelmente barata, ou seja, não precisa de tantos itens ou estar "full" para jogar satisfatoriamente.
  5. Pode ser razoavelmente bom em PvP e Guerras.
Acho que é isso... se lembrar de mais algum pró ou alguém citar, eu adiciono ao post.
Contras:
  1. Seus stuns não são tão efetivos.
  2. Possui um dano baixo relativamente baixo.
  3. Poucas habilidades úteis no ataque.
  4. Velocidade de movimento baixa.
  5. Difícil de upar pois, seu ataque em área precisa ser conjurado e quando os monstros te atacam a "barra de conjuração" retrocede. Ps.: Caso você tenha muita destreza, ou itens de esquiva esse problema pode ser sanado facilmente.
Caso eu lembre de mais algum contra ou alguém sugerir, atualizarei o tópico.
Dito o básico,vamos a build:
Status: O Status é uma parte bem interessante da build, no entanto, ela é regida, ou melhor, moldada pelo seu "poder de compra" no jogo, por seus recursos disponíveis. Portanto, vou apresentar alternativas fazendo as devidas considerações relacionadas aos seus recursos disponíveis.
Status 1: Para os iniciantes e/ou jogadores que não dispõem de muitos recursos(itens): No mínimo100 pontos de destreza, no máximo 125; 50 pontos em sabedoria e o restante poderão colocar em constituição.
Status 2: Para os que já possuem alguns itens de esquiva(Colares, brincos, anéis ou até mesmo alguns itens de cash que concedam esquiva): 80 pontos em destreza, 50 em sabedoria o resto em constituição.
Status 3: Para os que já possuem bons itens(Conjunto de joias do 73 com selos de esquiva , bota +6 e luva +6 ambos com selo de acerto mágico): 50 pontos em destreza, 50 em sabedoria e o resto em constituição.
Habilidades:
  • PvP, Guerras e UP:
https://preview.redd.it/hr1932spwkz41.png?width=459&format=png&auto=webp&s=ba771bb15983d7feb69d384a0f29f81ccda83880
Considerações: Essa build não é especifica, tanto serve para um PvP, como Guerras e upar, devido a AoE. Com alguns macetes é até possível solar alguns bosses de ataque físico como: Ignis. E, para os mais corajosos, é possível solar(ou quase) bosses de ataque mágico como: o Robinson.
Status recomendado: Podem escolher livremente dentre os 3 disponíveis acima, desde que atendam os requisitos.
  • Suporte, UP, Tank:
https://preview.redd.it/zrnoowqxwkz41.png?width=457&format=png&auto=webp&s=402911a6e87e1e211cc8d889774d3857a6d9ed58
Considerações: Essa build é bastante útil para dar suporte, seja em guerras ou bosses, tankar e solar bosses e, por fim, upar.
Status recomendado: Para essa build recomendo o Status 1 ou 2.
  • Totalmente Suporte:
https://preview.redd.it/y3m3wf61xkz41.png?width=457&format=png&auto=webp&s=30f015170e6652a94f770b00b0278d44bc5d09ef
Considerações: Essa build é exclusivamente para os que buscam se suporte em bosses, guerras e quaisquer outros afazeres que necessitem um jogador suporte. ESSA BUILD NÃO DEVE SER SEGUIDA INICIALMENTE POR NENHUM JOGADOR, ela se destina aos jogadores de altos leveis que necessitam de algum suporte.
Status Recomendado: Status 3.
  • Totalmente UP:
https://preview.redd.it/rtu1krl4xkz41.png?width=459&format=png&auto=webp&s=90486aed58869e8181823a2626415dad12348609
Considerações: Essa é uma build voltada para o up, sendo possível também o uso em guerras ou bosses servindo de suporte. Status Recomendado: Status 1, sendo altamente recomendável atingir o limite máximo de destreza(125).
Estratégias de Combate: Para a efetividado das táticas a seguir, recomendo fortemente o uso da build "PvP, Guerras e UP".

  • CM ou MK: Bom, contra CM/MK não há muito o que fazer. No entanto, podemos tentar... No ínicio do duelo usar Amor of Light e, se quiser, Recovery. Pois, a Recovery pode ser usada no início do duelo ou após o combo, se houver tempo.
Combo recomendado: Chain of Light, Thorn Trunk, Curse of Leaf (Se estiver com ela estantânea), Mist of Darkness e Flow, Muita flow.​
  • Shaman ou Priest: Em duelos contra essas classes, é recomendável se atentar a alguns detalhes, pois são eles que definem o vencedor. Recomendo iniciar o duelo usando Armor of Light, no entanto, o Recovery deverá ser usado apenas quando você começar a sofrer ataques de seu oponente. O Armor of Light tem 60s de duração, isso significa que durante o Armor of Light você poderá usar a Chain of Light duas vezes, devido ao seu tempo de recarga (25s). Use sua primeira Chain of Light nos primeiros 5 segundos do duelo e a segunda assim que a habilidade recarregar, dessa forma, após o final do seu Armor of Light, que é o momento onde os oponentes costumam concentrar seus ataques mais fortes, você poderá interrompê-los com a Chain of Light e recuperar seu HP totalmente. Nota: Após o final de seu Armor of Light, espere seu HP chegar na metade, para assim usar a Chain of Light, por último use a Recovery. Poderá também usar a Thorn Trunk e se afastar de seu oponente, impedindo-o de desferir ataques contra seu personagem, ou simplesmente "correr" até que o Armor of Light esteja novamente recarregado. Outra coisa importante, aplicável não somente ao duelo contra Shamans ou Priests, é usar a Chain of Light e depois sentar para recuperar seu HP/MP, dessa forma você não precisará usar poções de MP durante o duelo ou gastar mais MP recuperando o próprio HP.
Combo recomendado: Levando em consideração o que foi dito acima, esse continua sendo o combo recomendado: Chain of Light, Thorn Trunk, Curse of Leaf (Se estiver com ela estantânea), Mist of Darkness e Flow, Muita flow.​
  • SnipeExcava: Contra essas classes não tem segredo, é bom apenas se atentar ao Crimson Dust do Excavator que reflete 100% do dano infligido contra ele, além disso o duelo é bem tranquilo. Sempre que for Atingido por Poison Bullet, Gás Bomb use o Cure, pois geralmente após essas habilidades os Excavatos lançam o Crimson Dust e você não consegue removê-lo diretamente por conta das habilidades venenosas anteriores. Já em relação a um duelo contra sniper, apenas Thorn Trunk e Flow já tiram bastante HP dele. É IMPRESCÍVEL começar o duelo com Armor of Light e Recovery contra ambas as classes, com uma atenção especial ao Sniper que pode te dar um dano absurdo caso você esteja sem o Armor of Light. Outra dica que se aplica aqui também é a contagem do delay da Chain of Light baseando-se na duração do Armor of Light, é bom sempre tê-lo como referência. Dessa forma, no final do Armor of Light você terá a Chain of Light para parar seu oponente e conseguir recarregar seu HP.
Combo recomendado: Chain of Light e Flow, caso eles tentem correr, usa-se Thorn Trunk.​
  • GladiatoGuardian S.: Não querendo menosprezar essas classes, mas esse é um duelo relativamente fácil. Até mesmo sem o Set é possível ganhar dessas classes facilmente, se valendo apenas dos trunfos: Reflete + Cura. Não tenho muito a acrescentar aqui, poderão usar táticas semelhantes as citadas anteriormente para duelos contra SnipeExcavator. Um breve adendo, quando o GS usar Absolut Defence, vocês poderão usar Thorn Trunk para trava-lo no chão e para gerar dano, apenas habilidades que tenham dano por segundo Ex.: Flow of Darkness e Mist of Darkness.
Combo recomendado: Chain of Light e Flow, caso eles tentem correr, usa-se Thorn Trunk. ​Bom, é isso... Na verdade nesse tópico não contém tudo o que tem de ser aprendido por quem quer jogar com a classe, mas já da uma bela vantagem. Espero que gostem e que seja bastante útil. Ps.: Builds que funcionam para o meu modo de jogar, podem não funcionar para o seu. Portanto, esse post não tem como objetivo ditar o caminho a ser seguido pelos jogadores ao elaborar suas respectivas builds. Tenho em mente que build é algo muito pessoal e, de certa forma, é inerente ao modo que você está habituado a jogar. Dessa forma, o post foi feito apenas com o intuito de nortear suas decisões iniciais, para que assim, possa encontrar por conta própria a build que se encaixe no seu modo de jogar, a build perfeita.

(c) iBest
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2020.05.16 04:43 altovaliriano Os Fantoches de Gelo e Fogo (Parte 1)

Texto em inglês: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/134726-the-puppets-of-ice-and-fire/
Author: KingMonkey
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– Você não é alta demais – Dunk replicou. – Você tem a altura certa para... – Percebeu o que estava prestes a dizer e corou furiosamente.
– Para? – perguntou Tanselle, inclinando a cabeça de modo inquisidor.
– Fantoches – ele completou sem convicção.
(O Cavaleiro Andante)
O fantoche em questão é o pobre e apaixonado Dunk. Duncan, o Pateta, Dunk, o Alto, cabeça-dura como uma muralha do castelo, um homem simples ao redor do qual grandes eventos giram. Não é por algo que Dunk faz que rebeliões florescem e se espalham, ou que os príncipes morrem ou se tornam reis aonde quer que ele vá. Ele não faz essas coisas acontecerem, embora ele seja o meio pelas quais elas acontecem. Ele dança enquanto o destino puxa suas cordas de marionetes para um lado e para o outro. Ele é o Bobo do Destino.
As histórias de Dunk e Egg funcionam como uma espécie de microcosmo do mundo do fogo e do gelo; vinhetas que informam e dão informações. Eles são um modo de GRRM poder explorar seu mundo paralelamente, espelhando, mas não interferindo no enredo dos livros principais. Se Dunk é um fantoche, todos os ‘jogadores’ das Crônicas também são? É um espetáculo de pantomimeiro, GRRM gosta muito de nos lembrar. Talvez ele esteja nos dizendo mais do que pensamos.
O que segue abaixo não é tanto uma teoria; mais uma observação. Existe um padrão de eventos que podem ser encontrados repetidos em ASOIAF e, o que quer que isso signifique, parece estar conectado aos mistérios principais da saga. Eu suspeito que efetivamente é o mistério principal da saga.
Esses ecos podem ser um dispositivo puramente literário, um uso de paralelismo para reunir idéias compartilhadas. Pode ser algo um pouco maior. Um ritual em que as pessoas se deparam, mais ou menos acidentalmente, mais ou menos conscientemente. Ou pode ser um desses eventos criados pelas ondulações mágicas no rio do tempo, que fazem com que eventos se repitam como ecos antes e depois. Ou talvez seja uma história, desesperada para ser contada, vazando nas narrativas de muitos personagens e moldando as histórias deles a sua imagem e semelhança. Talvez seja uma mistura disto tudo.
Cada vez que vemos esses eventos ecoarem, alguns detalhes são compartilhados e outros são alterados. É como se a história estivesse lutando para ser realizada, mas o ritual nunca é realmente cumprido. Entre as lutas pessoais dos personagens que lemos, há uma luta maior que eles estão lutando sem saber. Um destino que puxa suas cordas de marionetes e os faz dançar ao som da canção de gelo e fogo.
Tudo parecia tão familiar, como um espetáculo de pantomimeiros que ele já vira antes. Só que os pantomimeiros haviam mudado.
(ADWD, Um Fantasma em Winterfell)
Tudo começa com a Torre da Alegria. A linguagem que Martin usa no sonho de Eddard é diferente de quase tudo que há nos livros. É um sonho, com certeza, mas há mais do que isso. A linguagem é ricamente poética de uma maneira que Martin raramente emprega, e o diálogo é altamente antinatural e ritualístico. Tudo na maneira como está escrito grita que é altamente importante para o leitor.
A cena da Torre da Alegria é apresentada a nós como um mistério e parece ter uma conexão com o subjacente tema central de fogo e gelo. As pessoas gastam muito tempo tentando analisar essa cena vital da Torre da Alegria, mas geralmente perdem um ponto importante: os eventos na Torre da Alegria não são únicos.
Ao longo do texto, há vários ecos da Torre da Alegria, cenas que à primeira vista não parecem relacionadas, mas compartilham uma conexão às vezes muito clara. Quando começamos a procurar qualquer padrão, é inevitável encontrá-los em todos os lugares. Encontrar padrões e paralelos é o truque favorito do cérebro. Por esse motivo, peço cautela com o que você está prestes a ler. Mas acho que você concordará que pelo menos a maior parte disso é real, porque se encaixa um pouco bem demais para não ser.
Não sou a primeira pessoa a notar pelo menos alguns desses ecos. Muitas pessoas já examinaram as idéias discutidas aqui antes. Nem tudo é de forma alguma novo, mas se alguém já juntou tudo isso antes, eu nunca vi. É algo que vale a pena fazer, porque ajuda a contextualizar muitas idéias e teorias diferentes,
O primeiro desses ecos acontece logo após o sonho de Ned Stark e é fácil de entender, porque o próprio Ned percebe que é um eco.

Os quatro grandes

1 - A Fortaleza de Maegor
Os aposentos reais ficavam na Fortaleza de Maegor, um maciço e quadrado forte que se aninhava no coração da Fortaleza Vermelha por trás de muralhas com três metros e meio de espessura e um fosso seco coberto de espigões de ferro, um castelo dentro do castelo. Sor Boros Blount guardava a extremidade mais afastada da ponte, com a armadura de aço branco que o fazia parecer um fantasma à luz da lua. Lá dentro, Ned passou por dois outros cavaleiros da Guarda Real: Sor Preston Greenfield estava ao fundo das escadas, e Sor Barristan Selmy esperava à porta do quarto do rei. Três homens de manto branco, pensou, recordando, e sentiu-se atravessado por um estranho frio.
(AGOT, Eddard XIII)
A coisa mais importante sobre esse eco é que o GRRM nos diz que está lá. O frio de Ned ao ver a conexão em si convida o leitor a reconhecer esse eco e procurar mais. Pouco depois de ter seu sonho, Ned entra em uma torre guardada por três guarda-reis, para ver um ente querido moribundo (Robert é "mais próximo que um irmão"). Existem mais conexões do que aquelas quando olhamos mais de perto.
Sete pessoas foram citadas fora os três guardas reais e o "irmão" moribundo: Ned: Cayn, Tomard, Cersei, Pycelle, Varys e Renly. Sete e três, como no sonho. Ned exige saber onde estava a Guarda Real quando os eventos que àquele momento aconteceram ("Onde estava Sor Barristan e a Guarda Real?" vs. "eu me pergunto onde estariam"). O quarto cheira a sangue. Ned faz uma promessa. Estes são todos os elementos compartilhados com a sequência Torre da Alegria. GRRM nos diz o seguinte: “Prometa-me, Ned, disse a voz de Lyanna num eco".
Existem outros elementos compartilhados também? Não sabemos tudo o que aconteceu no Torre da Alegria, então talvez alguns desses eventos desconhecidos também ecoem aqui. Robert fala com Ned sobre seus preparativos para o funeral, como Lyanna fez também. Ele até decide preservar a vida de uma criança Targaryen, parente de Rhaegar. As últimas palavras de Roberts são "Tome conta dos meus filhos por mim". As palavras de Lyanna poderiam muito bem ter sido bastante parecidas.
2 - O sonho de Cersei
Sonhou um sonho antigo, sobre três garotas com manto marrom, uma velha encarquilhada e uma tenda que cheirava a morte.
Sonhava um sonho antigo: três garotas de mantos marrons, uma velha rabugenta e uma barraca que cheirava a morte.
(AFFC, Cersei VIII)
O sonho de Cersei, onde ela se lembra de sua visita a Maggy, a Rã, parece ter pouca conexão com a Torre da Alegria, mas reproduz grande parte da linguagem do sonho de Ned. Temos que olhar um pouco mais de perto para ver os paralelos.
Cersei e suas duas companheiras fazem três. Elas não são guardas-reais, mas estão usando mantos. Em uma estranha inversão da Torre da Alegria, as três são quem tentam entrar, em vez dos que estão vigiando. Ficamos "No sonho, os pavilhões eram sombreados, e os cavaleiros e servos por quem passavam eram feitos de névoa", obviamente remanescente dos de Ned. "No sonho, os pavilhões encontravam-se cobertos de sombras, e os cavaleiros e criados por que passavam eram feitos de neblina".
Não há torre aqui, eles entram em uma tenda. Há alguém deitado na cama naquela barraca, mas é uma maegi, e não uma garota moribunda, embora a barraca cheire a morte. Como na Torre da Alegria, há quatro perguntas e há sangue. Recebemos um eco final com "Mas, no sonho, seu rosto se dissolveu, derretendo-se em fios de névoa cinzenta até que tudo o que restou foram dois olhos vesgos e amarelos, os olhos da morte", em comparação com o sonho da Torre da Alegria, "Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue, azul como os olhos da morte."
Há tantos detalhes diferentes aqui que é o eco fica distante, mas óbvio. Pode nos dizer algo mais sobre o original. As perguntas de Cersei são sobre os filhos que ela acredita que terá com Rhaegar. Embora ela seja uma das três, Cersei é um tipo de substituto para Lyanna. Lyanna roubou dois reis de Cersei, e isso faz de Cersei uma espécie de Lyanna mal-sucedida. Talvez então esse eco, apesar da linguagem obviamente semelhante, seja um exemplo de uma falha desse ritual, ou ciclo de eventos, ainda em desdobramento.
3 - A batalha no bordel
Outro desses ecos ocorre antes mesmo de chegarmos ao sonho de Ned, tornando-o particularmente difícil de identificar (o crédito vai para Pretty Pig, acredito, por achar esse).
Em A Guerra dos Tronos, cap. 35, Ned Stark visita um bordel. Enquanto estava lá, Ned prometeu a uma garota que seu filho bastardo não ficaria desamparado, ela sorriu um sorriso que "lhe destroçara o coração", e seus pensamentos voltaram-se para Lyanna, depois para Jon e depois para Rhaegar. Este é um paralelo óbvio ao encontro de Ned com Lyanna, mas o paralelo da Torre da Alegria está longe de terminar por aqui. Depois de deixar o bordel, Eddard é abordado por Jaime, e a cena é bastante familiar.
As conexões aqui precisam de um pouco mais de concentração, mas a primeira é bem clara. Jaime veio exigir o retorno de seu irmão, que foi sequestrado enquanto viajava perto de Harrenhal. Ned foi a Torre da Alegria para exigir o retorno de sua irmã, que foi seqüestrado enquanto viajava perto de Harrenhal.
Existem outros links também. Os oponentes de Ned estão encobertos, embora sejam mais escarlates do que brancos. Os homens de Ned estão a cavalo, mas as pessoas contra quem ele luta estão a pé, na vida como era em seu sonho. Há um Lannister (Jaime) que não está a pé, como se quisesse chamar a atenção para o seu cavalo, que é mencionado várias vezes. O cavalo é um "garanhão baio puro-sangue" ou, em outras palavras, um garanhão vermelho, como o "grande garanhão vermelho" de Lorde Dustin, o único cavalo descrito no sonho da Torre da Alegria.
Nós temos “os homens de Ned tinham puxado as espadas, mas eram três contra vinte" aqui, como " Os espectros de Ned puseram-se ao seu lado, com espadas fantasmagóricas nas mãos. Eram sete contra três". Se você tem alguma dúvida em ralação à discrepância nos números, pergunte-se por que o GRRM optou fazer com que Ned visse a luta em termos de vinte contra três, quando, na verdade, havia quatro homens lá. Ned esqueceu de se contar.
Temos "fantasmas em mantos vermelhos", que soam familiares em razão da referências a sombras / névoa / espectros que vemos no sonho da Torre da Alegria e de Cersei. Ned é acompanhado por Jory Cassel aqui, como foi acompanhado pelo pai de Jory na torre. Oito homens morreram na luta, exatamente como na Torre da Alegria.
4 - A Tenda da Alegria, os Dançarinos de gelo e fogo
Como você tem uma Guarda Real se não for um rei? Se você é um khal, em vez disso, você tem companheiros de sangue e Drogo tinha três. Cohollo, Qotho e Haggo encontram seu fim lutando fora de uma barraca; lá dentro, alguém está morrendo de febre. Os paralelos aqui são muitos e os eventos claramente mágicos por natureza.
No capítulo 64 de A Guerra dos Tronos, podemos estar diante do evento original que ecoou para trás e para a frente no tempo, ou da realização que mais chegou perto do ritual que o destino demanda que seja realizado, ou de um negativo sombrio do Torre da Alegria.
Os três Companheiros de Sangue são reflexos sombrios dos três guardas reais na Torre da Alegria. Cohollo, lembremos, é um homem velho. Como o "velho Sor Gerold Hightower", temos o "velho Cohollo". Qotho é temível com o arakh, como Dayne era um temível com a espada: "Qotho dançou para trás, fazendo girar o arakh por cima da cabeça num borrão cintilante, rilhando como um relâmpago, quando o cavaleiro arremeteu numa investida. Sor Jorah fez a melhor parada que foi capaz, mas os golpes sucediam-se tão depressa que parecia a Dany que Qotho tinha quatro arakhs em outras tantas mãos" (AGOT, Daenerys VIII). Dayne "tinha um sorriso triste nos lábios", enquanto "os lábios de Qotho mostraram seus dentes tortos e escuros numa terrível caricatura de sorriso". A luta no Torre da Alegria começa quando Dayne puxa sua espada. A luta na tenda quando Qotho puxa seu arakh. A espada de Dayne está "viva de luz". O Arakh de Qotho era um “borrão cintilante, brilhando como um relâmpago”.
Diante dos três estão sete: Jhogo, Aggo, Jorah, Rakharo, Dany, Quaro e Mirri Maz Duur. Apenas seis mortes ocorreram na barraca: Rhaego, Cohollo, Qotho, Quaro, Haggo e o cavalo de Drogo, mas houve mais duas mortes temporariamente suspensas, Mirri Maz Duur e Drogo, para compor as oito:
[Daenerys]: Diga-me lá outra vez o que salvou.
– A sua vida.
Mirri Maz Duur soltou uma gargalhada cruel.
– Olhe para o seu khal e veja de que serve a vida quando todo o resto desapareceu.
(AGOT, Daenerys IX)
Dany recusa a sugestão de Jorah de fugir para Asshai, como os três guarda reais não fogem. Lorde Dustin tinha um "grande garanhão vermelho" na Torre da Alegria. O "grande garanhão vermelho" de Drogo é sacrificado na barraca.
Na Torre da Alegria, "Ned colocara depois a torre abaixo, e usara suas pedras sangrentas para construir oito montes sepulcrais no topo daquela colina.". A tenda de "sedareia salpicada de sangue" de Drogo desempenha um papel semelhante. Em sua pira funerária, Dany queima os tesouros de Drogo... e o primeiro item mencionado é sua tenda.
No Torre da Alegria havia um "céu riscado de sangue", na tenda o "céu era de um vermelho ferido".
"Dentro da tenda, as sombras rodopiavam" ecoam na iconografia de sombras que vimos na Torre da Alegria, no sonho de Cersei e na Batalha no Bordel.
Um dos detalhes mais intrigantes e intricados da cena da barraca é: " Dentro da tenda, as formas dançavam, escuras contra a sedareia, rodeando o braseiro e o banho sangrento, e algumas não pareciam humanas. Vislumbrou a sombra de um grande lobo, e outra que era como um homem envolvido em chamas".
O próximo capítulo de Dany começa com seu próprio sonho febril. No sonho, Drogo desaparece com as estrelas, Jorah desvanece, Viserys queima, Dany queima, Rhaego queima e Rhaegar queima. O homem envolto em chamas é um Targaryen, o lobo é obviamente um Stark. Não é exagero dizer que na Torre da Alegria, um grande lobo e um homem de fogo dançaram também.
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2020.04.04 12:04 brewingwally Q&A Interview with the DEVS - DRLUPO (Translated PT-BR)

Hey peeps,
I haven't seen one in English yet but I was aiming to have a translated (summarized) transcript of the interview that happened last night on DrLupo's channel on twitch. My goal was to spread that information to the Brazilian community since I know this is, most likely, going to be huge in Brazil and in the world - to be honest.
For reference, the VOD link: https://www.twitch.tv/videos/582471212?t=06h52m10s
All in all, you will find the transcript below. It is not word for word but I believe it is a good concise version of the interview.

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Galera BR,
Resolvi postar o transcript dessa entrevista com os DEVs que aconteceu no canal do DrLupo ontem à noite. Não é uma tradução de palavra por palavra porém algo mais resumido. Espero que esteja claro e minha tradução foi bem mais resumida mesmo até porque foi uma conversa bem informal. Caso tenha interesse, o link está aí acima.

Terminei tudo por volta das 5 da matina então me desculpem por erros de português. Vou dar uma olhada assim que puder e arrumar os errinhos bobos.

O intuito conforme dito acima é disseminar informação. Tem muita pergunta boa e respostas boas que confirmam muita coisa. Eu to numa hype danada pra esse game e creio que muita gente esteja no mesmo barco. Pronto. Vamos à elas.

1) Quanto tempo eles pretendem ter o closed beta para valorant e no dia 7 de Abril, quantas keys ou accesso serão disponibilizados para players?
Não temos um número exato, porém nós estamos lançando o game no verão. No dia 7 iremos começar a deixar mais jogadores entrarem no closed beta. Não temos um número certo, porém será mais do que o dobro de hoje (25k segundo a internet).
Após o dia 7 de Abril, eles vão continuar liberando acesso dias após para aumentar o número de jogadores na closed beta.
2) Qual é o modelo financeiro sendo que o game é free to play? Como que a RIOT vai fazer $$$?
O plano de monetização vai ser parecido com o que é implementado em League of Legends, basicamente no escopo de comésticos. O plano que eles tem envolve ter um passe de batalha.
* No pay to win* RNG Loot boxes não estarão no game.
3) Quais seus planos para Ranqueadas?
Também chamado de "Ratings", não estará disponível no dia 1 quando o closed beta for lançando. Estará disponível um pouco mais adiante porque eles querem que os jogadores foquem em aprender o game sem a pressão de ranqueadas.
4) Qual é o processo de matchmaking?
Tanto para casuais ou ranqueadas, jogadores poderão criar grupos de até 5 pessoas e procurar partidas da mesma forma.
5) DrLupo - "Então se eu procurar partidas sozinho, terei chances de encontrar partidas contra um grupo fechado de 5 pessoas?" ?
Sim. Porém existem alguns detalhes do processo por trás do panos para melhorar a experiência dos jogadores e ajudar a balancear as partidas.
6) As Ranqueadas são baseadas em algum processo que jogadores já conhecem ou foi algo novo criado do 0?
Um pouco dos dois. Algumas coisas foram tiradas do League of Legends e outras foram adaptadas ou criadas para esse game em específico.
7) Número de Mapas quando for lançado?
4 Mapas.Eles querem focar em menos mapas porém de qualidade. Não querem ter 20 onde os jogadores odeiam 17.
8) Número de agentes?
10 quando o closed beta for lançado. Eles não tem um número certo para o lançamento ainda.
9) Vai rolar open beta?
Dificilmente. Querem explorar apenas o closed beta.
10) Data de lançamento para o game? ou continuamos com o lançamento no verão?
Continuam com a previsão de lançamento no verão mesmo com as circunstâncias negativas do momento.
11) O game tem aim assist?
Não.
12) Vocês tem planos para dar suporte a jogadores com controles?
Existe um suporte básico, porém nada além disso.
13) Planos para consoles?
Estão extremamente focados no PC. Estão prototipando para ver se é possível porém eles não querem lançar algo em outras plataformas onde acham que a estratégia competitiva pode sofrer consequências. Eles vão continuar explorando para ver se é possível no futuro.
14) Planos para MacOS?
Sem planos para MacOs. O foco é só PC.
15) Como que o backend funciona? Network supersampling e o tick do servidor?
(Houve uma explicação de como isso tudo funciona)
Resumo:
- Tick do servidor vai ser 128.
- Se alguém está com problemas de conexão, o servidor deles vai tentar prever aonde esse jogador vai estar sem dar a sensação de que o jogador está desaparecendo na sua tela e reaparecendo em outro lugar.
- Segundo eles, a sincronização entre o game cliente e o servidor vai ser quase idêntico. Isso significa que quando o jogador der um tiro, raramente terão a sensação de que o tiro não foi registrado. Exemplo: você claramente acertou o tiro no boneco, mas nada aconteceu porque o servidor ignorou o registro.
16) Já fizeram testes globais de conexão?
Já fizeram testes em muitas áreas e problemas sempre irão existir. O problemas que já foram detectados, já foram resolvidos. Esperam poder testar mais e mais áreas durante o closed beta para testar se o que construíram está funcionando corretamente.
17) Planos para a expansão de servidores para evitar latência?
Eles querem primeiro entender o porque existe a latência e tentar resolver da melhor forma possível. Sim, expansão está nos planos.
18) Regiões? América Latina? E outras regiões?
O plano sempre foi lançar o game no verão na escala global. Vão continuar a introduzir mais regiões nos próximos meses. No closed beta, eles gostariam de testar mais regiões porém, com com a pandemia do CODIV-19 no planeta, os planos estão sendo adiados porque dependem de seus parceiros para ajudar a montar a infraestrutura.
19) o matchmaking de jogos causais também são baseados em skills?
Sim!
20) ANTI-CHEAT e o sistema chamado Fog of War?
Resumo: Tem um time dedicado para montar um sistema para conter os hackers e o sistema chamado fog of war, basicamente esconde as informações de outros jogadores no seu game cliente até que eles estejam perto o suficiente, impossibilitando ou dificultando bastante o uso de wallhacks por exemplo.
21) Planos para novos agentes, mapas, e armas?
Sim, temos para agentes e mapas. Para armas, não por enquanto a menos que exista alguma oportunidade durante o lançamento.
22) Ainda sobre anti-cheat, qual que é a política de assédio no game? Existe alguma maneira de reportar jogadores? Vocês tem explorado bans por hardware também?
Estão explorando bans por hardware e estão levando super a sério os bans nos hackers para manter a integridade competitiva no game. Assédios serão levados a sério e existe um sistema in-game. O grande foco é impedir que jogadores quebrem ou perturbem o game dos outros.
23) existe alguma opção parar impedir de jogar com o mesmo jogador várias vezes? Existe alguma função para bloquear de jogar com certos jogadores?
Vão explorar mais a frente. Resposta não tão clara. A respeito de game com hackers, assim que for detectado pela RIOT, o game vai parar. O hacker vai sofrer as consequências e a partida não vai contar.
24) Ajuste de FOV?
Todos estarão na mesma escala que vai ser 103. O intuito, de novo, é focar no competitivo e existe uma certa vantagem em poder ajustar o FOV do seu game client.
25) Suporte para Resoluções? Ultra wide? 4:3? 16:10?
Não vai ter suporte para 4:3 esticado ou stretched. 16:9 e 16:10 ta incluso. A razão por não dar suporte a resoluções esticadas são as mesmas usadas no FOV. Para não esticar os pixels na tela e dar uma vantagem a jogadores.
26) Planos para modo de espectador? Ou modo replay?
Sim, eles tem planos para ter um modo espectador quando o game for lançado e querem explorar a funcionalidade de Replay só depois do lançamento.
27) Planos para modo criativo como em Fortnite? Surfing e outros? Vai ter uma lista de servers?
Não existe lista de servers. Tudo vai rodar nos servidores de RIOT. Não existe planos para modo criativo ou etc no momento.
28) Suporte para daltônicos?
Sim, a funcionalidade já está presente.
29) Existe algum suporte para jogadores cegos? Visualização de som?
Estão explorando formas de ajudar jogadores a entender os sons dentro do game. Algumas coisas são bastante visuais.
30) streamer mode? Escondendo seu nome e de outros jogadores?
Estão explorando mas ainda não sabem quando estará pronto.
31) E jogadores que quitaram no meio do jogo? Ou perto do final?
Estão testando algumas funcionalidades já. Por exemplo, quando detectarem um jogador está afk ou outra que se desconectou, como eles vão garantir que o time dessa pessoa que saiu vai conseguir continuar com o game de uma forma sustentável? Para achar a melhor forma, vão precisar de feedback da comunidade.
Pessoas que saírem vão receber uma penalidade.
32) Certamente existe um grupo de crianças que irá tentar derrubar os servidores no dia do lançamento? A RIOT está preparada pra isso?
Sim. Se prepararam da melhor forma possível. Em adição, estão levando consigo a experiência adquirida em 10 anos de League of Legends.
33) Existirá alguma variação entre sensibilidade do mouse em vertical ou horizontal?
Por agora, só existe um ajuste global para ambos. Porém, estão dispostos a viabilizar dependendo da reação da comunidade do game.
34) Base de dados da RIOT. Existirá alguma API pra facilitar o job de alguns sites na coleção de estatísticas e etc?
O time da RIOT está trabalhando duro para fazer isso acontecer. Ainda não tem uma data específica, porém esperam estar pronto durante o lançamento.
35) Quais são os planos da RIOT para a frequência de atualizações do game?
Ainda não tem um plano certo, porém sabem que querem lançar dois tipos de updates: hotfixes e updates de balanceamento. Os planos são para faze-los frequentemente.
36) Planos para mudar a posição das armas no seu agente? Por exemplo, altera a visão para a mão esquerda?
Estão olhando por enquanto. Não foi algo que foi construído desde o início, porém viram que jogadores tinha uma preferência depois de um tempo. Não sabem se estará presente durante o lançamento ainda.
37) Planos para desabilitar quando a arma reflete o movimento do jogador (indo pra cima e pra baixo o tempo todo) ? (Por exemplo: o movimento da cabeça do seu herói no Apex legends)
Vão conversar entre si pra viabilizar a funcionalidade.
38) Quando você está mirando com a sniper, um pontinho vermelho aparece no centro da mira e desaparece quando você se move? Existe alguma maneira de trocar essa funcionalidade entre si? Quando você se move, o pontinho vermelho aparece e quando você para desparece?
Certamente podem dar uma olhada e ver como podem melhorar.
39) Planos para por LORE no game? Muita gente gosta de criar uma conexão com seus agentes e entender suas histórias
Sim. Eventualmente. Querem que os jogadores foquem em aprender o jogo e joguem por enquanto. Também reconhecem que os jogadores gostam de saber mais sobre os agentes, então vão introduzir o lore com o tempo.
40) Outras empresas com Bungie, gostam de por infográficos e roadmaps para suas comunidades a respeito de seus games. A RIOT tem planos parecidos?
Já conversaram entre si a respeito dessa ideia e gostariam de se tornar previsíveis a ponto de poder fazer o mesmo. Ainda não podem prometer algo assim, mas querem chegar no mesmo patamar.
41) Existe planos para por algum website onde jogadores podem chegar o status dos servidores da RIOT?
Estão pensando em soluções para resolver esse problema para jogadores e sabem da importância e querem construir algo que dê essa visibilidade para a comunidade.
42) Existe suporte para jogos em LAN?
É difícil dar suporte para algo assim e o foco deles é totalmente diferente levando em consideração que tudo é conectado a conta da RIOT. Não ficou claro, porém existe a possibilidade.
43) Mouse acceleration? Aceleração de mouse?
Não
44) Planos para outros modos de jogos que já foram vistos nas streams?
Não podem comentar ainda.
45) Planos para detectar contas smurf ou boosting?
Sabem que smurf pode ser um problema e estão trabalhando em como detectar logo cedo contas smurf e parte disso já está implementada em seus servidores no sistema de matchmaking. Por fim, estão sempre a procurar de formas a melhorar a experiência dos jogadores.
46) existe algum sistema para a votação de mapas?
Por enquanto não por conta do número baixo de mapas. Estão abertos a introduzirem essa funcionalidade dependendo da quantidade de mapas no futuro.
47) E-SPORTS?!?!
RIOT estará publicando diretrizes de torneis em breve inicialmente. Querem saber o que a comunidade quer do game em relação a esports. A RIOT tem bastante experiência já e querem saber e entender o que a comunidade quer esperar e ter do game. Confirmaram que já estão pensando e confirmaram que deveriam investir nisso, porém não querem forçar na comunidade.
48) Partidas personalizadas?
Sim!
49) Existe algum tipo de restrição de idade para campeonatos no futuro?
Não tem a menor ideia ainda. Não estão nesse ponto ainda.
50) Caso você tenha conseguido entrar no closed beta, você vai ter algo em especial te aguardando dentro do game? Algum cosmético ou coisa?
Sim. Tem uns negócios lá (não foi comentado se é um cosmético ou não). Eles sempre gostam de retribuir a aqueles que estão ajudando-os.
51) Existe planos para skins de armas e agentes?
Skins de armas, certamente.
“Skins de agentes é complicado. A inclinação é dizer: sim, certamente teremos. Porém temos que pensar na naturalidade do cenário competitivo. A menos que consigamos fazer da maneira correta, não iremos adiante para não cagar no game.”.
52) Planos para eventos dentro do game? Baseado em estações? Etc?
Sim.
“Nós adoramos festas! Sim!”
53) Vocês estão batendo de frente com CS:GO. Algumas coisas estão sendo executadas de forma espetacular e outras nem tanto em comparação com CS:GO. O jogo foi inspirado em CS? Vocês têm o intuito bater de frente com CS? Lupo diz – “Nós nunca vimos ninguém construir um tactical shooter assim antes. Nunca. Vocês são os primeiros a fazerem isso!”
u/riotsupercakes – “Nós não conversamos a respeito do que o sucesso seria caso tirássemos CS:GO da jogada ou se tirássemos todos seus jogadores. Não é assim que trabalhamos. Nós temos várias pessoas no nosso time que jogam CS religiosamente e eles amam o jogo e nós estaríamos mentindo caso disséssemos que não houve inspiração em CS. Eu não quero tenhamos essa imagem que nosso objetivo é destruir o CS. Não é assim que pensamos e não é seu objetivo.”
u/riotziegler – “Nós estamos desenvolvendo esse game justamente por amamos esses games. De repente é um pouco ingênuo de nossa parte porque jogadores irão fazer comparações... nosso objetivo é criar um tact-shooter que abraça mais a criatividade que jogadores trazem para o game.”
54) Última: Caso você perca a conexão e caia da partida, você pode voltar?
Sim!
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.01 02:36 altovaliriano O corvo (de sangue) de Jeor Mormont

Texto original: shorturl.at/lpA19
Autor: Desconhecido
Título original: Examining Bloodraven, Part 5: Corn

Este post examinará o uso do corvo do Lorde Comandante Jeor Mormont por Corvo de Sangue ao longo da série e o que podemos aprender sobre Corvo de Sangue a partir de seu uso do pássaro. Para mim, a maior evidência que Corvo de Sangue está entrando na pele do pássaro é o seu pedido constante por milho.
No primeiro sonho de Bran sobre o corvo de três olhos, Corvo de Sangue também pede milho a Bran. Penso que esta evidência (e outras que apresentarei mais tarde) indicam que Corvo de Sangue está se entrando na pele do corvo de Mormont e não um Bran do futuro, como alguns sugeriram.
Alguns podem perguntar, se Corvo de Sangue está realmente na pele do corvo, por que ele não diz as coisas com mais clareza? Eu acho que existem algumas respostas para isso.
Em primeiro lugar, ele não quer que as pessoas comecem a suspeitar que há um humano controlando o pássaro, o que pode levá-lo a perder os olhos, os ouvidos e a voz limitada que tem com o Lorde Comandante.
Em segundo lugar, sabemos por Bran, Jon, Arya e Varamyr Seis-Peles que, quando eles entram na pele, assumem algumas características do animal e o efeito é amplificado ao longo do tempo. Provavelmente, Corvo de Sangue está cuidando dessa ave há tanto tempo, que de vez em quando começa a fazer coisas de corvo.

A Guerra dos Tronos

Jon Snow apresenta o leitor a Mormont e seu corvo quando são enviadas notícias de que Bran está vivo. Jon observa:
Jeor Mormont, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite, era um homem áspero e velho, com uma imensa cabeça calva e uma desgrenhada barba cinzenta. Tinha um corvo pousado no braço e alimentava-o com grãos de milho.
– Ouvi dizer que sabe ler – sacudiu o corvo, e a ave bateu as asas e voou até a janela, onde pousou, observando Mormont tirar do cinto um rolo de papel e entregá-lo a Jon. “Grão”, resmungou o corvo em voz roufenha. “Grão, grão.”
Acho muito curioso que, na primeira vez em que encontremos Jeor Mormont, Martin passe mais tempo nos falando sobre o corvo do que sobre o Lorde Comandante da Patrulha da Noite. Isso reforça ainda mais minha crença de que tudo o que o corvo faz é importante. Depois que Jon termina de ler a carta, ele pontua que Bran vai viver. Mormont diz que o garoto será aleijado, mas Jon não se importa e nem o corvo:
O corvo voou até seu ombro, gritando “Viver! Viver!”.
Como mentor de Bran, é claro, Corvo de Sangue só se importa com o fato de que o garoto vivera, não se ele será incapaz de andar novamente.
Quando o lorde comandante conta a Tyrion sobre o desaparecimento de Waymar Royce e se chama de tolo. O corvo concorda:
“Tolo”, concordou o corvo. Tyrion ergueu o olhar. O pássaro o olhou com aqueles olhos negros, pequenos e brilhantes, agitando as asas. “Tolo”, gritou de novo.
Tenho a impressão de que, na segunda vez em que o corvo diz tolo, ele está dirigindo esse comentário a Tyrion, em parte porque o pássaro está olhando diretamente para ele. Se Corvo de Sangue já sabe como Tyrion negligenciará a Muralha quando ele é Mão do Rei, apesar de ver a condição da Patrulha da Noite e se sentir desconfortável ao olhar além da Muralha, faria sentido que ele o considerasse tolo.
Curiosamente, quando Mormont inspeciona os cadáveres encontrados no bosque de represeiro ao norte da Muralha, o corvo não está com ele. Corvo de Sangue obviamente teria acesso a esse cenário através da rede de represeiros, então ele não envia o corvo. Talvez ele soubesse que todos os homens em Castelo Negro deviam ver as criaturas por si mesmos e, portanto, não usariam o corvo para aconselhá-los a serem queimados. Mais tarde, no capítulo em que a notícia da morte de Robert e da prisão de Ned chega à Muralha, o Corvo está esperando na luz solar de Mormont:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
Achei interessante que o corvo ainda peça por milho, mesmo que tenha acabado de ser alimentado. Isso me diz que pode haver mais na palavra do que simplesmente pedir comida. Enquanto a conversa continua, o corvo permanece em silêncio até Mormont dizer:
– Seu dever agora é aqui – lembrou-lhe o Senhor Comandante. – Sua vida antiga terminou quando vestiu o negro – sua ave soltou um eco rouco. “Negro.”
Corvo de Sangue está lembrando Jon de seu dever para com a Patrulha. Além disso, isso me diz que Corvo de Sangue acredita que Jon precisa permanecer na Muralha, pois é aí que seu destino acontecerá de um jeito ou de outro, junto à Patrulha da Noite. Jon deixa Mormont e desce para brigar com Sor Alliser Thorne. Quando Mormont chega, diz a Jon:
– Disse-lhe para não fazer nada estúpido, moço – resmungou o Velho Urso. “Moço”, papagueou o pássaro.
Corvo de Sangue expressando sua decepção por Jon. Ele precisa que ele cresça e rápido. Quando Jon permanece em sua cela, eventualmente, Fantasma percebe que algo está errado e Jon começa a se aproximar dos aposentos do Lorde Comandante quando:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É claro que isso acontece quando o cadáver de Othor tenta matar o Lorde Comandante Mormont. Corvo de Sangue está tentando acordar o Lord Commander para que ele possa se defender e também alertar qualquer pessoa que esteja por perto criando uma algazarra. Eventualmente, Jon chega a enfrentar Othor e, durante a longa batalha da qual não sinto vontade de transcrever o corvo grita: grão. Lorde Comandante Mormont ainda não está acordado neste momento e Corvo de Sangue está tentando acordá-lo, mas eventualmente ele chega na sala nu com uma candeia de azeite:
Jon tentou gritar, mas não tinha voz. Pondo-se em pé com dificuldade, chutou o braço para longe e arrancou a candeia das mãos do Velho Urso. A chama tremeluziu e quase se extinguiu. “Queime! ”, grasnou o corvo. “Queime, queime, queime! ”
Rodopiando, Jon viu as cortinas que arrancara da janela. Atirou com ambas as mãos a candeia para cima do monte de pano. Metal rangeu, vidro estilhaçou-se, óleo derramou-se e as cortinas se transformaram numa enorme chama.
Quando uma fonte de fogo surge, Corvo de Sangue entra imediatamente em ação e diz a Jon o que fazer para matar a criatura. Claramente, este não é um corvo falante normal; na verdade, ele dá bons conselhos em momentos de crise. Ele sabe o que fazer e quando fazê-lo. Para qualquer leitor neste momento, o corvo é claramente mais do que aparenta. No próximo capítulo de Jon, ele pergunta a Mormont se eles receberam uma ave com notícias de seu pai, no que o corvo de Mormont responde:
“Pai”, escarneceu o velho corvo, inclinando a cabeça enquanto passeava pelos ombros de Mormont. “Pai.”
O pássaro está provocando Jon sobre seu pai, porque Corvo de Sangue, como será visto inúmeras vezes, sabe que Eddard não é o pai de Jon (sim, pressuponho que R+L=J seja verdade, mas não quero discutir isso aqui).
Eventualmente, Mormont diz:
Temos sombras brancas na floresta e mortos irrequietos que caminham furtivamente por nossos salões, e é um rapaz que ocupa o Trono de Ferro – disse, desgostoso.
O corvo riu estridentemente. “Rapaz, rapaz, rapaz, rapaz.”
Até Corvo de Sangue sabe que Joffrey é um idiota! Mas também mostra a opinião de Corvo de Sangues sobre o assunto. Ele sabe que o reino precisa estar unido sob um forte líder para enfrentar os Outros, mas o que eles têm é Joffrey e uma guerra civil. Então, Mormont oferece Garralonga a Jon, causando o corvo entrar em erupção em ataques de:
“Tome”, repetiu o corvo num eco, arranjando as penas com o bico.
Tome, tome.
Corvo de Sangue quer que Jon pegue a espada. Acho que isso mostra que ele sabe que Jon precisará de Garralonga no futuro. O que me faz duvidar que Corvo de Sangue planeje dar Irmã Sombria a Jon (presumindo que ele ainda a possua). Eventualmente, Mormont explica sua razão:
Lutou bravamente… e, mais importante, pensou depressa. Fogo! Sim,maldição. Já devíamos saber. Devíamos ter lembrado. A Longa Noite já caíra antes. Ah, oito mil anos é bastante tempo, com certeza… mas, se a Patrulha da Noite não recorda, quem recordará?
“Quem recordará”, concordou o corvo falador. “Quem recordará.”
O fato é que foi o corvo que disse a Jon para queimar Othor, e agora ele está basicamente respondendo a Mormont: "Eu lembrei, eu e os Filhos da Floresta, e salvamos sua pele".
Depois que Jon faz sua rápida fuga para o sul e é trazido de volta, Mormont diz que ele sabia disso o tempo todo, eles acabaram conversando.
Acha que seu tio Benjen foi o único patrulheiro que perdemos neste último ano?
Ben Jen”, crocitou o corvo, inclinando a cabeça, com pedacinhos de ovo caindo do bico. “Bem Jen. Ben Jen.”
– Não – disse Jon. Tinha havido outros. Muitos.
– Julga que a guerra do seu irmão é mais importante que a nossa? – ladrou o velho.
Jon mordeu o lábio. O corvo bateu as asas em sua direção. “Guerra, guerra, guerra, guerra”, cantou.
Achei as menções de Corvo de Sangue sobre Benjen particularmente interessantes. A partir dessa passagem, senti que Corvo de Sangue sabe exatamente o que está acontecendo com Benjen, mas está mantendo isso perto de seu peito por enquanto, todavia acho que ele revela uma pista interessante nos livros logo depois:
– O senhor seu pai o enviou até nós, Jon. O motivo, quem poderá dizê-lo?
Por quê? Por quê? Por quê?”, gritou o corvo.
Acho que Corvo de Sangue sabe exatamente o que Jon está fazendo na Muralha e por que Ned o enviou para lá. Observe que, embora Martin use pontos de interrogação, ele não diz que o corvo pergunta usando o verbo [no original em inglês, diferente da tradução em português, só há um ponto de interrogação, no terceiro “por quê”]. Acho que o modo como Martin escolhe o verbo sempre que escreve o que o corvo diz é importante para decifrar o significado de suas palavras.

A Fúria dos Reis

O corvo aparece pela primeira vez em A Fúria dos Reis quando Jon leva Sam a Mormont com os mapas que Sam tinha a tarefa de encontrar para a grande patrulha. Mormont está decepcionado com os mapas:
– Estes são velhos – queixou-se Mormont, e o corvo serviu de eco com um grito penetrante de “Velhos, velhos”
Acho que é provável que os mapas sejam da época em que Corvo de Sangue era Lorde Comandante. Mapas mais recente não são mencionados e duvido que alguém como Corvo de Sangue se contentasse em estar às cegas. Ele gostaria de mapas atualizados para seus patrulheiros e que estes mapas estivessem na galeria para quando chegasse a hora em que seriam necessários. O comentário do corvo sobre a idade dos mapas parece indicar isso.
Mormont começa a contar a Jon Snow como propuseram a Meistre Aemon que sentasse no Trono, e recebemos uma informação interessante:
Aerys casou com a irmã, como os Targaryen costumavam fazer, e reinou durante dez ou doze anos.
Mormont está falando de Aerys, o rei a quem Corvo de Sangue serviu como Mão. Não conhecemos outras Mãos de Aerys I e, embora isso não diga muito, sabemos que Corvo de Sangue foi nomeado Mão logo após Aerys subir o trono, portanto, seria razoável supor que Corvo de Sangue foi Mão durante todos os dez ou doze anos do reinado de Aerys.
No final da aula de história de Mormont sobre os reis Targaryen:
[...] até Jaime Lannister pôr fim à linha dos Reis-Dragão.
“Rei”, crocitou o corvo. A ave atravessou o aposento privado e foi pousar no ombro de Mormont. “Rei”, voltou a palrear, pavoneando-se de um lado para outro.
– Ele gosta dessa palavra – Jon sorriu.
– Uma palavra fácil de dizer, e fácil de gostar.
“Rei”, a ave voltou a se manifestar.
– Acho que ele deseja que tenha uma coroa, senhor.
– O reino já tem três reis, e isso são dois a mais para o meu gosto.
Mormont afagou o corvo sob o bico com um dedo, mas os olhos nunca deixaram Jon Snow.
Aí está Corvo de Sangue, nos fornecendo mais provas para R+L=J. O corvo diz rei depois que Mormont afirma que os reis Targaryen estão todos mortos. Se Lyanna se casasse com Rhaegar, Jon seria o herdeiro do trono, presumindo-se que Aegon seja uma fraude (e acho que aí está mais uma evidência de que é).
Durante a patrulha, os membros da Patrulha da Noite admiram o grande represeiro em Brancarbor:
– Uma árvore velha – Mormont estava montado, franzindo o cenho. “Velha”, concordou o corvo empoleirado no seu ombro. “Velha, velha, velha.”
– E poderosa – Jon conseguia sentir o poder.
Provavelmente Corvo de Sangue viu através desta árvore desde as suas origens e sabe quantos anos ela tem. Enquanto a patrulha está olhando a vila:
“Foram” gritou o corvo de Mormont, esvoaçando até o represeiro e empoleirando-se acima de suas cabeças. “Foram, foram, foram.”
Corvo de Sangue está dizendo a eles exatamente o que aconteceu em Corvarbor, já que ele provavelmente viu através do represeiro. Mormont decide que não acamparão em Brancarbor, mas:
– Procure Tarly e certifique-se de que ele ponha isto a caminho – Mormont disse enquanto entregava a mensagem a Jon. Quando assobiou, o corvo desceu batendo as asas e foi pousar na cabeça do cavalo. “Milho”, sugeriu a ave, balançando-se. O cavalo relinchou.
Novamente, vemos o uso da palavra milho do corvo no momento em que estão prestes a enviar uma mensagem com informações incompletas.
Eventualmente, a Patrulha chega à Fortaleza de Craster, onde:
– São poucos aqui, e isolados – disse Mormont. – Se desejar, destacarei alguns homens para os escoltarem para sul até a Muralha.
O corvo pareceu gostar da ideia. “Muralha”, gritou, abrindo as asas negras como se fossem um colarinho elevado atrás da cabeça de Mormont.
[...]
A mulher passou a língua por lábios finos.
– Este é o nosso lugar. Craster nos mantém a salvo. É melhor morrer livre do que viver como um escravo.
“Escravo”, o corvo resmungou.
Corvo de Sangue claramente acha que seja melhor que Craster e suas esposas vão para a Muralha. Ele provavelmente sabe o que Craster tem feito pelos Outros e enviá-lo para a Muralha acabaria com isso. Ele também comenta como as esposas de Craster são escravas. Quando eles saem da Fortaleza, Jon diz a Mormont:
– Ele dá os filhos à floresta.
Um longo silêncio. E então:
– Sim – “Sim”, o corvo resmungou, pavoneando-se. “Sim, sim, sim”.
Corvo de Sangue está muito ciente do que Craster está fazendo e provavelmente sabe muito mais sobre o que acontece com esses filhos do que nós.
Eventualmente, a Patrulha atinge o Punho dos Primeiros Homens. Jon e Mormont conversam sobre Benjen Stark,
– Sim – Jon respondeu –, mas… e se…
– … estiver morto? – Mormont concluiu, num tom que não era desprovido de gentileza.
Jon confirmou, relutante, com a cabeça.
“Morto”, disse o corvo. “Morto. Morto.”
– Pode vir mesmo assim até nós – o Velho Urso disse. – Como fez Othor, e Jafer Flowers. Temo isso tanto quanto você, Jon, mas temos de admitir a possibilidade.
“Morto,” crocitou o corvo, sacudindo as asas. A voz da ave subiu de intensidade e tornou-se mais estridente. “Morto.”
Eu acho que essa é uma evidência muito forte de que Corvo de Sangue acha que Benjen está morto. Para mim é difícil de admitir porque sempre esperei que ele voltasse, mas acho essa evidência muito forte. Eventualmente, Qhorin Meia-Mão e os homens da Torre Sombria chegam ao Punho. Qhorin começa a conversar com Mormont, sobre esperar no Punho até que os patrulheiros explorarem as Presas de Gelo. Isso leva o corvo de Mormont a dizer:
“Morre”, resmungou o corvo, percorrendo os ombros de Mormont. “Morre, morre, morre,morre.”
Corvo de Sangue sabe que destino aguardará muitos daqueles que ficam no Punho quando os Outros atacam ou durante a marcha de volta à Muralha.

A Tormenta de Espadas

Primeiro encontramos o corvo em ASOS durante o prólogo de Chett. Depois que Chett não encontra nenhuma caça, Mormont diz:
Podíamos ter ficado todos melhores com um pouco de carne fresca. – O corvo em seu ombro inclinou a cabeça e ecoou: “Carne. Carne. Carne”.
Eu acho que isso é Corvo de Sangue prenunciando o que acontecerá com os amotinados que traem Mormont. Eles são comidos por Bran, Meera, Jojen, Hodor e Verão. Mormont faz seu discurso dizendo aos homens o plano de enfrentar Mance Rayder que alguém grita:
– Vamos morrer. – Era a voz de Maslyn, verde de medo.
“Morrer”, gritou o corvo de Mormont, batendo as asas negras. “Morrer, morrer, morrer.”
É claro que muitos desses homens estão prestes a morrer, e o próprio Maslyn morre durante a batalha no Punho.
Quando a Patrulha finalmente retorna à Fortaleza de Craster, Craster anuncia:
– Tenho um filho.
“Filho”, crocitou o corvo de Mormont. “Filho, filho, filho.”
Novamente, o corvo mostra muito interesse nos filhos de Craster, dizendo que ele sabe exatamente o que acontece com eles. Durante o funeral de Bannen, Mormont diz:
– E agora terminou a sua vigia – ecoou Mormont.
“Terminou”, gritou seu corvo. “Terminou.”
Acho que aqui Corvo de Sangue está indicando que a vigia de Mormont está prestes a terminar devido ao motim. Depois do fim do motim, quando Gilly está com ele, ela diz:
– [...] Se não o levar, eles levam.
– Eles? – disse Sam, e o corvo ergueu a cabeça negra e repetiu, numeco: “Eles. Eles. Eles.”
Durante essa conversa, o pássaro continua avisando a Sam que ele precisa sair e seguir para a Muralha com a garota. É claro que Corvo de Sangue não quer que os Outros levem outro filho de Craster. Se Corvo de Sangue estivesse realmente trabalhando com os Outros, não acho que ele tentaria levar aquela criança de volta à Muralha. Após o motim, o corvo de Mormont não é visto por muito tempo até a escolha do próximo lorde comandante:
O caldeirão estava no canto junto à lareira, uma enorme coisa negra de fundo redondo, com duas enormes alças e uma tampa pesada. Meistre Aemon disse algo a Sam e Clydas, e eles agarraram as alças e arrastaram o caldeirão para a mesa. Alguns dos irmãos já estavam fazendo fila junto aos barris de penhores quando Clydas tirou a tampa e quase a deixou cair em cima do pé. Com um grito roufenho e um bater de asas, um enorme corvo saltou de dentro do caldeirão. Voou para cima, talvez em busca das vigas, ou de uma janela por onde escapar, mas não havia vigas no porão e também não havia janelas. O corvo estava encurralado. Crocitando ruidosamente, voou aos círculos pela sala, uma, duas, três vezes. E Jon ouviu Samwell Tarly gritar:
– Eu conheço aquela ave! É o corvo de Lorde Mormont!
O corvo pousou na mesa mais próxima de Jon. “Snow”, crocitou. Era uma ave velha, suja e enlameada. “Snow”, voltou a dizer, “Snow, snow, snow”. Caminhou até a borda da mesa, abriu de novo as asas e voou para o ombro de Jon.
Lorde Janos Slynt sentou-se tão pesadamente que fez tum, mas Sor Alliser encheu a adega com uma gargalhada zombeteira.
– Sor Porquinho pensa que somos todos tolos, irmãos – disse. – Ele ensinou à ave este truquezinho. Todos eles dizem snow, é só ir à colônia e escutar com seus ouvidos. A ave de Mormont sabia mais palavras além dessa.
O corvo inclinou a cabeça e olhou para Jon. “Grão?”, disse com ar esperançoso. Quando não obteve nem grão nem uma resposta, soltou um cuorc e resmungou: “Caldeirão? Caldeirão? Caldeirão?”
Corvo de Sangue claramente quer que Jon seja Lorde Comandante e manipula o voto para que ocorra. Por que o corvo quer Jon especificamente como Lorde Comandante? Eu penso que Corvo de Sangue acha que a identidade de Jon (outro produto dos Primeiros Homens e Valirianos) o faz importante também. Além disso, Corvo de Sangue provavelmente está usando informações das quais não temos conhecimento para tomar sua decisão.

A Dança dos Dragões

Em ADWD, o corvo trata Jon como Mormont, acompanhando-o e grasnando conselhos. A certa altura, Jon percebe:
O corvo de Mormont o olhava com astutos olhos escuros, e então voou até a janela.
– Você acha que sou seu servo? – Quando Jon abriu a janela com seus grossos painéis de vidro amarelo em forma de diamante, o frio da manhã bateu em seu rosto. Respirou para limpar os vestígios da noite enquanto o corvo voava para longe. Esse pássaro é muito espertinho. Tinha sido companheiro do Velho Urso por longos anos, mas isso não o impedira de comer o rosto de Mormont quando ele morreu.
Jon pode ser o servo [thrall, no original em inglês] de Corvo de Sangue em alguns aspectos, porque ele é subconscientemente influenciado pelo corvo. Eu não acho que Corvo de Sangue esteja entrando na pele de Jon ou algo assim, mas ele está influenciando suas decisões através dos corvos. Ele sabe que algo não está certo com aquele corvo, mas não faz nada a respeito.
Eventualmente, Jon ordena a Sor Alliser Thorne que saia em uma patrulha:
– Então o garoto bastardo vai me mandar para a morte.
Morte, gritou o corvo de Mormont. Morte, morte, morte.
Você não está ajudando. Jon espantou a ave.
Isso me diz que Corvo de Sangue espera que Sor Alliser morra em sua patrulha (ainda a ser conhecido) ou acha que Jon realmente quer que Sor Alliser morra nessa missão. Jon acha que ele pode não gostar de Sor Alliser, mas que nunca desejaria um irmão morto. No entanto, também pensa:
Thorne está em mãos melhores do que merece.
e
Oito homens de bem, pensou, e um... bem, veremos.
Acho que Jon quer que Sor Alliser morra, mas não se sente confortável em admitir. Entretanto, Corvo de Sangue vê através dele.
Depois que Jon recebe uma surra de "Camisa de Chocalho” no pátio:
Ficarão amarelas antes de sumir – ele disse para o corvo de Mormont. – Parecerei tão doentio quanto o Senhor dos Ossos.
Ossos, a ave concordou. Ossos, ossos.
É a primeira vez que o corvo diz ossos. Eu acho que provavelmente Corvo de Sangue sabe que Mance ainda está vivo e não é o Senhor dos Ossos, no entanto, o corvo especificamente concorda, então é possível que Melisandre o tenha enganado – mas eu realmente duvido disso. Não quero dizer que Corvo de Sangue é onipotente, mas como alguém treinado no uso de seduções [glamours, no original], duvido que ele seja enganado por alguém. Eventualmente, Jon pensa no que pode esperar por Arya em seu casamento com Ramsay:
Certa vez ele pedira a Mikken para fazer uma espada para Arya, uma lâmina de espadachim, feita num tamanho menor para caber na mão dela. Agulha. Ele se perguntava se ela ainda a possuía. Espete neles a ponta aguçada, dissera a ela, mas se ela tentasse espetar o Bastardo, isso poderia custar sua vida.
Snow, murmurou o corvo de Lorde Mormont. Snow, snow.
Acho que Corvo de Sangue está tentando lembrar Jon de que ele é um Snow, não um Stark e, ligado à Patrulha da Noite, deve esquecer de Arya em seu dever como um homem da Patrulha.
Eventualmente, Jon trata Tycho Nestoris, do Banco de Ferro de Bravos. Nestoris diz:
Se ele [Stannis] se provar mais digno da nossa confiança, é claro que teremos grande prazer em lhe emprestar toda a ajuda de que ele necessitar.
Ajuda, o corvo gritou. Ajuda, ajuda, ajuda.
[...] Haverá um preço.
Preço, gritou o corvo de Mormont. Preço, preço.
Corvo de Sangue sabe que o Banco de Ferro ajudará Stannis e está mostrando que eles também podem ajudar a Muralha. Ainda assim, sabe que há um preço. No entanto, o corvo grita “ajuda” uma vez a mais do que “preço”, então eu acho que Corvo de Sangue está tentando dizer a Jon para aceitar o preço inevitável, porque eles precisam da ajuda.
Jon recebe notícias de que uma garota foi encontrada ao sul da Muralha:
– Uma garota? – Jon se sentou, esfregando o sono dos olhos com as costas das mãos. – Val? Val retornou?
– Não é Val, ‘nhor. Foi deste lado da Muralha.
Arya. Jon se endireitou. Tinha que ser ela.
Garota, gritou o corvo. Garota, garota
Corvo de Sangue está tentando deixar Jon saber que a garota não é Arya, mas na verdade é Alys Karstark.
Quando Jon vai encontrar Tormund Giantsbane fora da Muralha, ele pensa:
Fantasma era a única proteção que Jon precisava; o lobo gigante podia farejar seus inimigos, mesmo aqueles que escondiam sua inimizade atrás de sorrisos.
Mas Fantasma tinha partido. Jon tirou uma das luvas negras, colocou dois dedos na boca e deu um assobio.
– Fantasma! Comigo.
De cima veio o súbito som de asas. O corvo de Mormont voou do galho de um velho carvalho para pousar na sela de Jon. Grão, gritou. Grão, grão, grão.
O fantasma não é a única proteção de Jon. Corvo de Sangue tenta cuidar dele também em situações perigosas. Ele ajudou com o morto-vivo e pode facilmente alertar as pessoas sobre o perigo através do pássaro.
Depois que Jon acorda de um sonho sobre matar lutando com uma espada flamejante sozinho na Muralha, ele acorda e:
Levantou-se e vestiu-se na escuridão, enquanto o corvo de Mormont reclamava pelo quarto. Grão, a ave dizia, e Rei e Snow, Jon Snow, Jon Snow . Aquilo era estranho. A ave nunca dissera seu nome completo antes, pelo que Jon se lembrava.
O corvo dizendo isso logo após esse sonho é muito significativo. O corvo está novamente dizendo que Jon é o rei, mas dizê-lo logo após um sonho que parece terrivelmente com a profecia de Azor Ahai me diz que Corvo de Sangue tinha alguma idéia do que Jon estava sonhando e queria imprimir nele sua própria importância. Como Jon observa, esta é a primeira vez que o corvo diz seu nome completo.
Depois que Jon volta de tentar convencer Selyse sobre outra expedição da Hardhome e ignora o conselho de Melisandre, ele volta aos seus aposentos para descobrir:
O grande lobo gigante branco não parava quieto. Andava de um lado para o outro do arsenal, passava pela forja fria e voltava.
– Calma, Fantasma. – Jon chamou. – Quieto. Senta, Fantasma. Quieto. – No entanto, quando tentou tocá-lo, o lobo se eriçou e mostrou os dentes. É aquele maldito javali. Mesmo aqui, Fantasma pode sentir seu fedor.
O corvo de Mormont parecia agitado também. Snow, a ave gritava. Snow, Snow, Snow. Jon o espantou, pediu para Cetim acender o fogo e depois ir atrás de Bowen Marsh e Othell Yarwyck.
Tanto o Fantasma quanto o corvo estão agitados e agindo de forma estranha, mas Jon não entende a deixa. Eles estão tentando avisá-lo do perigo. Isso ocorre pouco antes de ele convidar o homem que acabará se voltando contra ele para seus aposentos.
Eventualmente, Jon está se encontrando com Tormund Terror do Gigantes e eles têm a seguinte conversa:
Garotas, gritou o corvo de Mormont. Garotas, garotas.
Aquilo fez Tormund gargalhar novamente.
– Agora, eis um pássaro com juízo. Quanto quer por ele, Snow? Eu lhe dei um filho, o mínimo que podia fazer era me dar o maldito pássaro.
– Eu daria – disse Jon –, mas provavelmente você o comeria.
Tormund rugiu daquilo também.
Comer, o corvo disse, sombriamente, batendo as asas negras. Grão? Grão? Grão?
Imediatamente depois disso, Jon recebe a "Carta Rosa". E não ouvimos nem vemos mais nada do corvo pelo resto do capítulo. O que isso significa? Por que a única coisa que o corvo diz, em advertência, é "Milho"? Voltando a A Guerra dos Tronos, há duas explicações possíveis:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
O corvo usa milho como mentira aqui, ele acabou de comer, mas está pedindo comida. Poderia ser Corvo de Sangue tentando indicar a Jon que a carta é uma falsa manobra, como muitos teorizaram. E:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É quando Mormont está sendo atacado pelo morto-vivo. O corvo grita “Grão” como um aviso. Jon deve se lembrar disso. Ele costuma pensar na noite em que lutou contra o morto-vivo. Ele deve poder fazer a conexão de que “grão” é um aviso. Eu acho que esse é o aviso e que Jon não faz nada acerca ele. Eu acho que Corvo de Sangue estava tentando protegê-lo e avisá-lo, mas novamente ele não queria se arriscar a revelar mais sobre o corvo, pois sabe que Jon já tem suas suspeitas sobre isso. Isso me leva a algumas outras possibilidades:
  1. Talvez Corvo de Sangue soubesse que Jon tinha que morrer ou sofrer uma traição, mas queria avisá-lo. Quando Jon voltasse, estaria mais aberto a ouvir o corvo, supondo que Jon seria capaz de juntar as peças.
  2. Corvo de Sangue é limitado por Melisandre. Até onde eu sabia, o corvo de Mormont nunca interage ou está presente em volta de Melisandre. Sabemos que Melisandre queimou a águia de Orell durante a batalha na Muralha, portanto ela deve saber reconhecer os troca-peles. Corvo de Sangue não quer arriscar que isso aconteça e, quando Jon vai fazer seu discurso para a Patrulha e os selvagens, o corvo fica para trás porque Melisandre está presente. Isso daria credibilidade à ideia de que Melisandre seria de alguma forma responsável pelo que acontecesse com Jon e que desempenhará um papel em trazê-lo de volta. Eu acho que essa é a opção mais provável.

Conclusões

O corvo é o meio pelo qual Corvo de Sangue mantem um olho na Patrulha e influencia sutilmente o Lorde Comandante. Ele dá dicas de verdades maiores, mas não as revela completamente para manter sua posição. O uso mais direto de sua influência foi ao instalar Jon como Lorde Comandante. Isso me diz que ele queria Jon neste cargo. Juntamente com seus esforços para levar o filho de Craster à Muralha [...], me diz que Corvo de Sangue não está trabalhando com os Outros como alguns têm sugerido.
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2020.01.01 21:40 altovaliriano O Norte não é lugar para um Peixe Negro

Link: https://towerofthehand.com/blog/2012/08/14-north-is-not-for-blackfish/index.html
Autor: Klaus (colaborador da Tower of the Hand)

Como a maioria dos leitores, tenho algumas idéias sobre onde Brynden Tully, o Peixe Negro, foi depois de sua fuga de Correrrio. Há muito tempo penso que ele iria para o Norte e procuraria Jon Snow, ou pelo menos apareceria em Winterfell. Essas idéias se expandiram tanto, que em certo ponto de A Dança dos Dragões, eu realmente acreditava que ele era o "Fantasma de Winterfell" (se é que essa pessoa misteriosa realmente existe). Mas, depois de procurar mais evidências, cheguei a outra conclusão.
A idéia de que Peixe Negro possa dizer a Jon que ele foi legitimado como herdeiro de Robb é atraente para todos os fãs dos Stark-Tully, mas isso pode não ser tão realista quanto parece. Embora ainda seja possível que o Peixe Negro rume para o Norte, é muito mais provável que ele vá para outro lugar.

Por que não o Norte?

Primeiro, alguns argumentos contra Brynden Tully ter atravessado o Gargalo, muito menos ter seguido para o Norte.
1) Os leitores não sabem ao certo se Brynden Tully sabe que Jon Snow é o herdeiro de Robb Stark (supondo que isso seja verdade). Robb tomou a decisão quando estava a caminho das Gêmeas, enquanto Brynden permaneceu em Correrrio como Protetor das Marcas Meridionais. Eles podem ter falado sobre isso com antecedência e ele até pode supor isso, mas Brynden não poderia ter 100% de certeza. Após a decisão, Robb enviou apenas dois navios com "suas ordens" (uma carta nunca foi mencionada). Um foi comandado por Galbart Glover , o outro por Maege Mormont. Deveriam seguir para a Atalaia da Água Cinzenta e depois contar a Howland Reed e os senhores do Norte sobre as intenções de Robb. Ainda não sabemos o que aconteceu estes dois. O resto dos comandantes auxiliares de Robb foram mortos ou capturados no Casamento Vermelho, portanto nenhum deles poderia ter informado Peixe Negro. Porém, há uma maneira de ele saber: Edmure poderia ter contado a ele quando se encontraram antes de sua fuga de Correrrio - mas meu próximo argumento contradiz isso.
2) O próximo ponto que sustenta a idéia de que Brynden não sabe que Jon é o herdeiro de Robb: ele recusou a maneira mais fácil de contatar Jon. Jaime Lannister lhe ofereceu salvo conduto caso entregasse o castelo e tomasse o negro. Muito pode ser dito sobre Brynden Tully, mas ele não é estúpido. Por que "fugir" à noite pelo rio frio, quando ele poderia ter dito ‘Ok, aceito sua oferta’? Claro, ele não confia em Jaime, mas poderia ter negociado termos adicionais. Por exemplo, ele poderia ter insistido em guardas adicionais de casas mais confiáveis ​​do que os Lannister ou os Frey para acompanhá-lo até a Muralha (Marbrand, por exemplo).
3) Brynden Tully é filho das Terras Fluviais e passou grande parte de sua vida adulta no Vale, tendo sido comandante lá por um longo tempo. Mas ele é um estranho para o Norte e para os senhores que lá governam. Ele não pode saber qual senhor está do lado de Bolton ou Karstark e quem ainda é um fiel da Stark (algo que até mesmo o leitor, como espectador externo, não sabe ao certo).
4) As palavras dos Tully são "Família, Dever, Honra". Quaisquer que sejam as intenções de Brynden, a família sempre virá em primeiro lugar. Sua teimosia provavelmente o impediria de ver alguém, exceto os filhos de Catelyn e Lysa, como sua família direta. Jon Snow (mesmo que ele seja realmente o único filho restante de Ned Stark) é um bastardo, e um bastardo STARK. Então, Jon Snow nunca contará como um membro da House Tully. Brynden até diz a Jaime que ele não confia em Jon. Com Hoster e Catelyn mortos, Edmure preso e todas as crianças Stark presumivelmente mortas, ele tem apenas uma parte de sua família sobrando - sua sobrinha Lysa e seu sobrinho-neto Robert “Passarinho” Arryn. Pelo menos Robert Arryn ainda está vivo quando ele deixa Correrrio. Não sabemos se ele ouviu falar da morte de Lysa.
5) Simples razões geográficas. É um longo desde Correrrio, especialmente sozinho, escondido e sem um cavalo. E o Gargalo foi fechado ou guardado pelas forças de Bolton (dependendo da linha do tempo) no momento de sua fuga.

Quatro teorias prováveis

Eu realmente não penso mais que o Peixe Negro irá para o Norte. Mas ainda acredito que ele aparecerá em algum lugar e fará alguma coisa. Talvez surpreenda a todos. Minhas idéias (da mais provável e plausível para a menos) são:
Teoria A: Ficar por perto
O movimento mais provável é que Brynden tenha ficado em algum lugar próximo, se escondendo e angariando apoio, indo para a guerra de guerrilha. O lugar mais fácil para ele fazer isso é nas Terras Fluviais. É a região de sua Casa. Ele conhece a terra e as pessoas o conhecem. Como Tully, ele pode encontrar apoio aqui. Lannisters e Freys não são os governantes mais populares. Mesmo que encontrar ajuda com o povo se torne difícil (os plebeus sofreram por sua teimosia), os senhores podem ser mais tolerantes. Peixe Negro apoiou a causa de defender sua terra natal. Jaime Lannister também acha que é isso que está acontecendo, chegando a mencionar quando o vemos em A Dança dos Dragões.
Considerando-se a visão de George RR Martin de construir uma história instigante, isso poderia ser particularmente interessante, porque com Jaime, Senhora Coração de Pedra, Brienne, Gendry, Genna Lannister (a nova Senhora de Correrrio), um monte de Freys e a Irmandade sem Estandartes, teríamos um bom número de protagonistas em uma pequena área. Um encontro de Peixe Negro com Senhora Coração de Pedra poderia dar uma boa reviravolta à história. A atitude do Peixe Negro se encaixaria no padrão ‘não perdoar’ / ‘não esquecer’ da Irmandade.
Teoria B: A estrada da montanha
Ele poderia lutar ou esgueirar-se pela Estrada de Altitude e entrar no Vale. Quando chegasse ao Portão Sangrento, ele certamente já teria ouvido falar da morte de Lysa. Portanto, a segurança de seu sobrinho-neto pode se tornar seu objetivo principal. Ele poderia até pedir ajuda a Petyr Baelish. Não sabemos o que ele pensa sobre Mindinho. Talvez eles estejam em bons termos? Caso contrário: ele simplesmente precisa encontrar alguns senhores que não estão muito felizes com Mindinho como governante (por exemplo, o restante dos Senhores Declarantes).
No Vale, ele certamente sabe quais senhores seriam os melhores para pedir abrigo (por exemplo, Bronze Yohn Royce?). Talvez alguns deles até queiram seguir Robb. Ele pode encontrar apoiadores neles. A tia de Jaime, Genna, disse algo nesse sentido. Ela temia que, se Edmure fosse morto e Brynden sobrevivesse, este último reivindicaria Correrrio em nome dele ou de Robert Arryn. Isso significa implicitamente que Genna acha que ele procuraria abrigo no Ninho da Águia.
Os leitores sabem que Brynden tem outra coisa a fazer no Vale: se ele encontrar Sansa (mesmo pela primeira vez), ele é um dos poucos que a reconheceriam imediatamente como filha de sua mãe. Com Mindinho, Sansa, Harry o Herdeiro, Mya Stone, Passarinho, Bronze Yohn, os Senhores Declarantes e Peixe Negro, a configuração do Vale também pode ser interessante em termos narrativos.
Teoria C: Procure o cranogmano
Brynden poderia procurar Howland Reed e encontrar um lugar seguro em Atalaia da Água CInzenta. Isso ainda é possível. Mas para onde ir a partir daí? Ele conhece Howland Reed e como encontrá-lo? Mesmo os senhores do Norte não reconhecem a importância de Reed (Robb teve que explicar isso para eles em um dos últimos capítulos de Catelyn). Como o Blackfish sabia que Howland poderia ser a chave para o Norte e que poderia ter algumas informações valiosas? Fora isso, a resistência no Norte ainda não havia construído uma base comum quando ele escapou de Correrrio (nem mesmo até certo ponto de A Dança dos Dragões).
Os Reeds lutam no Gargalo, ninguém (exceto Davos, e somente em ADWD) conhece as intenções de Wyman Manderly. Os Karstarks fazem têm seus próprios planos. Os clãs estão no momento com Stannis. Roose Bolton está estacionado em Winterfell. Os Mormonts são invisíveis. Os Umber estão divididos e/ou em conflito. E os Glover, quem sabe? Howland Reed pode ter alguma missão para o Peixe Negro, mas a única missão razoável que Reed poderia dar a Brynden Tully é recuperar "Arya". Mas ele nunca a conheceu. Como ele poderia encontrá-la e salvá-la, sem falar no problema de encontrar aliados confiáveis ​​no Norte? Assim, não há motivo para Reed enviá-lo para o Norte.
Teoria D: O lobo na barriga
[omiti essa parte, pois esta teoria já foi provada errada por GRRM]

Brynden Tully, o Fodão!

Esses eram os caminhos mais prováveis ​​para o Peixe Negro. Agora é hora da parte verdadeiramente maluca. Resumindo: Brynden se tornará a versão do GRRM de John Rambo ou Chuck Norris, uma unidade de comando de um homem.
Entende? Vários caminhos alternativos mais ou menos possíveis para Brynden Tully seguir. Contudo, as teorias A e B ainda parecem ser as mais plausíveis para mim. Jaime Lannister pensa que é A, Genna pensa que é B. Eu costumo acreditar na intuição de Jaime aqui e escolher a A. Mas, do ponto de vista do GRRM, B também pode levar a tramas interessantes (o cenário da Vale ainda não é tão central como poderia ser).
Gosto da ideia de que o Peixe Negro possa revelar Sansa (ou pelo menos a ajude de alguma forma) e que isso traga problemas para Mindinho. Conhecendo o GRRM, todas as possibilidades são mais ou menos imagináveis ​​(mesmo a primeira teoria "maluca" não é totalmente maluca). E levar uma certa mensagem para Jon ainda não é totalmente improvável, embora não seja tão provável quanto todos possam supor.
O que vocês acham?
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2019.12.28 05:51 altovaliriano GRRM deixou a peteca cair? [Parte 2]

Link: https://towerofthehand.com/blog/2014/01/12-did-grrm-drop-ball/index.html
Título original: Did George R. R. Martin drop the ball?

[Link para a Parte 1]
Stefan Sasse : Não tente me convencer da qualidade literária de nada comparando-a com O Senhor dos Anéis - acho os livros um tédio. Eles são, para mim, o principal exemplo de informação inútil e subtramas estúpidas destruindo as coisas interessantes. Mas aí eu estou fugindo do assunto.
Eu realmente não ligo para Essos também – a importância daquele lugar reside no fato de termos que saber de tudo aquilo antes que venha a se tornar importante. É importante para a missão de Dany e para delinear a conspiração Varys-Illyrio, eu penso.
Mas acho que se resume a uma questão de gosto. Você está definitivamente certo de que há partes do Festimdança que poderiam ser cortadas e ainda teríamos o mesmo enredo, mesmo que eu queira enfatizar que gosto delas e não gostaria de vê-las desaparecer. Para mim elas são importantes na construção do mundo. É gosto, eu acho.
Mas vamos avançar para o próximo ponto sobre o(s) livro(s). Argumentei desde o início que é importante visualizá-los como um único volume em vez de dois volumes separados, e é por isso que eu os chamo de Festimdança (quando não estou me referindo especificamente a um deles). Ambas as histórias são muito profundamente entrelaçadas, e somente quando lidas juntas – na ordem de leitura sugerida por Sean T. Collin, por exemplo – é que você poderá desbloquear o verdadeiro potencial delas, que reside principalmente nos temas governo, guerra e paz. Chamei a multidão de tramas entrelaçadas de "A Guerra no Norte", "A Paz no Norte", "A Guerra no Leste" e "A Paz no Leste" porque Jon e Dany tentam governar sob circunstâncias muito difíceis e diversas, e ambos fracassam. Até certo ponto, esse desenvolvimento é refletido pelas tentativas de Cersei de governar em Porto Real, que são um assunto incidental neste tópico.
Somente quando vistos em conjunto Festimdança se torna um livro muito bom (comparado à experiência bastante medíocre de que você e muitos outros se queixam). Fiquei decepcionado no começo. É por isso que definitivamente concordo com sua avaliação anterior de que foi definitivamente a errada a decisão de George de dividir o livro da maneira que ele fez.
Remy Verhoeve : Suponho que me valer de O Senhor dos Anéis foi uma péssima jogada. Nada como duzentas páginas expositivas sobre os hobbits antes de a história sequer começar... (ainda assim, uma vez que começa a rolar... não, foi um exemplo ruim). Suponho que há uma importância para Essos, já que Martin gasta tanto tempo construindo-o para nós. Mas quando não atrai o leitor (e aqui parecemos concordar que Essos não é muito interessante) por que devo me importar mais tarde durante a história sobre o que acontece ou não acontece em Essos?
Não li os livros na ordem sugerida, mas não me importaria de tentar. Só tenho medo – e falo sério – de reler aqueles capítulos horríveis de Tyrion e Daenerys (os capítulos de Jon são ligeiramente mais interessantes, em geral). Embora eu possa reler qualquer capítulo dos três primeiros livros com alegria, não suporto ler sobre Daenerys sentada ali conversando com todos aqueles personagens que não consigo distinguir.
Os livros também se tornaram mais repetitivos, e estou quase arrancando os olhos sempre que leio outro "Onde quer que as putas vão". Você está certo de que a história provavelmente precisava diminuir de intensidade para reconstruir o momento. Concordo com isso. Mas mesmo nos capítulos e momentos mais silenciosos dos três primeiros livros, Martin mantém o leitor envolvido e interessado.
Sim, existem temas abrangentes, e as semelhanças entre as histórias de Jon e Dany são agradáveis ​​e os vinculam aos pólos "gelo" e "fogo" da balança. Mas há muita encheção de linguiça. Muita encheção, mesmo para um entusiasta como eu. Veja os capítulos de Bran em Dança. Eles se movem rapidamente. E em três capítulos o arco de Bran para o livro está pronto e parece satisfatório. Parece uma continuação natural de sua história dos três primeiros livros. Daí olhe para o arco da história de Tyrion. Tudo o que ele faz é viajar e dar espaço para exposições.
Stefan Sasse : Eu não seria tão rápido em vincular isso à qualidade, por si só. Está diferente, tudo bem –ac não vou negar isso. Afinal, não adiantaria, pois está óbvio. É como reclamar que o quarto ato do drama clássico não oferece tanto quanto o terceiro. A história precisa se resumir para poder recuperar o ritmo novamente no quinto ato. No caso de "A Song of Ice and Fire", estamos falando de uma estrutura de três atos, é claro, mas isso não altera a questão.
Eu diria que Festimdança nos permite aprofundar questões que os três primeiros livros apenas tangenciaram, uma vez que estávamos muito envolvidos nas perspectivas dos agentes principais. O conflito foi intenso e relativamente curto, e precisava ser contado de diferentes perspectivas.
Porém, Festimdança permite que nos aprofundemos em outras questões. Um dos pontos mais importantes é o enredo de Brienne, que é o primeiro olhar verdadeiro para o mundo do “Time dos Plebeus” (fora aqueles capítulos de aventura de Arya). É impossível imaginar o monólogo de Septão Meribald sobre os Homens Quebrados (que também é exposição, lembre-se) nos três primeiros e mais compactos romances. Mas é fundamental entender o que esses livros verdadeiramente falam sobre. E o processo de paz que compõe grande parte da política da Festimdança (exceto, notadamente, na campanha de guerra de Stannis no Norte) é uma tarefa árdua, sim. E assim foi deliberadamente concebida para ser, acredito.
Adam Feldman, do Meereenese Blot, argumentou de forma convincente que o que Martin está propondo é um processo de paz altamente complexo, tedioso e opaco, precisamente porque manter a paz é complexo, tedioso e opaco. Existem muitas camadas em toda a história e em toda a tediosidade. Camadas que pedem para serem analisadas e afastadas. Feldman, por exemplo, defendeu que Daario Naharis e Hizdahr zo Loraq personificam as opções da guerra e paz para Dany. Os beijos de um são quentes e emocionantes, os do outro são tépidos. Mas, como insiste a Graça Verde, a paz é uma pérola sem preço. Infelizmente, não há como entrar nestes pontos sem literalmente demolir tudo. A menos que você espelhe isso na narrativa, que é o que Martin faz.
Obviamente, ele arriscou a ira do fandom por causa dessa mudança, especialmente porque a dedicada fanbase levou mais de dois anos para entender o cerne da questão. Entretanto, aqui o desapego de GRRM pela fanbase é útil. Ele não precisa titubear diante dos fãs, já ele não parece se importar. E assim ele pode basicamente escrever a história em seu próprio tempo, com o melhor resultado que ele acha que pode alcançar. Na maioria do tempo, isso se mostrou recompensador (embora, como observado, a divisão dos livros não pareça uma decisão sábia, olhando em retrospectiva).
Já espero que você discorde veementemente com relação o tratamento de Martin com sua fanbase, é claro, mas, por favor, também leve em consideração o que eu disse sobre a narrativa.
Remy Verhoeve : Está diferente. E eu diria que um fator é que, de fato, a qualidade não é tão boa quanto costumava ser. Não estou dizendo que menos qualidade é a única razão pela qual Dança não se tornou um dos favoritos. Se você olhar, digamos, A Fúria dos Reis e A Dança dos Dragões lado a lado, existem vários elementos que tornam o primeiro bom e o segundo não tão bom.
No lado técnico, eu argumentaria que há muito mais erros de digitação e erros editoriais em Dança. Às vezes, o livro parece uma compilação feita às pressas, o que tenho certeza de que foi. Desenhar sobre uma tela maior também reduz a qualidade da pintura. Onde os três primeiros livros parecem compactos, Festimdança incha conforme o número de capítulos de POVs aumenta. A tal ponto que temos tantos personagens novos que Martin começa a lutar para torná-los especiais.
Veja personagens antigos como Sansa, Arya ou Tyrion, por exemplo. Você pode definir rapidamente essas personas por um número de características distintas. Eles são completamente bem caracterizados. Nos primeiros capítulos, você pode começar a formar uma imagem dessas pessoas em sua mente. No caso dos novos POVs, eles começam a se misturar, não são mais tão únicos e – para mim, pelo menos – tornam-se menos interessantes porque estão "apenas lá".
Em alguns desses novos POVs eu enxergo certas qualidades redentoras porque elas estão em uma história interessante ou foram melhor desenhadas (Asha Greyjoy me vem à mente), mas outros são muito genéricos em comparação com os POVs 'originais'. Até Melisandre, que permaneceu um dos grandes e interessantes mistérios da série, é reduzida a um ponto de vista não muito interessante (foi um grande erro em dar a ela – e a Sor Barristan – pontos de vista, eu acho; estes são personagens épicos que só devemos ver de fora; outra falha em minha opinião).
Eu também argumentaria que foi péssimo jogar, de repente, Jovem Griff na história em um momento tão tardio – embora eu esteja ciente de que ele poderia ser um arenque vermelho [red herring]. No entanto, antes dessa 'reviravolta', eventos importantes na narrativa foram profusamente ofuscados. Jovem Griff parece surgir do nada, o que contribuiu para uma experiência, na verdade, chocante. O POV de Barristan também é muito genérico. Martin precisa equilibrar todo o conhecimento que um personagem como Selmy tem para não revelar muito. E o resultado é, bem, não muito especial.
Não estou reclamando de nada ser diferente, aí é você colocando palavras na minha boca. Estou argumentando que a qualidade da redação é reduzida. Não me importo das coisas serem 'diferentes' porque, se tudo é igual, também não é muito interessante. A história fornece personagens, enredos e localidades muito diferentes. E geralmente estou interessado na maior parte deles, seja um capítulo "quieto" ou cheio de ação e aventura.
A escrita está tão diferente que eu e outras pessoas de fato já cogitamos se algumas partes não foram escritas por ghost-writers. No momento em que não parece mais com As Crônicas de Gelo e Fogo, podemos perguntar se é porque está diferente ou se é porque não está tão bom como costumava ser (tecnicamente).
Na verdade, eu não me importo com as histórias reais apresentadas em Festimdança. Gosto dos conceitos apresentados, incluindo as viagens de Brienne, os problemas políticos de Dany, o desvio de Jaime para Correrrio etc. (o único enredo em que sinto que Martin saiu terrivelmente do curso foi o de Tyrion). É uma questão de como essas histórias são executadas que deixa algo a desejar. Os personagens parecem ter perdido suas características. O diálogo perdeu a nitidez. Tantas cenas pareciam escritas para chocar, em vez de aprofundar a história. Tantos erros gramaticais que escaparam ao processo de edição. A repentina mudança nos títulos de capítulos, em vez de manter a estrutura no lugar, para que a série possa parecer mais com um todo.
Quanto a ver o mundo da perspectiva do “Time Plebeu”, com certeza é bom, mas será que realmente precisamos de um arco inteiro para isso? Pessoalmente, senti que o Time Plebeu já estava bem representado nos capítulos de Arya – através de suas jornadas, vemos realmente como a guerra afetou a população.
Prefiro dizer que os capítulos de Brienne permitiram que Martin colocasse um elemento que ele realmente não havia destacado antes - o religioso. De repente, com Festim, sacerdotes, monges e crenças são jogados na mistura de uma maneira um tanto abrupta. Ela exemplifica como Martin, tardiamente, decidiu que não havia dedicado tempo suficiente à religião. Afinal, a religião era tão importante nos tempos medievais e ele também assim queria, e ficamos com um aumento repentino na exposição sobre religião em Westeros. Alguém poderia arguir que esse é outro ponto contra os livros mais recentes - parece que Martin quer cobrir todas os pontos. Em vez disso, ele poderia ter mantido o foco mais restrito. Ninguém disse que ele precisava incluir tudo o que tem a ver com a história medieval.
Eu tenho o mesmo sentimento na Dança quando, de repente, o rito da prima noctis é mencionado pela primeira vez em mais de 3000 páginas. Como se Martin tivesse assistido Coração Valente e percebesse que ele precisava adicionar esse ritual curioso (e talvez nem verdadeiro) a sua própria obra. Quando uma obra já se estabeleceu tanto ao longo dos três primeiros livros, ela parece 'amarrada' e não soa verdadeiro quando coisas novas aparecem nos livros quatro e cinco. Especialmente quando essas coisas novas parecem que deveriam ter sido introduzidas mais cedo, se elas eram assim tão importantes.
De qualquer forma, você pode argumentar que a história de Brienne é uma maneira de vermos a luta dos plebeus com as consequências da Guerra dos Cinco Reis, enquanto eu posso arguir que a história é usada mais para apresentar e integrar facções religiosas à história. E talvez estamos ambos certos ou ambos errados (ou um de nós está certo...). Mas tudo ainda se resume à apresentação técnica.
É interessante ler sobre Brienne viajando pelas terras fluviais em busca de Sansa, quando sabemos onde Sansa está (e ela definitivamente não está por perto)? Veja bem, eu não diria que isso é uma narrativa de alta qualidade. Se houvesse alguma esperança de que Brienne pudesse encontrar Sansa, talvez isso aumentasse o interesse pela história. Ou se Brienne tivesse alguém atrás de si que representasse um perigo real, poderíamos nos preocupar com ela e, assim, estar mais envolvidos com a história. Páginas do monólogo que parecem ter sido copiadas e coladas diretamente de alguma fonte medieval (há pelo menos algumas linhas que são literalmente tiradas de algum lugar, lembro-me de protestar quando a li) não nos envolvem da mesma maneira, eu acredito.
Não há tensão, é tudo um "vamos dar uma olhada no campo". Muitas das informações recolhidas nos capítulos de Brienne parecem mais pertencer a "O Mundo de Gelo e Fogo". Mais uma vez, gosto da jornada de Brienne, mas, como narrativa, ela trabalha contra si mesma; apenas um fanático por Westeros diria que isso é uma boa narrativa. Porque você estaria tão vidrado no cenário que qualquer representação dele se torna interessante. Nossa, eu estou divagando.
No final, o enredo de Brienne poderia ter sido condensado, com alguns capítulos a menos, ou então a enorme quantidade de exposições deveriam ter sido trabalhadas na narrativa de uma maneira mais sutil. Aliás, o único objetivo dessa história (fora a exposição) é que ela dá de cara com uma certa mulher no final, o que leva ao seu confronto trilateral com Sor Jaime e Senhora Coração de Pedra, possivelmente interessante.
Quanto à paz, ou processos de paz, só posso dizer isso: a paz é a ausência de conflito, e o conflito é o que impulsiona uma narrativa. Se o "trabalho árduo", como você diz, é intencional ou não, não importa. Se você admitir que seja árduo de ler, você está, em minha opinião, admitindo que o Festimdança (ou partes dele, pelo menos) simplesmente não são tão boas. Contudo, admito que, para alguns leitores, também pode haver partes 'arrastadas' nos três primeiros livros – eu sei que existem leitores que acham os capítulos de Bran menos interessantes, por exemplo – mas esses capítulos movem a história – o que eu não tenho certeza se todos os capítulos de Festim dança realmente fazem.
Eu não me importaria se Quentyn Martell não aparecesse em Dança até o momento em que ele se apresenta na corte de Daenerys. O que teríamos perdido? Os elefantes em miniatura no Volantis? Nós realmente precisamos de tantos capítulos de Tyrion no rio ou no mar? A história poderia funcionar sem Penny?
Para que você não me entenda muito literalmente, é claro que vejo conflito em Festimdança, no nível pessoal. Há um conflito dentro de Daenerys Targaryen (vários, na verdade); há um conflito dentro de Jon Snow (talvez o mais óbvio – sua história sempre foi sobre lealdade, lealdade, honra, dever). Mas a ação exterior diminuiu, isso é verdade. Quase nada com consequência acontece até o livro terminar. “Diferente”? Sim. Mas “melhor”? Os livros antigos misturavam ação interior e exterior com grande sucesso. Por que repentinamente só estamos olhando para o próprio umbigo (por tanto tempo)?
Eu acho que seria simples demais dizer que Martin está intencionalmente tornando sua história menos interessante. Isso é uma desculpa insatisfatória. Martin sabe escrever cenas arrasadoras, sejam lentas ou não. Ou você está dando muito crédito a ele ou eu estou dando muito pouco. Pois bem, suponha que Martin queira nos mostrar que a paz é chata. Então ele teria que usar outros truques para nos manter interessados pela história. Ele nos daria personagens secundários fáceis de distinguir. Em vez disso, temos uma série de personagens com nomes semelhantes. Ele deveria elaborar o desenvolvimento do personagem de modo que acompanharíamos uma trajetória interessante. Em vez disso, Daenerys é a mesma pessoa do primeiro ao penúltimo capítulo (apesar de que, com certeza, ela não é a personagem que vimos em A Tormenta de Espadas).
Vamos deixar a interação de Martin com seus leitores para outro dia, porque só de pensar nisso sai vapor dos meus ouvidos. Eu espero que eu tenha esclarecido meus argumentos e, se algo não estiver claro, diga-me e poderemos analisar melhor esta parte do debate.
Stefan Sasse : Eu ainda acho que muitas das críticas que você faz ao(s) livro(s) vêm de uma perspectiva distinta do que está por vir. Sim, eu e muitos outros intencionalmente acreditamos que isso faz parte do todo, o que permite não se aborrecer com histórias como a de Brienne, onde nada de grande monta acontece (exceto para os personagens envolvidos, é claro). Mas, como você diz a si mesmo, para muitas pessoas, ocorria (e ocorre) o mesmo com os livros antigos.
Acho difícil na maioria das vezes lembrar minhas primeiras impressões sobre o livro, porque elas acabaram misturadas irreconhecivelmente com minha compreensão posterior e com o conhecimento decorrente de releituras. Mas tenho certeza de duas coisas: fiquei aborrecido com os capítulos de Brienne na primeira e na segunda vez que li O Festim dos Corvos em 2005 e 2006. E também não gostei muito dos capítulos de Bran nos três primeiros livros, precisamente pelo fato de que nada parecia estar acontecendo. Veja, de verdade: você precisa ser um leitor excepcionalmente perspicaz para apreciar a história do Cavaleiro da Árvore que Ri em sua primeira leitura. Se você não entende do que se trata, simplesmente acharia uma leitura muito chata a longa lista de personagens mortos há muito tempo identificados apenas por seus brasões.
O mesmo vale para as provações de Brienne. Já sabíamos que ela não encontrará Sansa (exceto naquele momento em que pensa em ir ao Vale, mas isso é descartado rapidamente). Em vez disso, nos envolvemos em uma variedade de subtramas e na resolução de subtramas (o destino de Podrick Payne, Sor Shadrich e colegas, Gendry, a Irmandade e Senhora Coração de Pedra) e também passamos por uma subnarrativa realmente atraente (especialmente na parte de Lagoa da Donzela). Mas levei um tempo para me aquecer.
Da mesma forma, ao ler A Dança dos Dragões pela primeira vez, sinceramente desejei que os capítulos de Tyrion fossem mais rápidos. Eu não conseguia lembrar nem mesmo uma das malditas cidades em ruínas que eles passam no Rhoyne. Também não fiquei particularmente intrigado com Aegon, até porque nunca gostei da “teoria da conspiração” segundo a qual Varys traficou o garoto (a qual já estava circulando há um longo tempo, assim como a de que Tyrion seria um bastardo Targaryen). Mas em releituras posteriores, quando você já sabe o que vai acontecer (como Brienne não encontrar Sansa), você pode se envolver pelas coisas que realmente estão lá.
A propósito, é isso que eu queria dizer com o problema das expectativas. Esperávamos que várias coisas acontecessem em Festimdança, e muito disso não aconteceu (nenhum Outro na Muralha, nenhum encontro entre Tyrion e Dany e assim por diante). Entretanto, apesar de que Martin certamente poderia ter cortado muito do que está lá e "ido ao ponto" mais rapidamente, eu acho que isso tornaria estes livros uma leitura menos convincente (mesmo que ele adotasse sua abordagem, mantivesse as histórias intactas e apenas cortando fora a carne – ou gordura, conforme o ponto de vista).
Da mesma forma, simplesmente ainda não sabemos qual é o objetivo com os nomes de capítulos alterados. Martin enfatizou repetidamente que existe um sistema por trás, que ainda não podemos compreender apenas com base nos dois livros, mas que no final entenderemos. Então estou reservando o julgamento final sobre isso para mais tarde, quando os livros finais forem lançados.
A propósito, fiquei desapontado com o aparecimento do Ius Primae Noctis, porque é apenas um mito medieval criado por Coração Valente. Mas achei lógico que aparecesse só agora. É claro que os Boltons (que só agora vimos de perto) ainda o praticariam. E é claro que eles não contariam aos Starks (que têm sido nossa única janela no Norte até agora).
Na verdade, eu achei essa uma das coisas mais interessantes e envolventes sobre a história do norte em A Dança dos Dragões: o Norte "sombrio". Bran aprendendo que os Stark costumavam sacrificar as pessoas sob as árvores-coração; pendurarem entranhas nas árvores; os Bolton e suas práticas cruéis; os clãs das montanhas e Karstarks e o descarte dos velhos e doentes no inverno para preservar a comida para os saudáveis; e assim por diante. O que víamos até agora era o belo Norte, através das lentes rosas dos benignos senhores Stark. Por baixo, há um norte muito mais sombrio, que foi despertado pelo conflito Bolton-Stannis. E isso torna as coisas muito boas de ler.
Também poderíamos argumentar facilmente que as culturas orientais nos três primeiros livros eram praticamente figurante feitos de papelão (escravistas do mal com penteados ridículos) e só foram aprofundados em Festimdança. Claro que você pode dizer que simplesmente não se importa com eles, já que a história deveria estar em Westeros. Mas eu gosto do toque de realismo e credibilidade que isso traz à história. Torna o lugar mais real, ao invés de somente um ponto da trama a ser riscado da agenda.
Isso me leva à minha última questão com seus argumentos: a questão da luta. Sim, a paz por definição é a ausência de guerra, mas esta última tem sido por muito tempo a doença da fantasia, que se baseou em conflitos armados para contar histórias envolventes. O experimento que Martin fornece com Festimdança é realmente ousado: ele usa dois livros realmente volumosos para verdadeiramente nos mostrar o que vem depois. Martin certa vez fez uma observação (estou parafraseando) que, em O Senhor dos Anéis, nunca aprendemos como Aragorn governaria e qual seria, por exemplo, sua posição sobre rotação de culturas em três campos ou sobre tributação. Isso ocorre porque a fantasia tradicional se mantém convenientemente afastada das questões cabeludas.
Mas ele não se afastou. Quando Dany anunciou no final de A Tormenta de Espadas que ela iria ficar e governar, acho que ninguém acreditou de verdade. Até agora, sua jornada era marcada por contínuo sucesso, crescimento e progresso (sim, mesmo com a morte de Drogo). Mas em A Dança dos Dragões, testemunhamos de perto o quão difícil é vencer. Esse desenvolvimento foi refletido na história de Jon na Muralha, onde ele teve que lidar com os selvagens (que provaram ser a parte mais fácil) e com seus próprios homens (com quem ele constantemente falhou). E em Porto Real, Cersei consegue jogar fora, em questão de semanas, os sucessos que os Lannisters conquistaram em uma guerra realmente sangrenta.
Ganhar a paz é o objeto mais difícil de todos. É duro, difícil e confuso. Lutar uma guerra, por outro lado, é a parte mais fácil. É como o lado negro em Star Wars: fácil de sucumbir, já que é tão direto e emocionante (se você não é um membro do Time Plebeu, claro). Mas é o lado negro. A paz é muito mais difícil, o caminho não está posto para você, e você deve enfrentar seus demônios internos de uma maneira muito mais pronunciada, pois você não pode apenas canalizá-los para o inimigo da vez. Jaime Lannister aprende isso também – assim que ele não pôde acertar alguém com uma espada, ele passou a estar realmente perdido.
E veja como estão todos perdidos, e como gostariam de voltar à guerra: Cersei faz de tudo para criar um fronte em Porto Real: ou você está com ela ou com os Tyrells. Não há acordo, nada no meio. Essa é a atitude da guerra, não da paz. E conflito é tudo o que ela recebe de volta. Dany tem que escolher continuamente entre o caminho mais fácil, fornecido por Cabeça-Raspada e Daario, e a paz complicada e insatisfatória, fornecida pelo Senescal, Graça Verde e Hizdahr. E Jon aproveita todas as oportunidades para deixar Castelo Negro e liderar patrulhas, e por fim, desnecessariamente, dá suporte à campanha de Stannis pelo Trono de Ferro, provocando guerra com Forte do Pavor (e sua traição).
Tudo isso é uma narrativa muito forte, ainda mais forte do que nos três primeiros livros, onde os elementos dela já eram aparentes. Robb Stark conseguiu derrotar facilmente todos os oponentes na batalha, mas ele era totalmente incapaz de ganhar a paz, ou qualquer tipo de paz. Esse é o lado negro. Toda a corrente subjacente à saga já está configurada aqui, e Festimdança capitaliza isso. Mas apenas se você estiver disposto a ler o que está lá e não a fantasia “Lado Negro” que você esperava. Aqui não há George Lucas, que deixou Luke agir dos dois lados, atacando Darth Vader e ainda saindo limpo porque seu pai mudou de idéia. Isso não acontece aqui.
E acho que o trabalho de base da Festimdança se tornará realmente importante nos livros a seguir, quando Jon, Dany e Cersei, todos tendo aprendido as lições erradas do fracasso em manter a paz, tomarão realmente algumas decisões ruins e desdenharão da carnificina durante o ataque arrebatador dos Outros. E estou bastante convencido de que muitos olharão com mais carinho para Festimdança então.
Remy Verhoeve : Você faz alguns argumentos convincentes em referência à paz e essa é provavelmente uma maneira melhor de enxergar tudo caso deseje manter a fé de que não há nada errado com Dança. Eu gostei de ver o 'norte sombrio', embora isso também dê a Martin uma chance de se aprofundar ainda mais na depravação, o que não estou certo de que seja algo que faltava na série.
Agora, eu ainda mantenho que a maioria das coisas que tornam Dança não tão bom tem a ver com tecnicidades, como mencionado, e que o enredo em si não é ruim. Sim, você tem algumas observações interessantes e eu particularmente gosto de como todos pensam que o caminho mais fácil teria sido guerra, mas quando estou lendo um dos dois romances, não estou sob juramento. Eu não precisava que ninguém me dissesse exatamente o que procurar ou sentir ao ler A Guerra dos Tronos. Ele apenas me deu um chute na cara e disse "Preste atenção".
Com Dança, as pessoas são forçadas a entrar na Internet para encontrar explicações detalhadas sobre por que Martin talvez tenha decidido escrever isso ou aquilo, mais ou menos. Mas até chegarmos ao Os Ventos do Inverno, não podemos saber exatamente o que é construção de bases e o que é escrita desleixada. Se ele pretende resolver tudo o que apresenta, então teremos mais dez livros. O que novamente significa que você deve julgar Festim e Dança por seus próprios méritos. E eles estão em falta - para muitos. Gostaria de observar que gosto mais desses livros do que a maioria dos romances de fantasia, mas eles não são tão surpreendentes quanto os três livros originais.
Existem também algumas objeções pessoais aos romances, é claro, contra as quais você não pode fazer nada. Não acho a história de Cersei convincente, sendo a profecia de 'Maggy, a Rã' um enredo particularmente ruim. Esta não era o Cersei que eu pensava conhecer dos três primeiros livros, e não sou capaz de reajustar minha percepção da personagem. Isso é culpa minha, claro. Mas isso serve como outro exemplo de escrita ruim. Não apenas porque parece tão forçado no quarto livro (embora eu entenda que você possa defendê-lo tecnicamente porque não tivemos o ponto de vista de Cersei antes), mas também porque Martin, com Festimdança, começa a fazer todas essas conexões entre os personagens, ao ponto de tornar tudo um pouco bobo - especialmente em comparação com os três primeiros livros, onde ocorria praticamente o contrário.
Agora você tem personagens se encontrando regularmente (de preferência na mesma Estalagem na Encruzilhada), nomes de personagens vinculados de várias maneiras etc. Sim, ele precisa começar a amarrar os pontos, mas essa é uma maneira ruim de fazê-lo, em minha opinião. O mundo de Westeros, que era vasto, fica menor a cada capítulo. De qualquer forma, agora estou saindo pela tangente de novo.
Tendo dito tudo isso, sou totalmente em seu favor - a dificuldade de conquistar a paz é definitivamente um tema importante e grande. No entanto, não torna mais emocionante a leitura de Tyrion a bordo de uma embarcação por dez capítulos consecutivos. Não me enche de encanto ler uma página de cima a baixo com os pensamentos de Daenerys sobre Daario. E o ponto de vista sombrio de Jon Snow também não fica mais emocionante com nada acontecendo.
Stefan Sasse : Receio que isso nos deixe em um impasse, onde tudo se resume a uma questão de gosto. Pelo menos acho que podemos ter certeza de que você dará a Os Ventos do Inverno uma chance de trazê-lo de volta ao redil.
Remy Verhoeve : Suponho que não podemos conciliar nossas opiniões, mas é bom discutir isso com você de maneira civilizada e concordar em discordar. Estou pronto e disposto a aceitar Os Ventos do Inverno. Também decidi tentar abordar os dois livros usando a reorganização dos capítulos que você sugeriu. Concordo que o gosto é o fator divisor essencial aqui, mas você parece concordar comigo que, por exemplo, os capítulos de Tyrion Lannister em Dança não são tão bons. Isso me faz pensar por que você está defendendo o desenvolvimento de As Crônicas de Gelo e Fogo se também vê certas falhas. De qualquer forma, obrigado pela conversa :)
Stefan Sasse : Foi um prazer. E para usar o privilégio da última palavra, acho que os capítulos de Tyrion precisavam de mais tempo para que se estivesse aquecido para eles. Gosto do desenvolvimento e estou ansioso para ver mais. Apenas levei um pouco de tempo para ver a luz. ;)
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2019.12.24 01:07 Ofeu EXPLICANDO MINHA DEPRESSÃO

Há algum tempo atrás eu descobri que eu tenho depressão, no início, nem eu mesmo soube aceitar, não era capaz de explicar o que estava acontecendo comigo, eu achava que era apenas uma tristeza como qualquer outra, apenas mais uma dor que toda criança sente após cair ou descobrir que seu primeiro amor não era recíproco, mas não é apenas isso, a tristeza que a depressão causa não é algo de momento, é uma tristeza que veio com a intenção de ficar, a depressão é a visita indesejada que você recebe em casa e não sabe como mandar embora, ela é uma nuvem que a cada dia se torna mais cinza e maior, e continua crescendo até que chova, mas depois da chuva não vem o sol, mas apenas uma nova nuvem, que como a visita, esta disposta a ficar, assim como a visita, sou obrigado a pedir para que a depressão se sente a mesa, ofereço bolo e café, e como a visita, o problema começa quando ela aceita, a visita bate na sua porta todos os dias ao amanhecer, com o tempo ela dorme em sua casa, e logo, já tem a chave da porta!
Os dias são cinzas, cansativos, repetitivos, quebrados, e quando você menos percebe, você faz parte dos dias. Existem diversas maneiras de viver com a depressão, ela pode ser um cachorro, que sempre viverá com você, mas existem uma diversidade de coleiras, umas custam mais que outras, a coleira que eu encontrei para prender o meu cachorro se chama “escrever”, pode parecer algo bobo, mas os problemas parecem ser mais fáceis de resolver quando você pode lê-los em uma folha de papel.
Todo texto que eu escrevo leva uma parte de mim, cada personagem é uma personificação do meu ser, cada um levando um pedacinho dentro de si, nunca por completo, até porque, se um personagem fosse minha personificação, esse automaticamente seria eu, e acreditem em mim, é difícil mostrar para as pessoas quem você é de verdade, aparenta ser mais fácil apresentar para elas distintos personagens, pois não me parece errado que as pessoas conheçam partes de mim ao invés de meu eu por inteiro.
Certa vez me perguntaram “Como é ter depressão?” E é ae que está, eu não me vejo capaz de explicar para alguém algo que nem eu entendo, eu não me vejo capaz de mostrar algo que está dentro de mim, e é por este exato motivo que eu não me vejo capaz de me mostrar para o mundo, mas é por este mesmo motivo que irei tentar, pois nada neste mundo nunca foi capaz de não ser explicado através de uma simples ou complexa metáfora, e como não usar metáforas falando de um assunto tão metafórico por si mesmo. A depressão, querendo ou não ela é uma metáfora, a depressão é a personificação de cada personagem triste criado, de cada verso em prantos recitado, a depressão cria muro de vidros ao meu redor, onde eu sou capaz de ver e ouvir a cada pessoa, mas não sou capaz de tocar, eu não sou capaz de sentir o calor que elas tentam me fornecer, e eu me sinto só dentro de um cubo de vidro, o vidro é frio, mas eu não posso fazer com que ele se aqueça, e embora seja difícil de compreender, o vidro não está do lado de fora mas sim do lado de dentro, eu sei que as pessoas me amam, eu sei que elas se importam, sei que se preocupam, sei que elas querem me ajudar mas a depressão torna o saber em algo insuficiente, a depressão torna o saber em dúvida e a dúvida me faz questionar sobre tudo que já foi um dia questionado antes, me faz questionar sobre se realmente existe alguém do outro lado deste muro de vidro, pois como saber se tudo que vejo não é apenas o reflexo da minha própria mente, e eu vejo, vejo as pessoas gritando, socando o muro e tentando quebra-lo, mas a depressão me torna surdo, e eu não sou capaz de ouvir o quanto eles se importam, é difícil explicar a sensação de saber o quanto você é amado mas não ser capaz de sentir, e a culpa não é das pessoas, mas a culpa também não é minha, a culpa é da depressão que está dentro de mim, mas ela não sou eu, e é ae que a maioria das pessoas erram onde julgam alguém que é apenas a marionete de um ventríloquo obcecado, a marionete tenta de todas as maneiras se soltar das cordas que a controlam mas essas são as cordas que o mantem vivo, e a marionete vai acabar morrendo caso as cordas se partam, pois sem as cordas a marionete cairá de seu palco até que caia no chão e se torna apenas cacos, mas a marionete está disposta a se livrar do ventríloquo de qualquer maneira, então a depressão decide te transformar no ventríloquo, mas um ventríloquo que não tem uma marionete, a depressão faz com que você se sinta culpado por tudo que acontece ao seu redor, e a parede de vidro finalmente se quebra o deixando livre, mas os cacos te machucam, eles fazem você sangrar, e eu continuo me sentindo culpado por todas as coisas que já aconteceram pois embora eu seja uma pessoa boa eu possuo o meu lado ruim, e eu o odeio, ah como odeio, ele é um monstro que vive dentro de mim, mas ele vive do lado de fora da parede de vidro, e tudo que eu tenho para controla-lo é apenas uma corda que eu devo segurar com toda a força para que eu não machuque as pessoas ao meu redor, mas a minha mão dói, eu não sou forte o suficiente para continuar segurando a corda, a minha mão sangra, e eu acidentalmente deixo o monstro escapar e nos poucos segundos que ele pode ser livre, destrói tudo ao meu redor, as pessoas acham que eu sou o monstro, a depressão faz com que eu ache que as pessoas me machucam, a depressão me diz que as pessoas são monstros, mas no mesmo momento em que elas me machucam a depressão diz que o único monstro sou eu, eu me sinto só, mesmo rodeado de pessoas, eu quero chorar em todo momento, mas eu nunca encontro um abrigo do qual eu possa habitar, eu me sinto quebrado como a marionete que caiu de seu palco, mas a marionete não morreu e este é o problema pois estar quebrado dói, e a dor só aumenta a cada dia, é uma dor indescritível, uma dor que acontece por dentro mas eu não sei exatamente onde, é como uma queda que nunca vai acabar, um amor não recíproco que eu nem cheguei a encontrar, e mesmo que eu use todas as metáforas eu não sou capaz de descrever a dor que eu sinto, ela me consome, ela aumenta, ela não sangra, mas acredite em mim, eu preferiria se sangrasse, eu preferiria que essa dor fosse apenas a perda de um ente querido, mas eu confesso que ela é maior, as pessoas me dizem “procure uma solução” mas como eu posso resolver uma dor que nem eu mesmo sei de onde veio, e é nesse momento em que a depressão transforma a morte em algo poético, a depressão faz com que o “e fim” se transforme num “felizes para sempre”, mas eu aprendi que o para sempre dói muito, meus amigos, vocês são os únicos “era uma vez” e “para sempre” que eu ainda não desistir e por favor me desculpe se eu não consigo perceber o amor de vocês as vezes, eu juro que tento, mas a depressão não me permite, meus amigos, vocês são a única lareira que eu pude encontrar nesse castelo de gelo, eu juro que tento, eu tento tocar o fogo, mas a depressão me empurra para o lado contrário, eu juro que tento sentir o calor, mas essa dor dentro de mim é tudo que eu consigo sentir, eu grito por ajuda, por socorro, mas porquê sinto que ninguém pode me ouvir, e a depressão mais uma vez me questiona, se na verdade ninguém quer me ouvir, tudo que eu quero nesse momento é poder tocar a lareira pois eu sinto muito frio, todas as noites a depressão me mantem acordado olhando para as estrelas do céu, a depressão faz eu me lembrar que mamãe me dizia que cada uma das pequenas estrelas são pessoas que já se foram, mamãe a depressão faz com que eu queira me tornar uma estrela.
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2019.12.21 02:41 ninjaurbano Tamanho da tela e seus impactos

Todos aqui sabem que a imagem dos jogos antigos, em razão de sua baixa resolução (240p), possuem certas particularidades que se diferenciam bastante em relação a outras formas de conteúdo. Nesse aspecto, os monitores que objetivamente melhor reproduzem uma imagem em 240p são os velhos e bons CRTs, sendo que as alternativas existentes para reprodução do 240p em monitores modernos apenas tentam reproduzir algumas das características desses aparelhos antigos.
Ocorre que as TVs modernas (LCD) conseguem facilmente expandir o tamanho sem trazer mudanças significativas no peso e diminuem de largura com o passar do tempo, proporcionando telas cada vez mais finas.
Os CRTs, por sua vez, penalizam o incremento do tamanho de tela com mais peso e mais largura. A principal razão do peso do CRT é a tela, que precisa fazer uso de um vidro grande e espesso (lembrando que vidros já são naturalmente pesados). Existe um vácuo dentro do tubo que demanda o vidro ser espesso o suficiente para resistir a uma implosão. Quanto maior o tubo, maior o vácuo e mais espesso precisa ser esse vidro para ter resistência. Logo, mais pesado será o aparelho. E talvez esse tenha sido o fator que mais acelerou o abandono da tecnologia CRT em favor de outra que no início se mostrava pior em quase todos os aspectos (LCD), exceto no peso e na largura.
De fato, o peso e o tamanho do CRT são aspectos devem ser considerados, já que o espaço urbano cada vez mais restrito tem provocado uma diminuição no tamanho dos imóveis residenciais. Os televisores de CRT, que antes ocupavam uma área nobre da casa, foram substituído por TVs mais leves e finas, muitas penduradas na parede para economizar espaço. A realidade atual é dura com os televisores de CRT por questões práticas, já que não faz sentido hoje em dia, por exemplo, colocar na sala um aparelho grande cuja única finalidade seria reproduzir jogos antigos, tomando espaço de uma TV moderna que hoje em dia possui muito mais aplicações (jogos modernos, filmes, séries, noticiário, etc.).
O tamanho físico do CRT também tem um certo impacto na qualidade de imagem que precisa ser considerado. Dentro da TV há um tubo que armazena um canhão de elétrons que dispara contra o revestimento de fósforo presente na tela, formando assim a imagem. Para isso, é preciso haver uma certa distância entre o canhão e a tela, e quanto menor é essa distância, maiores podem ser as imperfeições. Vou explicar de outra forma:
Imagine que você aponte uma lanterna diretamente para o centro da parede que está na sua frente, formando uma luz circular. Agora, sem mudar o eixo, incline lanterna do centro até que a luz atinja o canto da parede. Fazendo isso, a luz que antes se formava como um círculo no centro da parede agora aparece de forma oval no canto. Agora, faça o mesmo exercício mais afastado da parede e note que quanto mais afastado você estiver, melhor conseguirá iluminar os cantos da parede com a luz da lanterna em seu formato original.
Basicamente é mais ou menos isso que acontece no CRT. O canhão de elétrons fica a uma distância fixa da tela e dispara contra o centro dela. Esse disparo precisa percorrer a tela inteira e a distância para atingir os cantos da tela será sempre maior do que para atingir o centro. Quanto maior a tela, maior a necessidade de uma distância maior para ter o mesmo efeito.
Ocorre que nem sempre isso é possível por razões práticas.Por exemplo, se o canhão de elétrons de um TV de 14 polegadas fica a 30cm da tela, uma TV de 34 polegadas, para respeitar a mesma proporção, deveria ficar a 72cm da tela. Com isso a TV de 34", somando outros elementos, teria uma profundida de quase 80cm, que é uma largura bem difícil de ser acomodada em um ambiente doméstico. Para evitar esse problema, a distância do canhão para a tela é encurtada em telas maiores, o que infelizmente pode gerar problemas de geometria e convergência.
Em se tratando de filmes isso tem pouca relevância, mas jogos 2D possuem muitas linhas, com ação horizontal e vertical que tornam esses problemas de geometria e convergência bem evidentes.
Por razões semelhantes televisores de tela plana apresentam mais problemas de geometria e convergência do que monitores de tela curva, mas prefiro discutir isso em outro tópico.
Além de serem menos susceptíveis aos problemas acima, os monitores de CRT menores possuem uma maior densidade de linhas de resolução comparado a um modelo equivalente de tela maior, ou seja, muito mais resolução por milímetro de tela. Resultado: quanto menor a tela, maior a nitidez.
Por outro lado, em se tratando de televisores comuns, os modelos menores, que eram mais baratos, também ofereciam menos recursos em comparação a aparelhos maiores, como por exemplo, possuir só entrada de vídeo composto.
No ramo de monitores profissionais isso não acontece. Modelos pequenos e maiores são equipados com as mesmas conexões. Mas acho acho importante ressaltar que os monitores de 14" que são voltados ao ramo do "broadcast" (ex.: Sony BVM e Ikegami) ocupam um espaço muito maior do que a linha "professional" (ex.: Sony PVM). Então, se você quer economizar espaço (e peso) com um monitor menor, prefira a linha PVM.
Dito isso, tratemos da questão mais importante: a experiência prática de jogar em tamanhos maiores ou menores. Em primeiro lugar, é preciso observar a distância. Telas de 14" ficam ótimas jogando a uns 60cm (ou menos) do jogador, que seria equivalente à distância que ficamos de um monitor de PC. Para ficar tão próximo assim da tela é necessário jogar numa mesa e cadeira, tal como fazemos com um monitor de computador.
Telas de 20 polegadas já permitem um maior distanciamento (até 1 metro para preservar a imersão, eu diria). Telas maiores podem trazer maior conforto já que é possível se distanciar o suficiente para jogar num sofá.
Em síntese, telas menores, apesar de menos valorizadas, possuem algumas vantagens técnicas e podem ser muito bem aproveitadas em distâncias menores. Telas maiores podem trazer mais conforto à medida que podem ser apreciadas a distâncias maiores (e por mais pessoas), mas por outro lado são mais sensíveis a problemas de geometria e convergência.
Hoje em dia Monitores profissionais com telas maiores são bem mais caros do que o equivalente de tela menor. Um monitor desse tipo, de 19 polegadas, custa pelo menos o dobro de um equivalente de 14". Vale a pena? Difícil dizer. Há outras peculiaridades que podem influenciar na decisão, como por exemplo o número de linhas do monitor. Eu não gosto de monitores maiores com um número alto de linhas.
Dito isso, darei algumas considerações finais baseadas na minha experiência, recapitulando alguns pontos já tratados:
  1. Jogar em um monitor de 20 polegadas com 800 linhas a uma curta distância (a uns 60 cm da tela, por exemplo) é uma experiência pior do que jogar em um de 600 linhas na mesma distância. Isso porque o de 800 linhas já possui naturalmente scanlines mais ressaltadas, que se tornam ainda mais evidentes quanto mais você se aproxima da tela.Essa percepção diminui quanto você se afasta da tela, já que as linhas pretas aos nossos olhos se fundem com as linhas preenchidas, deixando o monitor de 800 linhas com uma imagem mais nítida do que o monitor de 600 linhas sem que as scanlines (ou o espaço preto entre elas) tenham um destaque excessivo.Mas é preciso considerar que você está se afastando ainda mais de uma tela que já não é tão grande.
  2. Jogar em um monitor de 14 polegadas de 800 linhas a curta distância proporciona uma excelente experiência de imagem sem que seja necessário se afastar mais do monitor, já que o tamanho menor proporciona um bom equilíbrio na percepção das scanlines.Outra vantagem é que a tela menor naturalmente oferece uma imagem mais nítida do que um monitor maior de igual resolução, já que o número de linhas é distribuído em uma área menor.Em resumo: para se jogar perto da tela em um monitor de 20 polegadas é preferível que ele esteja entre 450-600 linhas. Já um monitor de 14 polegadas fica bom a curta distância independente da quantidade de linhas de resolução, com a respectiva nitidez da imagem variando de acordo com número dessas linhas.
  3. Monitores maiores exigem maior distância entre a tela e o usuário, do contrário certos aspectos negativos da tela (ou da resolução 240p) se tornam mais evidentes.Infelizmente os problemas de geometria e convergência que tem maior incidência nos modelos maiores permanecem.
  4. Para aqueles que buscam o máximo da qualidade de imagem em 240p e gostam de jogar perto da tela tal como as pessoas usam uma tela de computador, um monitor profissional de 14 polegadas pode ser a melhor opção, ao meu ver.A desvantagem é que em termos de monitores de 14” você está limitado aos modelos profissionais, já que são os únicos que possuem entrada RGB, Componente ou S-video, que são requisitos mínimos para obter uma boa qualidade de imagem.
  5. Monitores profissionais não são as únicas alternativas para obter uma boa qualidade de imagem em 240p. Algumas TVs comuns ou monitores de arcade oferecem um resultado que pode ser tão satisfatório quanto um monitor profissional, dependendo da sua percepção.A questão é que comprando determinando monitor profissional você já sabe o que esperar dele. Já em se tratando de TVs comuns é mais difícil encontrar alguma de boa qualidade, no meio de tantas que existem ou já existiram.
  6. O tamanho de tela precisa ser compatível com a distância que você pretende ficar. Você pode usar perfeitamente uma tela pequena desde que você use o monitor de perto.
Se alguém quiser acrescentar algo ou compartilhar suas experiências pessoais sobre o assunto, fiquem à vontade.
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2019.10.23 07:25 mr_nobody_matter A mulher que eu amo é lésbica, e é isso.

Eu a conheci na época do colégio. No momento em que eu que bati o olho nela senti uma forte atração. Se era algo químico, espiritual etc foda-se eu nao sei e não ligo. Só sei que de imediato eu senti que eu tinha que me aproximar dessa menina de algum jeito.
Curioso que de inicio, não tínhamos quase nada em comum. Mas com o tempo e a convivência fomos construindo uma amizade fortíssima. Sentávamos sempre juntos, fazíamos atividades sempre juntos, passeávamos por ai e nesse processo acabamos compartilhando e dividindo muito os nossos gostos e vivencias. Posso dizer com certeza que parte do que sou hoje teve influencia dela e ela diria o mesmo sobre min. Eu volta e meia demonstrava que sentia algo mais, mas ela sempre cortava ou disfarçava de maneira desconfortável. Nunca insisti nem fui chato, afinal ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Mas ficava me perguntando: por que não rola nada entre a gente? será que ela gosta de alguém? Será eu era tao feio assim? Seria essa a famigerada friendzone ou coisas do tipo.
Bem, o tempo passou e acabei me afastando um pouco dela devido a rotina, apesar de sempre trocarmos ideia. Até que um dia desses a encontro e ela revela pra min que é lésbica e que tava namorando uma garota. Apesar da revelação, não fiquei tão surpreso porque minha mente na hora começou a fazer as conexões certas. O fato é que isso sempre esteve evidente e provavelmente a paixão meio que me cegou de enxergar isso naquele tempo.
De imediato dei meu apoio. Disse que ela merecia ser feliz e que tava nítido nela o semblante de alguém que se encontrou. Durante a noite fiquei fazendo uns exercícios de empatia. Fiquei imaginando o quão difícil deveria ser pra ela fingir ser algo que não era esse tempo todo, ainda mais vindo de família conservadora. Pior ainda, já pensou se ela tivesse cedido as minhas tentativas e por pressão social ou insegurança tentasse desenvolver um relacionamento amoroso comigo mesmo não sentindo atração nenhuma pelo meu gênero? Me coloco no lugar dela e pensando o quão traumático isso poderia ser.
O fato é: eu amo essa menina, e quero que ela seja feliz e realizada. Só que... as vezes um pensamento me tira o sono: cara, eu nunca poderei te-la. Absolutamente nunca! E sei lá... isso me angustia profundamente. Para a maioria das pessoas que não tem seu amor correspondido existe sempre a incerteza do futuro: talvez lá na frente quando estivermos mais maduros, ou em posições ou condições melhores... sei lá. Mas no nosso caso não existe "nós". É nunca e acabou. As vezes eu só queria sair com ela por ai de mãos dadas, ficar deitado na cama ouvindo as piadas sem graça dela enquanto fico contemplando aquele rostinho lindo... Não tem um casamento que eu vá que não pense um pouco: "imagina ela de branco vindo na minha direção..." Mas absolutamente nada isso vai acontecer.
Enfim, eu só quero que ela seja muito feliz e que encontre uma mina que a ame tanto quanto eu. Só espero um dia encontrar outra mulher que desperte esses mesmos sentimentos em min. Até lá, vida que segue
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Este amor verdadeiro nos faz querer, incondicionalmente, o bem da outra pessoa, querer fazer a outra pessoa feliz, este é o 'segredo' para se ter um bom relacionamento, para se encontrar a pessoa ... Não é tão difícil encontrar a pessoa certa...É só uma questão de tempo.Mas você pode acelerar o processo se seguir as minhas dicas,senta o rabo ai e assista minhas terríveis experiências ... Oi amores, vocês sabem que eu falo muito e amo conversar, então fiz esse vídeo de bate papo falando sobre relacionamentos e como hoje em dia tá difícil encontrar alguém legal e que queira ... Por que é tão dificil escolher esperar? Eu Escolhi Esperar Responde 160 ... Dicas práticas para encontrar a pessoa certa ... Oro por alguém que gosto, mas a pessoa não sabe - Duration: ... discipulando - por que É tÃo difÍcil encontrar a pessoa certa? by canal cjc. 15:33. ... sou o Único cristÃo da famÍlia e eles me perseguem por isso by canal cjc. 13:48. Mais um vídeo pra vocês, com reflexões hoje sobre um assunto complexo: Como encontrar a pessoa ideal para você? É muito difícil pensar sobre isso de uma maneira que seja plural, porque cada ...